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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Desperdício


Morreu de miséria esse pobre coitado,
diziam: - por muito que havia fumado!
Sumiram nas cinzas de tantos cigarros,
além da saúde, uma casa e dois carros!

Gilberto de Almeida
21/01/2016



sábado, 20 de dezembro de 2014

Autoamor


Não fumar
é uma decisão
de amor e respeito
para consigo mesmo!

Gilberto de Almeida
(20/12/2014)



quinta-feira, 26 de junho de 2014

Proclamação aos surdos





Quisera proclamar a plenos brados
a eterna realidade reticente,
oculta, bem guardada por cuidados,
porém proclamaria inutilmente!

Inútil proclamar que, empacotados,

venenos aos milhares matam gente:
da amônia aos cancerígenos pesados,
nenhum composto inerte ou inocente!

Tolice! Não importa o que eu reporte

à alma desditosa e dividida
que, escrava da ilusão, sente-se forte,

se o tabagista - incauto e - sim! - suicida

- enquanto, prazeroso, traga a morte,
deliberadamente estraga a vida!

Gilberto de Almeida

26/06/2014


sábado, 22 de março de 2014

Ao volante











Pelo retrovisor, vejo  o veículo
- de lata - conduzido por um veículo
- de carne - conduzido por um veículo
- perdido - conduzido por um veículo
 - de papel, tabaco e nicotina!

Pelo retrovisor vejo a miséria
e três estranhos prisioneiros!

Gilberto de Almeida
21/03/2014

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Não sou vidente, sou médico

Não sou vidente, sou médico,
mas hoje tive uma visão do futuro...

Vi João Antunes em casa, acamado,
um cilindro de oxigênio e um nebulizador -
Enfisema Pulmonar! -
providências custosas que a família tomou.
A filha Elizabete instalara um colchonete no quarto do enfermo,
que era viúvo;
abdicara da vida própria 
e dele cuidava
dia e noite!

Vi Rubens Oliveira numa seção de hemodiálise
enquanto aguardava transplante renal.
Já não conseguia emprego.
Ninguém queria um funcionário doente
frequentador tão assíduo
de Hospitais.

No quarto de Dona Gertrudes, 
vi o momento exato
em que o Câncer Pulmonar
provocara uma hemoptise.
A filha ficou horrorizada.
A família, psicologicamente destruída,
aguardava o tempo passar.
Dona Gertrudes ainda viveria mais quinze dias.

Roberto Cruz carregava a sua
bengala.
Menos infeliz este,
cuja circulação da perna direita cessara totalmente
e fora submetido à amputação.
Pelo menos, no restante, estava bem. 
Por ora.

Seu Epitáfio era
só osso!
Câncer de estômago.
O filho largara o emprego
para cuidar dele!
A família estava na miséria!

Dona Valquíria tivera um acidente vascular cerebral
há poucos dias.
Ainda no leito do hospital,
queria dizer algo
que ninguém entendia.
Disfásica e angustiada,
pegou a colher da sopa com a mão esquerda,
mas derramou sobre o lençol.
O lado direito do corpo estava paralisado.

Andréa tinha mais uma discussão em altos brados com Bruno
que há cinco meses
não conseguia uma ereção!

Ninguém via Carlos mover um músculo,
ninguém via seu sofrimento.
Tivera um infarto extenso. 
Até o socorro chegar, até que as providências fossem tomadas,
teve grave hipóxia cerebral.
Estava em Coma.
Se sofria era em silêncio.
Mas sua noiva sofria em voz alta.
Enquanto lhe envolvia as mãos,
via sonhos ruírem
e chorava copiosamente.

Com Julieta fora diferente.
Ela tinha dado ouvidos a um conselho médico,
procurou ajuda
e parou de fumar.
Ela, o marido e dois filhos
estavam na praia
e se divertiam.
Todos sorriam.

Não sou vidente, sou médico,
mas tinha nove bitucas de cigarro pelo chão
em frente à Lanchonete do Seu Augusto.

Não sou vidente, sou médico.
Tem coisas que eu já sei.
Então tive uma visão do futuro...


Gilberto de Almeida
04/07/2013


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Herança do tabaco

O avô fumava,
o pai fumou,
também o filho
no mesmo trilho
assim morreu.

Mais nada sou,
Mais nada é meu -
a coisa é brava!

Sobrou um neto...
O horror completo
vem do tabaco
e agora o alcança.

Tudo é defunto
colhendo junto
a triste herança
no mesmo saco.

Gilberto de Almeida
13/06/2013


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Um haicai entorpecido...


Aquele que fuma
confia na letargia
dançando na bruma!

Gilberto de Almeida
24/05/2013



sábado, 18 de maio de 2013

Vita-vício



Por causa do vício
perdeu os dois rins!
Passou por suplício,
tormentos afins...

Mas, desde o início
dizia-me assim:
- Eu sou vitalício!
- Não é tão ruim!

É claro que era!
Por isso, não deu!
Agora, me espera

(coitado, morreu!).
Está noutra esfera
bem antes que eu!

Gilberto de Almeida
18/05/2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Três minutos para morrer

No Brasil é assim:
a cada três minutos
um fumante tem fim!

Gilberto de Almeida
10/04/2013


Morrendo de Fumar em seis tempos

UM dia a chama
DOIS queiro inflama:
TRÊS passa o vício 
QUATRO cidade;
CIN,CO' a verdade...
SEIS quece disso!

Gilberto de Almeida
10/04/2013


domingo, 7 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Defumar morreu


Gilberto de Almeida
04/04/2013


sábado, 23 de março de 2013

Roleta


Do outro lado da bruma
há uma intenção escondida,
pura ilusão de quem fuma,
na qual se interna e se olvida.

Enquanto, ao mal, se acostuma,
quem fuma, então, se decida;
que a vida não se resuma,
pois ele a quer resumida!

Mas antes que eu me intrometa
na insensatez homicida,
dissimulada e indireta 

peço que a Força da Vida
poupe o fumante à roleta
da adoração suicida!

Gilberto de Almeida
23/03/2013


quarta-feira, 20 de março de 2013

A cigarra e o cigarro


Enquanto assistia à fanfarra,
astuto e varão contumaz,
arguiu o cigarro à cigarra:
- meu bem, e você, o que  faz?

Tomada de súbito espanto
por ver-se, assim, importunada
refez-se a cigarra, no entanto,
e respondeu, toda educada:

- Eu canto!

Achando o sujeito bizarro,
mas não querendo se indispor,
arguiu a cigarra ao cigarro:
- E em que trabalha o bom senhor?

Porém, o cigarro de santo
Sabemos bem, não tinha nada.
Tentou se esconder nalgum canto,
Mas veio a rima atravessada:

- Eu  câncer!

Gilberto de Almeida
20/03/2013




quarta-feira, 13 de março de 2013

Charuto



















Não imagino nada mais afelativo do que uma mulher chupando charuto.
Se for homem, então.
nem me falo!

Gilberto de Almeida
13/03/2013

O desejo












O que lhe deu na telha?

A moça sorve entre os dedos
o pretenso
simbolo fálico,
cabeça em brasa

e vermelha...

É isso que vejo!

Mal disfarça o hálito,
mas eu penso
que o desejo,
o satisfizesse em casa!

Gilberto de Almeida
13/03/2013


Smoking is bad!



Smoking is bad!
That's the point.

Então vamos largar a gravatinha borboleta
e o traje de pinguim
(que são só fumaça!)
e fazer alguma coisa menos status quo
e mais útil
com as nossas vidas!

Gilberto de Almeida
13/03/2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Lápide




Gilberto de Almeida
11/03/2013


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Tabaco

(Juliana Paula Landim)

(Minha contribuição para a Campanha de Combate ao Fumo do amigo Gilberto de Almeida)

ENTÃO...

O TABACO
ACABA CO

PULMÃO

NÉ NÃO?


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Derramou

Entrou com o corpo
de fumado
e já com o rosto
deformado.

Desvio de rima
de quem fuma,
mas sem poesia
mais nenhuma.

Sem força no braço
à direita;
na perna, o cansaço,
e se deita!

Querendo que a vida
o derrame,
não fosse a partida,
o vexame!

Viveu sempre a ponto
dum esborro
que agora está pronto:
eu socorro!

Gilberto de Almeida
07/02/2013