(Juliana Landim)
A moça do caixa do supermercado nem olhou pra mim!
- Tem cartão fidelidade?
(não esboçou nenhum sorriso, nenhuma expressão facial)
- Não, senhora!
- Nota fiscal com bônus e rastreamento de despesas?
(impávida!)
- Não, obrigada!
Mas, não sei por que raio de motivo, eu decidi que ela também era filha de Deus!
Colocou as sacolas plásticas sobre o balcão, para que eu embalasse as compras!
Nenhum olhar na minha direção, continuava sem sorrir!
Já que ela era filha de Deus, merecia o meu amor!
- Vinte e cinco reais! - anunciou!
(a maior cara de falta de amigos!)
Decidi irradiar amor...
Amor fraterno...
Lá de dentro do meu coração...
Já me viram fazer isso? Acho que nem eu!
Enquanto eu remexia a carteira, ela começou a embalar minhas conpras!
Eu revirando a carteira!
Mentalmente, continuava a irradiar amor...
Paguei!
De repente , ela abriu um sorriso, me entregou as compras embaladas,
pousou olhos meigos nos meus e proclamou:
- Boa noite, menina. Vai com Deus!
De uma só vez, fez tudo que não tinha feito ainda!
Arrepiou!
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
A voz
(Vicente Galeano)
A voz é o instrumento ressonante
capaz de semear ternura ou dor;
que a chaga do doente pode expor
ou pode conseguir que se levante!
Serena, assim coloca-nos perante
convite ao devaneio acolhedor;
Severa, é dolorido dissabor:
- verbo perdido, rígido e cortante!
Mas quem consegue usá-la gentilmente,
distante do discurso cujo rude
tempero fere e o tom feroz ressente;
aquele que cultiva a mansuetude
é o canto que anuncia o sol nascente
da voz de Deus, na santa plenitude!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Só vendo pra crer!
tem Religião
e
Tem religião...
Tem religião...
Justificava-se o pregador -
que vendia o reino dos céus -
a um pobre que estava pregado:
"- só vendo pra crer!"
Ainda bem que eu também vi:
- só vendo pra crer!
Gilberto de Almeida
19/09/2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Cenas em um Shopping - XXXVI
Pessoas marcadas.
Não são gado,
mas eu vejo as marcas e sei
a quem pertencem.
Segunda a sexta:
- usam crachá!
E eu vejo
a quem pertencem!
Sábado e domingo:
- as etiquetas,
as "grifes".
E eu vejo a quem pertencem!
Gilberto de Almeida
28/08/2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Tatiana vende balas
Tatiana vende balas
tarde nas ruas!
Até decorei-lhe as falas
(menos que duas)!
Se me avista andando a esmo,
abre um sorriso,
pois eu compro as balas mesmo
se não preciso!
Ao ver-me: - Sumiu, Doutor! -
é o que me diz!
E eu pago, e por onde for,
vou mais feliz!
Gilberto de Almeida
27/08/2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Poesias da Vida - XLI
(Juliana Landim)
O sujeito parou o carro displicentemente
sobre a faixa de pedestres.
Coitado!
Não deveria saber que era proibido!
Não deveria saber que as pessoas atravessam as ruas pelas faixas de pedestres!
Mas eu vi quando ele reparou no marronzinho
(um espécie de fiscal de trânsito mal-encarado que há por aqui!).
E também percebi quando o marronzinho olhou para ele.
Deve ter acontecido uma aula de legislação de trânsito
por telepatia,
porque o homem deu marcha-a-ré
liberando a faixa de pedestres!
Agora, falando sério:
- Precisava do marronzinho?
O sujeito parou o carro displicentemente
sobre a faixa de pedestres.
Coitado!
Não deveria saber que era proibido!
Não deveria saber que as pessoas atravessam as ruas pelas faixas de pedestres!
Mas eu vi quando ele reparou no marronzinho
(um espécie de fiscal de trânsito mal-encarado que há por aqui!).
E também percebi quando o marronzinho olhou para ele.
Deve ter acontecido uma aula de legislação de trânsito
por telepatia,
porque o homem deu marcha-a-ré
liberando a faixa de pedestres!
Agora, falando sério:
- Precisava do marronzinho?
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Poesias da Vida - XL
(Juliana Paula Landim)
Carregando minha bandejinha,
com um café expresso e um copo de água com gás,
reparei na leitura da outra freguesa:
- Cidadania no Brasil - Era o título!
- Bacana, pensei!
Mais nada.
Depois, sentadinha na cadeira,
o meu livro era outro.
Era o livro da vida
que eu leio por onde estou.
No balcão tinha um cinquentão,
bonitão,
roupa simples,
olhar tranquilo...
Também ia pedir um café...
Mas foi aí que um sessentão,
na estica -
Chique no Úlrtimo!,
Grife pra todo lado,
do sapato ao gel de cabelo -
se enfiou na frente:
- Tira um puro e um com leite pra mim! -
ordenou à balconista!
Leram bem:
- Ordenou!
Não tinha palavrinha mágica!
Não tinha pronome de tratamento (já aprendi o que é isso!),
nem ao menos tinha um tom interrogativo amenizador,
tipo:
- A Srta 'poderia' tirar um puro e outro com leite pra mim?
Além disso passou na frente do bonitão -
tadinho! -
sem a menor cerimônia...
Fiquei com raiva!
O cinquentonitão olhou para a balconista
como querendo se desculpar pelo outro...
E olhou para outro
como quem não acredita no que vê!
O sem-cerimônias não olhou pra ninguém!
Deu a ordem e foi sentar numa mesa
fazendo ares de Tô-nem-aí!
E eu olhei pra todo mundo,
e pra moça leitora no outro canto,
que não tinha percebido nada,
entretida com a "Cidadania no Brasil"!
Euzinha pensei -
E até que pra isso eu sou boa -
que no Brasil se precisa mesmo,
léguas antes de Cidadania,
é de pura Educação!!!!!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Carinha feliz
Sorrir é bom
e é fácil.
Dois pontos, hífen e "Dê" maiúsculo!
Melhor ainda fazer isso frente a frente.
Para quem tiver a oportunidade,
recomendo!
Gilberto de Almeida
06/05/2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Poesias da Vida - XXXIX
(Juliana Paula Landim)
Difícil não generalizar
quando se trata de uma questão de gêneros,
por isso me abstenho.
Nem tento!
A diferença entre a mulher e o homem
no que diz respeito
ao arrepio que percorre a espinha,
passando por todo o corpo,
e atinge o último fio de cabelo
é nada mais
que o local onde ele se origina:
Na mulher,
ele se inicia no coração,
apenas!
No homem,
em algum outro lugar,
apenis!
domingo, 19 de maio de 2013
Poesias da Vida - XXXVIII
(Juliana Paula Landim)
Nasci na década errada,
mano!
Não sou a tal romântica
que chega a nascer séculos depois,
mas pelo menos umas décadas depois do que eu merecia,
ah!, isso eu nasci!
Cara,
minha turma juntou num fretado
e desandou a cantar!
Tchan-tchan-tchan-tchan...
Rolou cachora popozuda
porque o movimento era sexy
e o robocop era gay!
Minha amiga, dona Florentina,
foi daí pra baixo
(em todos os sentidos que a senhora queira pensar)!
Definitivamente, nasci na década errada!
Ou no planeta errado!
sábado, 18 de maio de 2013
Vita-vício
Por causa do vício
perdeu os dois rins!
Passou por suplício,
tormentos afins...
Mas, desde o início
dizia-me assim:
- Eu sou vitalício!
- Não é tão ruim!
É claro que era!
Por isso, não deu!
Agora, me espera
(coitado, morreu!).
Está noutra esfera
bem antes que eu!
Gilberto de Almeida
18/05/2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Três poemetos crônicos
I
O trem estaciona.
Desentrenha a multidão esbaforida.
De longe, venho pela passarela
como sempre, solitário;
como sempre, na contra-mão!
Vejo o estouro da humanada que se aproxima.
Sobreviverei?
Estanco!
Quando abro os olhos, estou vivo!
Sobreviver não é uma decisão que nos compete!
II
Descendo as escadarias da estação,
passando por uma coluna
e depois do poço do elevador
existe um recanto.
Por detrás do recanto,
três cadeiras.
Cheguei no exato momento em que a moça guardava numa sacola
um par de sapatilhas sem salto.
Calçava agora uns sapatos vermelhos
com múltiplos apliques dourados
cintilantes...
de meio metro de altura!
E foi aguardar o trem.
III
Quando o trem parou na estação
o carro de passageiros estava lotado.
Ninguém desceu!
Fiz cara de sabonete
e escorreguei para dentro.
Ninguém deu um passo atrás,
não houve o mínimo favorecimento,
nenhum gesto!
Fiquei de frente para um senhor gordo
que me lançou dois olhos dardejantes!
Percebi que o que comprimia minha bunda
era a bunda de uma mulata
(mulatas têm esse hábito genético de possuírem bundas volumosas!
Eu não podia culpá-la!);
menos mal!
Consegui segurar no cano
(por favor, não me entendam errado! Trata-se daquela estrutura de metal que existe nos trens urbanos exatamente para isso, para as pessoas se segurarem.)
Depois fiquei procurando entre todas aquelas mãos, qual era a minha!
Só tive certeza mesmo quando o trem parou na próxima estação.
Várias mãos se soltaram.
A que sobrou era a minha.
Procurei sair rápido da frente das pessoas.
Tive certeza de ouvir o senhor gordo na minha frente rosnar...
O trem esvaziou,
eu me sentei.
Depois pensei que tudo aquilo deveria valer a pena
pois, chegando ao meu local de trabalho,
haveria alguém que eu convenceria a parar de fumar,
alguém que eu tranquilizaria
ou, se nada de útil eu pudesse fazer por ninguém,
,no mínimo,
cumprimentaria os pacientes
com um sorriso!
Gilberto de Almeida
15/05/2013
O trem estaciona.
Desentrenha a multidão esbaforida.
De longe, venho pela passarela
como sempre, solitário;
como sempre, na contra-mão!
Vejo o estouro da humanada que se aproxima.
Sobreviverei?
Estanco!
Quando abro os olhos, estou vivo!
Sobreviver não é uma decisão que nos compete!
II
Descendo as escadarias da estação,
passando por uma coluna
e depois do poço do elevador
existe um recanto.
Por detrás do recanto,
três cadeiras.
Cheguei no exato momento em que a moça guardava numa sacola
um par de sapatilhas sem salto.
Calçava agora uns sapatos vermelhos
com múltiplos apliques dourados
cintilantes...
de meio metro de altura!
E foi aguardar o trem.
III
Quando o trem parou na estação
o carro de passageiros estava lotado.
Ninguém desceu!
Fiz cara de sabonete
e escorreguei para dentro.
Ninguém deu um passo atrás,
não houve o mínimo favorecimento,
nenhum gesto!
Fiquei de frente para um senhor gordo
que me lançou dois olhos dardejantes!
Percebi que o que comprimia minha bunda
era a bunda de uma mulata
(mulatas têm esse hábito genético de possuírem bundas volumosas!
Eu não podia culpá-la!);
menos mal!
Consegui segurar no cano
(por favor, não me entendam errado! Trata-se daquela estrutura de metal que existe nos trens urbanos exatamente para isso, para as pessoas se segurarem.)
Depois fiquei procurando entre todas aquelas mãos, qual era a minha!
Só tive certeza mesmo quando o trem parou na próxima estação.
Várias mãos se soltaram.
A que sobrou era a minha.
Procurei sair rápido da frente das pessoas.
Tive certeza de ouvir o senhor gordo na minha frente rosnar...
O trem esvaziou,
eu me sentei.
Depois pensei que tudo aquilo deveria valer a pena
pois, chegando ao meu local de trabalho,
haveria alguém que eu convenceria a parar de fumar,
alguém que eu tranquilizaria
ou, se nada de útil eu pudesse fazer por ninguém,
,no mínimo,
cumprimentaria os pacientes
com um sorriso!
Gilberto de Almeida
15/05/2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Na Bilheteria
Na bilheteria, a funcionária,
toda sorridente, cumprimenta...
Não é fria, rude ou rabugenta,
nem grosseira, nem autoritária!
Mesmo a inteligência mais primária
Mesmo a inteligência mais primária
ou terrivelmente desatenta,
não - de forma alguma! - se contenta!
- Ela é santa, agora, e eu, o pária?
Que comportamento inusitado!
Que comportamento inusitado!
Demonstrar, sem mais, essa alegria...
Tento compreender o que há de errado...
Mas é claro! É isso! Só podia!
Mas é claro! É isso! Só podia!
Sem querer, eu mesmo fui culpado
pois, primeiramente, dei "Bom dia"!
Gilberto de Almeida
14/05/2013
sábado, 27 de abril de 2013
Oito versos para o sol e a lua
E o sol?
- Bom dia!
E a lua?
- Sumia!
E o sol?
- Se inflama!
E a lua?
- Reclama!
Gilberto de Almeida
27/04/2013
- Bom dia!
E a lua?
- Sumia!
E o sol?
- Se inflama!
E a lua?
- Reclama!
Gilberto de Almeida
27/04/2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Poesias da Vida - XXXVII
(Juliana Paula Landim)
Trabalhar numa repartição pública
cercada de homens
não é fácil!
Sinto muito, marcianos,
mas educação e higiene são fundamentais
e parece não existir disso
lá no planeta de onde vocês vêm!
Por isso me questiono,
a cada dia
se vale mesmo a pena
por causa de alguns centímetros de linguiça
levar pra casa um porco inteiro...
Trabalhar numa repartição pública
cercada de homens
não é fácil!
Sinto muito, marcianos,
mas educação e higiene são fundamentais
e parece não existir disso
lá no planeta de onde vocês vêm!
Por isso me questiono,
a cada dia
se vale mesmo a pena
por causa de alguns centímetros de linguiça
levar pra casa um porco inteiro...
Cenas em um shopping - XXXII
para um solitário como eu,
tem sido a mesa ao lado!
Meu espetáculo do dia a dia.
Meu espetáculo do dia a dia.
Dessa vez,
foi um casal que deu sua contribuição
para o meu entretenimento!
PRIMEIRO ATO
PRIMEIRO ATO
A mulher era bonita,
mas isso, minto, eu não tinha notado.
O rapaz - pobre rapaz - tinha um olhar de desespero contido...
Passado o período de aquecimento,
que deve ter acontecido atrás das cortinas,
o peça só começou
quando a conversa tomou ares de drama
e altura de declamação!
Os diálogos eram confusos e se sobrepunham;
os protagonistas falavam ao mesmo tempo
(suponho que esse efeito dramático fosse intencional!)
Ela vociferava em tom de epopéia;
ele se defendia, numa interpretação intimista.
Ela cruzou os braços,
expressão facial contrariada
e acusou-o de ter feito aquilo (sei lá o quê!)
"de propósito"...
"de propósito"...
- Você não vai mesmo, não é?
Então ele se levantou,
atravessou a praça de alimentação,
desapareceu
e ela se manifestou:
- Que saco!
A moça bonita
se transfigurou!
Deu-me calafrios!
(Belíssima interpretação!
Com que perfeição ela encarnava a megera!)
SEGUNDO ATO
Em instantes retornou o seu companheiro!
Trouxe guardanapos de papel
e os entregou, consternado, à dama!
Ela deixou escapar algum palavrão inaudível
e, rapidamente,
envolveu seu hambúrguer nesses imprescindíveis guardanapos!
O mistério foi desfeito!
Que maravilha!
Logo no início do segundo ato o Diretor encerra a trama
e revela o seu argumento!
Retira o véu que esconde a sordidez humana!
Os atores parecem, nesses instantes finais do drama,
esquecerem-se um da presença do outro:
- Ela, devorando seu sanduíche,
seu desatinadamente importante sanduíche!
- Ele, olhar perdido no vácuo...
Fiquei extasiado com aquela representação do cotidiano,
com aquela comédia tragipatética
que revelou a insignificância e a fragilidade de um relacionamento
ante a inadiável,
inalienável
e irremediável
necessidade
de guardanapos!
Soberbo!
de guardanapos!
Soberbo!
Tive vontade de aplaudir!
Que argumento!
De que vale a gentileza, afinal?
De que vale a moderação? O respeito? O entendimento? A ternura?
Se faltam guardanapos!?
Bravo!
Mas as cortinas baixaram
e eu notei que o rapaz continuava
com o olhar
no vácuo...
E eu tive pena,
porque senti que ele escolhera
se relacionar
com a beleza errada!
Que argumento!
De que vale a gentileza, afinal?
De que vale a moderação? O respeito? O entendimento? A ternura?
Se faltam guardanapos!?
Bravo!
Mas as cortinas baixaram
e eu notei que o rapaz continuava
com o olhar
no vácuo...
E eu tive pena,
porque senti que ele escolhera
se relacionar
com a beleza errada!
Na mesa ao lado tinha uma moça feia.
Gilberto de Almeida
23/04/2013
23/04/2013
domingo, 21 de abril de 2013
Haicai e flores - XVII
Amor ou perjúrio?
Então... é ver que intenção
tem a flor do Antúrio...
Gilberto de Almeida
21/04/2013
sábado, 20 de abril de 2013
Cenas em um shopping - XXXI
Era uma senhora falante
que encontrou na mesa ao lado
gente conhecida
e tal!
Era uma senhora falante:
simpática e desagradável
como se fosse
uma vendedora!
Era uma senhora falante!
Como se fosse uma vendedora,
despediu-se protocolarmente
de todos!
de todos!
Despediu-se do João
da Teresa,
do Raimundo,
da Maria,
do Joaquim,
de J. Pinto Fernandes...
e por fim,
sem entender se eu fazia parte do grupo,
despediu-se de mim,
que não tinha entrado na história!
Gilberto de Almeida
20/04/2013
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