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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Brilho reprimido




 
Gilberto de Almeida
15/11/2012
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sem ponto nem vírgula


naquela paisagem nevada a luz do dia
tocava o som de flauta
doce perfumado
lago adiante onde eu não via
um dourado esguio matiz de outrora
dançava a admirá-la na morada

agora caso nos encontremos poderá ser verão

Gilberto de Almeida
14/11/2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Pedaços de um poema esquizofrênico



Gilberto de Almeida
13/11/2012
 


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pares



No meio do dia nevou poesia.
No meio da poesia brotaram tulipas.

Tinham (as tulipas) toda a poesia...

que, se não fosse por elas,
que, se não fosse pela neve

tinham meia poesia.

Gilberto de Almeida
10/11/2012
 
 

Sem o Alberto, em Santorini




Amizade é tudo, certo?
Não! Nem tudo, meu amigo!
 
Pois se eu fosse a Santorini
não levaria o Alberto
- por mais que não pegue bem!
 
Mas se eu fosse a Santorini,
quem levaria comigo
no mínimo ia ser alguém
tipo a Elettra Rossellini!
 
Gilberto de Almeida
11/11/2012
 
 

Nevegação em dois atos


I

Para o meu alento,
na noite em que vivia
o timoneiro era o vento.

II

Quando despertei,
a doce luz do dia
agora era a minha lei.

Gilberto de Almeida
12/11/2012




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A Ilha

 
 
Encerrei meu mundo numa ilha
que eu chamei (e chamo!) de família;
Nesse mundo, luz serena e calma
semeei, a amar, de corpo e alma.
E a colheita faço mesmo agora,
num sorriso, em cada olhar que aflora
no semblante amado que, de brilho,
embeleza a filha e encanta o filho!
 
Sossegado, então, nessa tranquila
plenitude da pequena vila
que erguera no melhor recanto
do meu peito, eu viajava enquanto
no outro mundo, o mal corria solto.
E se ousasse, mesmo, o mar revolto
fustigar meus filhos ou mulher...
Desvairava: - enfrento o que vier!
 
Mas a vida, um dia, resolveu,
disso tudo que antes fora meu
desfazer-me, e atordoado eu logo
perco o pé, não vejo mais, me afogo!
Desfaleço, morro, o que acontece?
Reconheço Deus: vem numa prece!
Ajoelho e a fé surge do nada:
caridoso é Deus, mostrando a estrada.
 
Retornei depois, tempo passado,
ao local, à ilha, ao meu sobrado.
Encontrei a luz que florescia
deslumbrante (foi meu mundo, um dia!);
e a beleza e a calma a circundar
de ternura e amor, esse lugar!
Comovido, vislumbrei, então,
do mistério, tímido, a razão:
 
Mesmo sendo a ilha onde vivi
tão perfeita, não se basta em si:
Ela é enorme, mas, contudo, é, sim,
só o começo de um amor sem fim;
lindo ponto, cálida beleza,
mas é ponto, aos pés da natureza!
E Deus quer - sei disso, lá no fundo -
que entreguemos nosso amor ao mundo!
 
Gilberto de Almeida
09/11/12 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um haicai no deserto

 
No deserto, o oásis
é o meio da natureza
fazer as pazes.
 
Gilberto de Almeida
08/11/2012
 
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O mar e a pedra

 
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
Ela era durona, Não se impressionava. Manteve-se calada...
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
Ela no silêncio...
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
Ela, impaciente, decidiu, por fim, falar:
- Deixa de onda!
Ele, insistente:
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
- Me faz cócegas!
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
- Você só faz espuma!
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
- Você só quer tirar uma casquinha!

Ele recuou...
Pensou um pouco e disse:
- Você não me conhece direito!
Só vê a superfície.
Sou mais profundo que isso!

Mas ela, como sempre, foi durona:
- Pensa que eu não leio o seu blogue?
Pensa que eu não sei que esta semana mesmo
você estava de ressaca
por causa dalguma palmeira?

CABRUM!

Gilberto de Almeida
07/11/2012

Parodiando Bons Ventos (Eu mesmo)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

No jardim japonês

 
 
No jardim japonês
estendeu-se uma cortina
de beleza
logo adiante.
 
E até mesmo os cegos
já não podiam enxergar
a dura realidade da vida
do outro lado.
 
Gilberto de Almeida
06/11/2012
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

No meio do laguinho


No meio do laguinho tinha uma pedra.
Mas compreendi que esse acontecimento
por certo não era poesia!
Porque laguinho
é diminutivo,
porque a pedra não estava
no meio do caminho
e porque as minhas retinas não estavam
tão fatigadas.
 
Gilberto de Almeida
05/11/2012
 
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

Fugaz enternecimento!



Ah, que gostoso inspirar fundo
e sentir o ar frio da montanha penetrar nos pulmões
como se congelasse a alma
num momento eterno
de fugaz enternecimento!
 
Gilberto de Almeida
03/11/2012
 
 
 

Como um gazebo




















Primeiro imaginei que a moradia
que eu fosse, aconchegante, deveria
ter móveis confortáveis pelo piso
e espelhos a mostrar-lhe o seu sorriso;
paredes decoradas, quadros, belas
cortinas balançando nas janelas;
na sala, um estofado e uma lareira
para aquecer-lhe a vida, a vida inteira;
nos quartos, camas com lençois macios
- um templo para os  nossos desvarios...

Mas eis que o tempo passa e a gente pensa
que o que pensamos antes foi pretensa
ternura, falso amor, que agora sente
ser fruto do egoísmo imprevidente.

Então, não quero mais que a moradia
que eu seja, seja quente ou seja fria,
nem quero ter mobília refinada
que ostente o desamor, talvez, mais nada!
Sem quadros, sem paredes, sem prisão
eu quero ser algum lugar que não
confina, não oprime e, sim, liberta,
lugar em que você, enfim, desperta,
seja você, não seja os meus quereres,
sejamos nós: um ser; um ser; dois seres!

Assim, que a moradia que eu concebo,
sem portas, se assemelhe a algum gazebo
a proteger do sol minha mulher
que apenas entre nele se quiser.

Gilberto de Almeida
03/11/2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Insignificância












Mesmo a luminosidade de um cansado por do sol
é tanta
que reduz meu ego
a sua escura
insignificância.

Gilberto de Almeida
01/11/2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A origem do Conde Drácula




Uma estória profana
de um castelo assombrado
num distante condado
da brumal Transilvânia.

Essa estória proclama
o sinistro legado
de infeliz subrogado
contra a raça otomana.

Cicatriz, dor e mácula
da ignorância de então.
Esse foi Conde Drácula:

da feroz perversão,

a existência de gárgula
conquistou distinção!

Gilberto de Almeida
31/10/2012


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Para cima




















Por mais que eu siga em frente,
por mais límpido que pareça o caminho,
se eu continuar em frente,
somente em frente,
somente movendo as mesmas forças
que sempre me impulsionaram para frente,

mas se eu não ousar fazer uma pausa
para ver o que acontece lá fora
e, então, emergir
não enxergarei que,
no fundo
(ou antes, na superfície),
o destino sempre aponta
para cima.

Gilberto de Almeida
30/10/2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com Alberto, em cima dum Outeiro

 

 
Gilberto de Almeida
29/10/2012
 
 

domingo, 28 de outubro de 2012

Cores

 
 
 
Gilberto de Almeida
28/10/2012
 
 

sábado, 27 de outubro de 2012

Vingança da natureza!




Ontem você estava fria.
Deixou-me sentado
debaixo dos meus galhos
e seguiu o seu caminho...
 
Diante de mim, o abismo!
 
Gilberto de Almeida
27/10/2012
 
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dolores cuidou da casa



Dolores cuidou da casa
pra foto que alguém faria;
Aninha postou no Face
e eu fiz um novo poema
pra, agora, alegrar seu dia!

Gilberto de Almeida
26/10/2012