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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Alma redimida


Quando a alma, finalmente redimida,
após uma existência redentora,
vencendo a vida antiga, que se fora,
vislumbra o alvorecer de nova vida,

não há palavra humana que consiga
trazer dos esplendores dessa aurora,
das glórias da jornada vencedora,
noção nem mesmo pobre e esvanecida.

É o céu, que prazenteiro, se engrandece
de amor, na recepção do irmão bendito,
em festa de exultante jubileu!

É o mundo aos pés de Deus e à luz da prece
que os anjos e os arcanjos do infinito
entoam por aquele que venceu!

Gilberto de Almeida 
25/10/2019

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Gratidão


Se, em teu seio, se crava
o punhal que te humilha,
gratidão é palavra
que, no peito, rebrilha.

Gratidão é da lavra
do perdão; maravilha
que, sutil, desagrava
a emoção, que fervilha.

Toda prova é promessa
de ditosa ventura.
No pesar, que depura,

a virtude começa.
A Deus, pois, se agradeça
a alegria futura.

24/10/2019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Setenta vezes sete

"Então, Pedro, chegando-se a ele, perguntou-lhe: 'Senhor, quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim? Até sete vezes?' Jesus respondeu-lhe: 'Não te dito até sete, mas até setenta vezes sete.'"
(Jesus: Mateus, 18: 21-22)


Jesus nos recomenda que, ante o mal,
não revidemos; brilhe o amor cristão
no esforço reluzente do perdão!
Perdoar restringe a influência natural

do fato criminoso ao próprio umbral
dos erros do passado e deixa, então,
a estrada do progresso e redenção
aberta ao caminhante sideral.

No entanto, se à vingança se decide
e, à angústia que sofreu, ele emparelha
mais mal, na trilha escura do revide,

o homem, seu futuro compromete.
Jesus, porém, perdoar, nos aconselha,
não sete, mas setenta vezes sete!

Gilberto de Almeida
23/10/2019


segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Deus está presente

para Carolina, minha filha


No desespero, Deus está presente
em nosso coração, como esperança.
Porém, essa presença, não a alcança
o Espírito indeciso e reticente.

No desespero, Deus, onipotente,
é a força do invisível que afiança
o auxílio, a lucidez e a segurança
perante a situação que se apresente.

Não há, na Terra, fato ou imprevisto,
dos quais, Deus, poderoso, não consiga,
fazer tão jubiloso quão benquisto

sucesso de blandícias luminosas.
A Deus peçamos força, na fadiga,
pois Deus é quem, de espinhos, faz as rosas.

Gilberto de Almeida
20/10/2019

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Tolerância



Tenhamos tolerância com quem erra
porque ninguém se encontra em tal estado
de perfeição, por ora, nesta Terra,
que possa declarar não ter errado.

O engano, usualmente, mais encerra
ignorância que mal premeditado.
Busquemos silenciar a nossa guerra
de austero redentor, tenaz cruzado.

Estendamos a mão ao irmão caído
certos de que, algum dia, também nós
poderemos, do amparo justo e amigo

necessitar. Que não se desagrade
jamais a nossa ação e a nossa voz
do ofício fraternal da caridade.

Gilberto de Almeida
11/10/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Tolerância"


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Diálogo com a Morte


- Quem é que vem chegando? - Sou a Morte!
- Mas, Morte, que desejas? - Vim buscar-te!
- Mas, como? Justo agora? - Sejas forte!
- Não podes me levar... - É minha arte!

- E a qual lugar me levas? - Para a corte!
- Da parte de quem chegas? - De Alta parte!
- Mas tenho esposa e filhos! - Não te importe!
- Não quero que me leves! - Vim levar-te!

- Mas não me preparei... - O que me dizes?
- Não ajudei ninguém! - Pobre coitado...
- Vivi por meu conforto... - Teus deslizes...

- No mais, sou inocente! - Estás culpado!
- E quem me julgará? - Temos juízes...
- Mas posso reparar... - Tempo esgotado!

Gilberto de Almeida
08/10/2019

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Hoje é Domingo


Hoje é domingo porque O Céu se compadece
de nossas pobres e angustiosas amarguras.
O Sol fulgente instala o dia nas mais puras
emanações renovadoras, qual pudesse,

da imensidão donde se encontra (pois conhece
as nossas dores) recobrir-nos de ternuras
e dirigir-nos as passadas inseguras.
Hoje é domingo e O Céu convida-nos à prece

de gratidão, de acatamento e de alegria,
de reverência, de bendito e alentador
devotamento às claridades desse dia.

E, mesmo assim, seja hoje o dia que hoje for,
hoje é domingo porque Deus nos contagia
com a infinita compaixão do Seu amor.

Gilberto de Almeida
06/10/2019


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Diferença



Diferença, infelizmente,
é motivo que ainda trai
preconceito intransigente
na postura de quem cai

nos ardis da própria mente.
Cá entre nós, dizei (pensai!):
- por acaso, toda gente
não é igual perante o Pai?

Por que somos resistentes?
Todos buscam pela paz!
Nesta terra de doentes,

pouco menos, muito mais,
mesmo sendo diferentes,
todos nós somos iguais!

Gilberto de Almeida
27/09/2019

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Cristão não faz apologia



Cristão não faz apologia
à rebelião, à inconsequência.
Cristão, sensato, policia,
da própria voz, a intransigência.

Em meio ao mundo em que estagia
Cristão é luz; não imprudência!
Seu testemunho, a cada dia,
é livro aberto de paciência.

É seu exemplo fraternal
e não, do verbo, a exaltação
que lhe anuncia o cabedal

de amor pacífico e sublime
e entrega aos dias que virão
a mesma Luz que hoje o redime.

Gilberto de Almeida
23/09/2019

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Mãe Terra


Se o homem tem, na mãe, que lhe concede
o ventre abençoado em que se encerra
durante a gestação, a santa e austera
criatura que lhe abranda a fome e a sede,

também, após nascer, tem nova sede
bendita, no horizonte que descerra.
Carente de progresso, na mãe Terra,
encontra a providência que intercede

a seu favor, que o acolhe e o recupera.
É o berço alentador que se porfia
no zelo magistral da mãe sincera. 

Lembremos que a mãe Terra, todavia,
precisa do cuidado que se opera
por nossas próprias mãos a cada dia!

Gilberto de Almeida
12/09/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Mãe terra"


terça-feira, 10 de setembro de 2019

Coração cristão



Cristão se reconhece pelas flores
de amor que deixa ao mundo por herança;
Também se reconhece porque avança
confiante embora em meio às próprias dores.

É templo de virtudes, de esplendores
de fé, de persistência e de pujança.
É nele que o valor moral alcança
a altura dos exemplos redentores,

pois quando vem a hora da desdita,
é nesse exato instante que se agita
no coração cristão a própria luz.

É aí que mostra ao mundo que tem fé,
que crê, que não desiste, posto que é
herdeiro infatigável de Jesus.

Gilberto de Almeida
20/08/2019


Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "A vitória da fé"


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Natal é berço de doçuras


Amigo, a paz que tu procuras,
tranquilizante e duradoura,
no teu Natal, vem das alturas,
mas nasce, aquém, na manjedoura.

Natal é berço de doçuras,
mas, que carece da lavoura;
a paz que, tanto, tu conjuras
será a colheita imorredoura.

Vê no Natal o berço augusto
do sentimento que te invade,
que te convida e te seduz,

mas segue o exemplo d'O Homem Justo
que, por amor à humanidade
não desdenhou a própria cruz.

Gilberto de Almeida
04/09/2019



terça-feira, 20 de agosto de 2019

Divino passaporte


A vida é breve e aquele que decida
viver somente os próprios interesses,
é bom, enquanto é tempo, que se apresse
em repensar a ideia irrefletida. 

Morremos! Isto é lei! Ninguém duvida!
Porém, após a morte, depois desse
minuto passageiro, o que acontece
depende do que fez, quem morre, em vida:

apenas nossa ação no bem alheio;
somente a caridade, o amor, é meio
capaz de, deste mundo e de suas crises,

levar-nos, qual divino passaporte,
a zonas onde habitam, no pós-morte,
espíritos gloriosos e felizes.

Gilberto de Almeida
20/08/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Nossa maior riqueza"

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Família consanguínea


Família consanguínea é academia
de amor, de tolerância e de perdão.
Não há quem seja pronto de antemão,
mas, na família o espírito estagia

lutando contra a própria letargia;
desditas familiares mais não são
que o apelo a salutar renovação
em meio à situação que o desafia.

Aquele familiar que nos resista
às boas intenções - sempre egoísta!
- e, a tudo que o rodeia, é ingrato e cego

é o mesmo familiar que nos convida
a realizar, ainda nesta vida,
vitória esplendorosa sobre o ego.

Gilberto de Almeida
19/08/2019


Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Nossa família"

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Campo fértil


Aquele que, em verdade, se interesse
na cura, quando, face à dor pungente,
notar obscurecida a luz da mente,
procure refazer-se em mansa prece;

relembre-se do amor que, do Alto, desce
do afeto de Jesus, condescendente;
coloque-se a serviço de quem sente
mais dor que a própria dor da qual padece.

Somente assim, enviados d'O Divino,
espíritos leais e prestativos
encontrarão, no doente, o diamantino

terreno, campo fértil que os ajude,
assimilando os suaves lenitivos
que trazem, carregados de saúde.

Gilberto de Almeida
08/08/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Terreno fértil"

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Fé raciocinada


I

Se à Bíblia, Upanixades ou Avesta,
se ao Tripitaka ou Vedas se reporta;
se o Tao Teh King é o livro que se presta
à educação da alma ou se o que importa
é o Alcorão, Torá... a história atesta
que o texto religioso é letra morta
se não separa, a mente, que examina,
da intromissão humana, a Luz Divina.

II

De vida superior necessitada,
a humanidade é vítima da crença
de que a Palavra Augusta se translada
da Mente Onipotente, qual sentença,
à página que a aguarda, imaculada;
no entanto, bem mais longe do que pensa
está da realidade contundente
por trás do que acredita honestamente!

III

Pergunto: - se por Ordem do Divino,
mensagens siderais são transmitidas,
será que o Verbo expresso e cristalino
alcança, puro, o chão de nossas vidas?
Não pode ser, da Origem ao destino,
que mensageiros dignos, de subidas
virtudes - mas não Deuses! - nos relatos
que façam, sejam bons, mas inexatos?

IV

E mesmo que a mensagem seja pura,
correta, à perfeição, no que contém,
não é o canal humano, que a captura
dos páramos celestes de onde vem,
falível, de imperfeita conjuntura,
embora os zelos lídimos do além?
Não pode, sem querer, por ser humano,
interferir nas notas do "outro plano"?

V

E, ainda, que o instrumento medianeiro
do pensamento excelso d'O Infinito,
virtuoso, iluminado e verdadeiro
semeie, escrupuloso, por escrito,
com zelo de perfeito jardineiro,
as bases de robusto monolito,
quem diz que os seguidores são capazes
de edificar tão bem sobre essas bases?

VI

Depois, no suceder de muitas eras,
é natural que o mesmo pergaminho,
papiro, pedra ou tábua em que as sinceras
palavras que apontavam "o caminho",
da ação do tempo sofram das severas
repercussões. Então o desalinho,
esmaecimento, os anos que os consomem,
requerem cópias feitas pelo homem.

VII 

Mas o copista impõe-nos atenção.
Embora honestamente intencionado,
talvez um simples pai, um tecelão,
mas vagamente culto e mal letrado,
aqui desdenha um ponto, ali se vão
as vírgulas e aos poucos o recado
original se encontra em tal desvio
que torna-se enfermiço e fugidio.

VIII

Acresce-se, nas páginas da história,
que a cupidez humana, que ferinos
conchavos por poder, dinheiro e glória,
ataram à política os destinos,
em meio a concepção triste e ilusória,
das letras florescentes de divinos
eflúvios de bondade, honesta e pura,
adulterando os Cantos das Alturas.

IX

Como saber se, insanos e furtivos,
alguns representantes de seus credos
trataram, sim, de impor os seus motivos
enquanto, arrebatados por seus medos
seus pares, boquiabertos e inativos
os viram conspurcar certos enredos
de textos religiosos que, talvez,
passaram, já, por isso, tanta vez?

X

Então, girando o tempo, de ano em ano,
mais cópias, interesses, mais desvio,
mais erros, traduções, enxerto e dano,
um quase imperceptível desvario
tornou o Imarcescível, feito humano.
E o livro, transformado, que surgiu
d'A Origem é resquício circunspecto
que desafia a argúcia do intelecto.

XI

Porém, a natureza d'O Celeste
é tal que, mesmo em meio à corrupção,
permite ao estudante que se preste
buscar as claridades que o farão
crescer, até que, em breve, manifeste
o mais sublime amor no coração.
No entanto, essa jornada reluzente
requer, ombreando a fé, a luz da mente.

XII

Pois não somente o honesto refletir
tem força formadora e racional.
Na busca espiritual hão de intervir
os dogmas de extensivo cabedal
de ideias religiosas, que o porvir
sancionará ou não, mas pelo qual
seremos conduzidos e elevados
ou permaneceremos algemados.

XIII

Por isso, é necessário que o sincero
discípulo do Excelso e Redentor
Poder Onipresente busque o austero
e livre raciocínio, mas que o Amor,
sinônimo de Deus, não seja mero
vocábulo sepulto no interior
de um coração pautado nas mais duras
e rasas concepções das escrituras.

XIV

Amor é tudo! O resto não é nada!
Amor não pune, não fere e não condena,
tudo perdoa e não se desagrada.
É o plano com que o Alto nos acena:
amar a quem transita pela estrada
de nossa vida e dar-lhe a mão serena
que ampara, que conduz, soergue e avança
semeando as claridades da esperança.

XV 

Aí se encontra a base do edifício
da vida transcendente, de infinita
ventura. É no amor e não no vício
dos ritos exteriores que se quita
os débitos no foro vitalício
da vida espiritual, de paz bendita. 
Se o amor não toca o espírito imortal,
nenhum efeito tem o gesto ou ritual.

XVI

A alma que se esgueira pela porta
da vida após a morte, estacionada
nas crenças ritualísticas, qual morta
depois da morte, sente-se enganada.
Porque a alma, na outra vida, sempre aporta
nas zonas com que está sintonizada.
Não há quem salve o crente mais fiel
que não amou, na Terra, e almeja o céu.

XVII

Os textos que iluminam nossas vidas
quais reputados Guias Celestiais,
embora as distorções introduzidas,
ainda são vastíssimos canais
de exortações sublimes que, sentidas
no coração, conclamam-nos à paz,
à caridade, ao lúcido e ao fraterno,
instâncias do perfeito amor d'O Eterno.

XVIII

Sigamo-los, na essência, que culmina
na exaltação do amor e da virtude.
Sigamo-los, na flor da Luz Divina
que induz a revisar nossa atitude.
Usemos de prudência e disciplina
e rejeitemos o erro, o falso e o rude.
E nascerá, do filho inconsequente,
o embaixador do amor d'O Onipotente.

XIX

Pois, límpida, serena, altiva e alerta,
a Força Que Conduz E Que Apascenta,
no abismo da instrução de base incerta,
perante o dogmatismo que contenta,
perante o obscurantismo que encoberta,
deixou-nos como herança, porque atenta,
o amor, reto e infalível, por baliza,
e a mente, que previne e que analisa.  

Gilberto de Almeida
04/08/2019


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

O amor é doce e ameno lenitivo


O amor é doce e ameno lenitivo
que acalma, tranquiliza, que asserena
o espírito asilado nessa arena
de vida de tumulto intempestivo.

Amar é sempre antídoto assertivo
ao pensamento amargo, que envenena.
Amar nos salva; amor é força plena!
Amar é o meio, a meta e é o motivo,

pois alma que ama, entregue e embevecida,
nos páramos celestes entrevê
a cura; e nem se entrega nem duvida,

nem mesmo se exaurida e semimorta,
porque o amor, que sofre e tudo crê,
paciente, espera e, então, tudo suporta!

Gilberto de Almeida
02/08/2019



Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "A terapia do amor"

quarta-feira, 31 de julho de 2019

No nascer do sol


Poema pentavocálico - XIII

O sol, que, de manhã, banha a cidade,
a trégua, à noite d'alma, nos concede.
É aí que quem percebe se decide,
pois vê, no vir da luz, que ainda pode;
pois vê que Deus aguarda que ele mude!

Gilberto de Almeida
31/07/2019

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Merecer a cura


Aquele que padece, não importa
se sofrimento físico ou moral,
às vezes, de esperança quase morta,
implora ao Alto a cura de seu mal.

E os benfeitores vêm à sua porta,
espíritos bondosos que, do Astral,
envolvem-no na essência que conforta
e salva, benfazeja e celestial.

Porém, nem sempre, quem deseja
a cura sideral, tão poderosa,
concebe transformar, pouco que seja,

a fim de merecer essa conquista,
a personalidade, se orgulhosa,
e o posicionamento, se egoísta.

Gilberto de Almeida
28/07/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Colaboração ativa"

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Paz - II


Falemos mais um tanto sobre a paz
porque no mundo ainda falta a paz.
Lembremos todo dia que, da paz,
a própria paz germina e brota paz.

Da árvore que nasce, o tronco é paz;
os galhos, folhas, flores, tudo é paz.
Do fruto suculento o aroma é paz;
na feira, o pagamento é feito em paz.

Mas, nestes dias, tímidos de paz,
procuro meu caminho para a paz.
E encontro, no que Gandhi, um dia, em paz,

nos disse, comentando sobre a paz:
- Não há caminho exato para a paz,
porque o caminho exato é a própria paz.

Gilberto de Almeida
26/07/2019