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sábado, 14 de abril de 2012

Com sono, um soneto.


Com sono não é possível
fazer algo diferente
daquilo tudo que a gente
faria – isso é previsível.

A mente está nesse nível
de torpor, que já não sente
- lá no seu corpo dormente
- mais nada do que é sensível.

E embora o sono sossegue
Oocorpo, como o cianeto
há aquilo a que ele se entregue

tingindo o branco de preto.
Eis tudo que ele consegue:
criar, com sono, um soneto!

Gilberto de Almeida
13/04/2012


Um comentário:

  1. Fiz este soneto como um desafio pessoal: queria provar a mim mesmo que conseguia compor um soneto mesmo que quase completamente desprovido de minhas faculdades cognitivas.

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