Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Poema sem palavras


Gilberto de Almeida
07/02/2013



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Botões de Poesia
















Eu tirei uns botões de poesia do meu coração,
fiz um buquê 
e o entreguei a você.

Você agradeceu,
sentiu o aroma daqueles versos,
mas estava ocupada com a vida
e seus problemas.

Você os guardou.

Às vezes olhava para a eles,
dentro do peito,
com afeto e saudade
e se entristecia por causa da vida,
por causa dos problemas da vida!

E desses versos assim regados
com uma lágrima de tristeza a cada dia
brotavam tímidas rimas de desconsolo
que não floresciam!

Foi então,
num futuro que não sei onde,
num lugar que não sei quando
que você sentiu o aroma daqueles problemas
do titubear do mundo
e, tomada da magia íntima que emana do coração,
os dominou!

Foi nesse dia,
num futuro que não sei onde,
num lugar que não sei quando
que você percebeu a verdade
guardada dentro do peito
num vaso de pensamento, de lembrança e de saudade...

Então ela floresceu 
num desabrochar imenso
que eu já não sabia como...

Gilberto de Almeida
05/02/2013


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Por entre as tulipas


Por entre as tulipas
se esconde sem ter por onde
o amor que antecipas!

Gilberto de Almeida
31/01/2013


domingo, 27 de janeiro de 2013

Amor com receio (palíndromo)


====================================
AMA
E ME TEME,
E TEMER A MIM A REMETE
A VIVER! E VIVA
SEM ESSE RADAR ESSE MÊS!
====================================

Gilberto de Almeida
27/01/2013


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Certa vez

Certa noite adormeci
e minha vida se mudou de mim,
mas o sonho acabou
e a vida voltou.

Certo dia fui ao cinema
e minha vida se mudou de mim,
mas o filme acabou
e a vida voltou.

Certa vez descobri o amor
e minha vida se mudou de mim,
mas a vida ainda não acabou.

Gilberto de Almeida
24/01/2013


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Lua Adversa

(Cecília Meireles)

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um Poema



Gilberto de Almeida
22/01/2013


domingo, 20 de janeiro de 2013

Poesias da Vida - XXXIII

(Juliana Paula Landim)

Amar... E eu que era má?


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um beijo

U m certo estado de união indescritível,
M acio na alma... carinhoso noutro nível...

B em mais etéreo e bem mais alto que as alturas
E xtremas que transformam luz em sentimento;
 I nstante duradouro, abraço de almas puras,
J untando o afeto genuíno, entregue e atento,
O rnando de paixão o amor das criaturas!

Gilberto de Almeida
16/01/2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Lei do afeto


Tereis, meu Deus, um dia, condenado
alguém a suportar, no mesmo teto,
a indiferença, o amor desenganado
que o faz sentir-se incômodo e incompleto?

Não, Pai! Jamais teríeis sancionado
tal comunhão de estranho desafeto;
o que há, talvez, é um laço sancionado;
o que há, quem sabe, é a força dum decreto!

Mas, Deus - Senhor da vida e dor humana -
perfeito!, justo e acima do que quero!,
a vossa decisão jamais se engana;

por isso a lei do afeto (não do destempero!)
é a Vossa Lei, a Fonte donde emana
o júbilo imortal do amor sincero!

Gilberto de Almeida
15/01/2013


domingo, 13 de janeiro de 2013

Vem, criança!


Vem, criança, recostar-te
neste ombro que te aceita.
Tens aqui teu baluarte;
é teu canto: aqui te deita!


Vem, criança; que hoje a arte

do plantio, já contrafeita,
decidiu, ditosa,  amar-te,
pois que é tempo de colheita!


Colhe a uva, escolhe, amassa,

faz o vinho: - eu me cativo!
Vem beber-me em bela taça!


Vem, senhora do motivo

pelo qual tu tens de graça
todo amor que agora vivo!

Gilberto de Almeida
13/01/2013


sábado, 12 de janeiro de 2013

És só!

Às vezes penso.
Isso me cansa
e acendo o incenso!

Às vezes vejo
dançar na névoa
seu doce beijo!

Então desperto,
mas nada existe:
- és só, Gilberto!

Gilberto de Almeida
12/01/2013

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Amor em todos os cantos




Gilberto de Almeida
03/01/2013



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A brisa e o vento

E veio o ano novo
e a brisa pousou no meu ombro
e confidenciou
que não era brisa,
mas sim um sonho.

E como se fosse mais que a brisa e mais que um sonho,
mas ainda sendo brisa,
mas ainda sendo sonho,
passeou pelo meu coração
e o afagou,
me fazendo acreditar
que eu era o vento.

E voamos!

Gilberto de Almeida
01/12/2013


sábado, 29 de dezembro de 2012

Este amor sublime

 



Gilberto de Almeida
29/12/2012
 


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Uma florista me contou

 
nota: este é um poema para ser cantado, ou seja, é uma canção. A melodia é a de " Wouldn't it be loverly", cantada adoravelmente por Audrey Hepburn, interpretando a vendedora de flores Eliza Doolittle, em My Fair Lady, que a foto acima me fez lembrar. Vale a pena clicar no link e rever a cena!
 
 
Foi a Eliza Doolittle quem
certo dia, com dó de mim,
me convenceu que a vida tem
"algo bão demais..."
 
Simplesmente, falou assim:
que "o futuro, não muito além,
se mostrará tão belo, enfim,
será bão demais..."
 
"- só precisa de plantar flores no jardim,
rapaz!
e elas vão brotar, meu bem,
e isso será bão demais!"
 
Dona Eliza, tão simples, vem
me mostrar que não é o fim;
"é plantar flores para alguém,
que será bão demais,

bão demais...

bão demais...

bão demais...

bão demais..."
 
Gilberto de Almeida
21/12/2012
 
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Soneto por um natal mais concreto



Gilberto de Almeida
20/12/2012

Eu dei bola pra uma moça
que, então, deu bola pra mim.
Como é bom, meu Deus, me ouça,
a gente dar bola assim!

Sei que bola que se possa
dar ao outro, esta sim
continua bola nossa
se for dada sem um fim.

Mas, dar bola, neste mundo,
não se dá mais pra ninguém!
Verdade que dói no fundo:

Dá-se bola com desdém!
Demos bola - amor rotundo -
Bola, bola, bola! Amém!



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sobre o amor

Sobre o amor é o que eu queria
escrever hoje sobre o amor
é o que eu queria hoje
escrever é sobre o amor.
 
Mas sobre o amor não é possível
por causa de toda sua grandeza
e então é abaixo dessa grandeza
que eu escrevo
sob o amor.
 
Gilberto de Almeida
19/12/2012
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Eu, Alberto, a primavera e o amor























Diariamente, saio para caminhar pouco antes das seis da manhã.
Hoje, como não o fazia há algum tempo, levei o Alberto.

Não havia nenhum motivo consciente para não o haver levado comigo antes. Apenas não o levara. Sem motivo. Esquecimento. Mas hoje lembrei.

E fomos caminhando e conversando.
Aproveitei para procurar compreender um pouco mais a respeito daquele personagem complexo.

Todos sabem que o Alberto afirma aos quatro ventos
que ele não pensa. Que seus pensamentos são o seu tato, sua visão, sua audição, seu paladar ou alguma coisa assim.

Pois foi por isso que durante a caminhada perguntei:

- Amigo, como é essa coisa de não pensar?
Outro dia mesmo, você não chegou a cavalo a Santorini?  - lembrei - E não teve que planejar a viagem? Não teve que pensar, para que pudesse conseguir concretizar seu intento de ir até lá?

Alberto, que hoje estava especialmente falador, iniciou pacientemente:

"De verdade mesmo,
(E falo dessa verdade cristalina como os dias ensolarados),
nessa mesma verdade que o sol ilumina todos os dias 
está a razão de eu não pensar.
Porque as cousas são o que são,
As cousas são como as vemos quando o sol as ilumina
E não como queremos.

A verdade é saber ver e ouvir e sentir,
Saber ver e ouvir e sentir, quando se vê, se ouve e se sente.
Saber ver e ouvir e sentir sem estar a pensar
e saber pensar sem estar a ver e ouvir e sentir.

A verdade é saber pensar apenas quando é preciso pensar.
É saber pensar quando se precisa arrear um cavalo
Para o fazer direito.

Mas não pensar sobre o vento quando galopamos,
Porque a brisa é apenas a brisa
E as cousas são o que são
E não há por quê e nem para quê.

Essa primavera pela qual passamos,
[passávamos por uma primavera naquele momento]
Por que a vês e ela é bela?

Não é importante pensar nisso.
A vês e ela é bela.
Porque é assim que as cousas da natureza são, quando se vê.
A sua beleza está em ali estarem
E em todas as cores que têm
E em todos os perfumes.

Para que ver e sentir e criar uma filosofia?
Para que pensar se as primaveras têm flores rosas ou azuis?
Para que inventar causas
E consequências?

Ora! Queres imaginar que as primaveras estão ali por algum motivo?
Queres ainda pensar
Que o universo te está a dar sinais?

A imaginação e a filosofia sobre o que não é mais do que é,
é sobre isso que não penso."

E assim, pensando eu sobre tudo aquilo em que o Alberto não pensava mas me dissera, acreditei, desacreditando.

Achei que estava compreendendo um pouco mais a respeito daquele personagem complexo mas que cabia no meu bolso.

E assim, fazendo uma espécie de heteropsicografia, acreditei, acreditando,
que mesmo sendo fruto do desvario de outro poeta,
todo poeta é um fingidor.

Gilberto de Almeida
07/12/2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Quatro quartetos para quebrar o gelo















Debaixo do gelo existe 
a verdade cristalina.
Se aqui fora a vida é triste,
logo abaixo se ilumina.

Debaixo dessa camada
de destino congelado,
a água ainda é molhada:
sequer conhece outro estado!

E, então, como um quebra-gelo
destemido e persistente,
prossigo com meu apelo
de ir ao fundo e ir em frente!

E, então, como um quebra-gelo
é que avanço sem mágoa
por causa do amor e pelo
desejo de entrar na água!

Gilberto de Almeida
06/12/2012