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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Quatro formas de amar


Gilberto de Almeida
(16/12/2014)



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Chuva macia


Naqueles tempos bárbaros,
naqueles lugares bárbaros
onde a indiferença queima até a alma;

naqueles tempos e lugares,
os corações são áridos,
as almas, secas.

O solo é pedra,
o caminho é espada,
o horizonte é nunca!

E aqui, nestes lugares,
e nestes tempos,
onde já garoa,

a brisa é fresca,
o caminho é duro,
o horizonte é longe.

Mas é preciso que ocorra a chuva,
que ocorra a tempestade
e o solo encharque

daquela água macia
que brota do enternecimento da alma
e que se chama amor...

Então a pedra será seda,

o caminho, flores,
o horizonte, breve...

Gilberto de Almeida
10/12/2014


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Se o amor

Em primeiro lugar,
se o amor não estiver
nos corações,
o ódio
acontecerá!

Depois,
porque
ninguém mais será
feliz,
ninguém mais terá
paz...
...se não nos transformarmos,
se não conhecermos
a Divindade,
aquilo que existe em nós!

***

Aquilo que existe em nós
(a Divindade!),
se não conhecermos,
se não nos transformarmos,
paz,
ninguém mais terá!

Feliz,
ninguém mais será!

Porque
depois
acontecerá
o ódio
nos corações...

...se o amor não estiver
em primeiro lugar!

Gilberto de Almeida
(16/10/14)


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Mais amor

(Vicente Galeano)

Na confusão da dor terrena,
parece, o mundo, estranho asilo
(austero, hostil, pobre, intranquilo)
que se assemelha a infame arena...

Vislumbro, ao longe, augusta cena:
- o ser humano ouve um sibilo
(sopro de amor) a redimi-lo,
numa atitude mais serena...

Este é meu sonho, noite e dia:
- que a Luz Divina se derrame
em todos nós, bondosa e pia;

que o homem, húmile, se inflame
de mais amor, mais harmonia,
que não machuque, mas que ame...


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Na veia!



Não se opõe o mal ao mal,
que é o que está aí!

Se a crueldade serve a morte,
não quero servir vingança,
nem sofrimento.

Quero buscar a bondade
de antigamente:
a bondade das almas inocentes,
dos tempos em que caridade não era tolice,
era virtude!

A bondade das almas abnegadas,
dos tempos em que perdoar não era "démodé",
era divino!

Eu queria poder tratar essa doença,
a crueldade,
infame e vil,
com uma aplicação maciça de bondade,
nova, cheia de energia, potente,
na veia!

E acabar de vez com essa história de existir crueldade
requintada
enquanto a bondade é servida fria,
requentada!

Gilberto de Almeida
11/09/2013


domingo, 16 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Paz no lar

(Vicente Galeano)

A paz no lar é o fruto da harmonia
que as almas benfazejas, com ternura,
semeiam, luminosas, todo dia,
qual bálsamo que alenta, acalma e cura.

As dores, porventura, que sofria
o irmão que se perdeu na noite escura
sucumbem ao poder dessa energia
que envolve, a paz do lar, a quem procura.

Tal paz é porto firme ao qual se ancora
a nau que foi na vida abalroada
e clama por socorro a qualquer hora.

É o porto de união, doce pousada,
tranqüilo ancoradouro, d'onde aflora
perdão, acolhimento e amor... mais nada!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Onde não há o amor


Gilberto de Almeida
05/06/2013



domingo, 26 de maio de 2013

Haicai e flores - XXIV


Ah! O Amor-Perfeito...
Com graça, a todos abraça,
cada um de um jeito!

Gilberto de Almeida
26/05/2013


quinta-feira, 14 de março de 2013

A garoa












O grou agrada grua;
a grua agoura o gorila;
o gorila agarra guria;

A guerra; a guerra!

A garra agarra a guria
que agarra o gorila
que agarra a grua
que agarra o grou!

A garoa; a garoa!

Amargura, a guerra.
Amar cura a guerra.
Amar gera garoa.
Amar gira a guria.

Agora; agora!

Gilberto de Almeida
14/03/2013


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O amor mostra o caminho

(Vicente Galeano)

O amor é como o vaga-lume,
sempre a piscar na noite escura
e ao cintilar, breve, resume
essa invejável compostura:
quando se apaga é quando assume
a espera plena de ternura,
mas depois brilha e, sem ciúme,
mostra o caminho a quem procura!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Falta Algo



Gilberto de Almeida
23/01/2013


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Soneto por um natal mais concreto



Gilberto de Almeida
20/12/2012

Eu dei bola pra uma moça
que, então, deu bola pra mim.
Como é bom, meu Deus, me ouça,
a gente dar bola assim!

Sei que bola que se possa
dar ao outro, esta sim
continua bola nossa
se for dada sem um fim.

Mas, dar bola, neste mundo,
não se dá mais pra ninguém!
Verdade que dói no fundo:

Dá-se bola com desdém!
Demos bola - amor rotundo -
Bola, bola, bola! Amém!



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Julgar alguém

(Vicente Galeano)

Por tanta vez na vida somos
julgados torpes, com desdém,
e a vida temos, em seus tomos,
escrutinada por alguém;
se a vã defesa, contrapomos,
se vale muito, é algum vintém!
Mas, que nos leva a agirmos como
algozes, e julgar também?

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hoje acordei na boca do inferno

Hoje acordei na boca do inferno
quando vi que meu irmão
jogaria os cristãos infames
às garras dos leões!

Hoje acordei na boca do inferno
quando vi que meu irmão
julgaria
condenaria
e atiraria a primeira pedra!

Hoje acordei na boca do inferno
quando vi que meu irmão
fazia parte da turba
que, frenética,
ansiava por participar
do linchamento!

Hoje acordei na boca do inferno
quando vi que meu irmão
aderia à inquisição
queimando bruxas na fogueira!

Hoje acordei na boca do inferno
quando vi que meu irmão
alistou-se no batalhão,
e fazia escalpos,
não fazia prisioneiros...

Hoje acordei na boca do inferno
quando vi que meu irmão
bebia do cálice do ódio
se vestia de justiceiro
e desconhecia o perdão!

Gilberto de Almeida
07/11/2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Vida e amor

A vida -
assopraram -
a vida é amor -
disseram -
porque a vida é o sopro de amor divino
e, assim, é amar o próximo
o tempo todo!

Eu e Amigo
30/10/2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Guardando até a tumba

(Vicente Galeano)

Mas quanto espera Deus de nós?
O que será que o Pai nos cobra?
Caber-nos-á missão atroz
que nos mutile em plena obra?
Não creio nisso, porque a voz
de Deus, de amor é que nos dobra
e incita a dar o que se pos-
sa, a dar somente o que nos sobra!
 
Porém, pergunto, quais de nós
fazemos isso que nos cobra
- tão pouco, simples, nada atroz -
o Pai, em tão serena obra?
Mais vezes ouço aquela voz
mesquinha, que urra e não se dobra,
que nada empresta, 'inda que pos-
sa, e entrega à tumba a amada sobra!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mente vigilante

(Vicente Galeano)

Na mesma mente austera e pura
que abriga o bem e o amor cordato,
ali, num canto, existe a dura
semente do egoísmo ingrato.
Por isso, a cândida ternura,
da ação, que seja o bom substrato,
pois - vivo! - o mal pensar procura
a chance de tornar-se fato.


domingo, 14 de outubro de 2012

Meu coração numa bandeja



A entrega que eu devo fazer
a quem quer que seja
é meu coração
numa bandeja.
 
E menos fazer é tão pouco
que não há grandeza.
E eu me desespero:
pura tristeza.
 
Gilberto de Almeida
14/10/2012
 
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Alma nascitura


Pequena e tenra vida desabrocha
ansiosa pelo novo despertar.
E traz consigo flama em rara tocha
de vida, para a vida iluminar.

Pequena e tenra vida que debocha
do medo, da incerteza e do pesar.
Dotada da firmeza duma rocha,
despida de receio, a levitar!

É assim que vem ao mundo uma criança
- guerreira duma guerra interior -
no grande desafio ao qual se lança.

Mas cabe ao mundo adulto justapor
a nova vida ao tento da esperança,
na voz do bom exemplo e à luz do amor!

Gilberto de Almeida
12/10/2012