Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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domingo, 10 de maio de 2015
Além da poeira batida
(A minha mãe)
Hoje não lhe comprei um vestido,
porque você já está coberta de luz;
não lhe comprei um colar.
porque você já está adornada pela felicidade;
não lhe comprei um perfume,
porque você é o perfume das minhas horas boas,
não lhe comprei nada,
porque você está em tudo;
não lhe comprei coisa alguma, mãe,
porque, aí onde você está,
nada daqui tem utilidade,
nada é mais que poeira batida
da estrada por onde você passou como um anjo...
E os anjos nada desejam,
nada pedem para si.
O que de mim é seu você já sabe,
e o tem desde antes de mim mesmo,
e apesar de hoje,
e para sempre,
porque o amor nunca morre!
Gilberto de Almeida
10/05/2015
sexta-feira, 27 de março de 2015
Separação
Separação, ah!, separação
- essa neta natimorta de Maya,
primogênita do seu primogênito,
efêmera como a nuvem,
mas estrondosa como o trovão
- se a separação é assim
qual bruma passageira,
como cortinado tecido de ilusão,
por que, então, como Erisícton,
insistente, me devora?
Só pode ser neta de Maya,
que igualmente me consome!
Ah!, Poder Infinito,
dá-me a sabedoria que se derrama sobre esta tarde,
antes do horizonte enlaçar o sol;
dá-me a ternura dos Teus raios cálidos
para meu eterno convencimento;
faz-me saber, como sei agora,
que acima de Maya e das nuvens
e do rugido do trovão
está a Verdade Imorredoura
como um doce sussurrar enamorado...
Está o amor, que sempre ata;
Está o amor, que nunca morre!
Gilberto de Almeida
27/03/2015
- essa neta natimorta de Maya,
primogênita do seu primogênito,
efêmera como a nuvem,
mas estrondosa como o trovão
- se a separação é assim
qual bruma passageira,
como cortinado tecido de ilusão,
por que, então, como Erisícton,
insistente, me devora?
Só pode ser neta de Maya,
que igualmente me consome!
Ah!, Poder Infinito,
dá-me a sabedoria que se derrama sobre esta tarde,
antes do horizonte enlaçar o sol;
dá-me a ternura dos Teus raios cálidos
para meu eterno convencimento;
faz-me saber, como sei agora,
que acima de Maya e das nuvens
e do rugido do trovão
está a Verdade Imorredoura
como um doce sussurrar enamorado...
Está o amor, que sempre ata;
Está o amor, que nunca morre!
Gilberto de Almeida
27/03/2015
sábado, 24 de janeiro de 2015
Velho-Maduro
Envelhecer é distrair-se...
... com a fragilidade das rugas...
Amadurecer é abstrair-se...
... da futilidade das rusgas!
Gilberto de Almeida
24/01/2015
... com a fragilidade das rugas...
Amadurecer é abstrair-se...
... da futilidade das rusgas!
Gilberto de Almeida
24/01/2015
sábado, 20 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Chuva macia
Naqueles tempos bárbaros,
naqueles lugares bárbaros
onde a indiferença queima até a alma;
naqueles tempos e lugares,
os corações são áridos,
as almas, secas.
O solo é pedra,
o caminho é espada,
o horizonte é nunca!
E aqui, nestes lugares,
e nestes tempos,
onde já garoa,
a brisa é fresca,
o caminho é duro,
o horizonte é longe.
Mas é preciso que ocorra a chuva,
que ocorra a tempestade
e o solo encharque
daquela água macia
que brota do enternecimento da alma
e que se chama amor...
Então a pedra será seda,
o caminho, flores,
o horizonte, breve...
Gilberto de Almeida
10/12/2014
sábado, 29 de novembro de 2014
Fé
tudo quero,
nada tenho,
apenas medos.
Mas quando sou espírito,
tudo se revela,
Depois volto a ser matéria,
e nada quero,
tudo tenho,
Tenho força
e não há medos!
Gilberto de Almeida
(29/11/2014)
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Sabiá
Ah! Sabiá...
Sabiá, sabiá, como eu queria
ser como você!
Você no meio fio,
enquanto a vida dos outros
passa apressada
e a sua ainda
nem começou...
Você que nem nasceu ainda
e não cometeu erros,
só viveu!
Você que pode, sabiá,
- veja bem, porque esse é um conselho que lhe dou;
um conselho de quem não pode
e de quem não sabe,
mas se atreve -
você que pode, sabiá,
quando nascer pela primeira vez,
suba ao céu em linha reta,
sem parar em parte alguma:
- não descanse no poleiro
da ilusão;
negue-se a si mesmo a desventura de pousar no lodo
do egoísmo;
Esqueça o repouso passageiro
no galho da árvore venenosa
do orgulho;
mas antes de tudo isso,
porque você pode, sabiá,
quando nascer pela primeira vez,
estenda as mãos
- que terá! -
aos corações necessitados e viva
em comunhão com o céu que te espera!
Se digo isso, é porque já não posso;
já trago as cicatrizes de quem
descansou
e pousou
e repousou
e não estendeu
e não viveu!
Você que pode,
siga direto!
Nem pare para me dizer olá,
que eu, daqui, que não posso,
tentarei ser sabiá!
Gilberto de Almeida
07/11/2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Se o amor
Em primeiro lugar,
se o amor não estiver
nos corações,
o ódio
acontecerá!
Depois,
porque
ninguém mais será
feliz,
ninguém mais terá
paz...
...se não nos transformarmos,
se não conhecermos
a Divindade,
aquilo que existe em nós!
***
Aquilo que existe em nós
(a Divindade!),
se não conhecermos,
se não nos transformarmos,
paz,
ninguém mais terá!
Feliz,
ninguém mais será!
Porque
depois
acontecerá
o ódio
nos corações...
...se o amor não estiver
em primeiro lugar!
Gilberto de Almeida
(16/10/14)
se o amor não estiver
nos corações,
o ódio
acontecerá!
Depois,
porque
ninguém mais será
feliz,
ninguém mais terá
paz...
...se não nos transformarmos,
se não conhecermos
a Divindade,
aquilo que existe em nós!
***
Aquilo que existe em nós
(a Divindade!),
se não conhecermos,
se não nos transformarmos,
paz,
ninguém mais terá!
Feliz,
ninguém mais será!
Porque
depois
acontecerá
o ódio
nos corações...
...se o amor não estiver
em primeiro lugar!
Gilberto de Almeida
(16/10/14)
terça-feira, 16 de setembro de 2014
As sombras
Se não há mais nada,
apenas,
as sombras são
assombração;
se não amais nada,
há penas!
Gilberto de Almeida
16/09/2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Do Alto
E quando a luz do sol esquenta a face,
na tarde fria,
é como se - meu Deus! - anunciasse
que o Amor viria!
Gilberto de Almeida
04/09/2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Cenas em um Shopping - XXXVII
É tudo laranja
na vitrine;
- a saia de franja
que define
um sonho que abranja
seu biquíni!
É tudo laranja!
Velho apelo:
- tubinho se arranja
na modelo
saída da granja
nua em pelo!
É tudo laranja
- não me importa! -
Não há o que me tanja
para a porta
da vida que esbanja,
semi-morta!
Gilberto de Almeida
26/08/2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Pétalas de Luz
Eram pétalas de luz
na manhã
de sol.
Já não eram vermelhas,
mas no tom
do amor...
Eram pétalas de amor
na manhã
de Deus...
Gilberto de Almeida
25/08/2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Tudo o que importa
Toda uma divina ordem...
Ondulação
que une esta
insondável musicalidade permanente onde reside Teu amor.
É
onde
aguardo mansamente onírica resposta...
---
No início era o verbo
e, do verbo,
o início
é a chave!
Gilberto de Almeida
05/08/2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Uma andorinha
A igreja só
não faz verão,
mas a andorinha,
matreira
(que Deus lhe pague!),
na minha mão,
mais vale dois
voando!
Por mais que eu queira,
por onde ando
não tem milagre!
Gilberto de Almeida
30/07/2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Cem olhos em Gaza
Parece que não tem dono,
o abrigo da ONU.
Chega um foguete que arrasa...
... Cem olhos em Gaza!
23/07/2014
Gilberto de Almeida
domingo, 20 de julho de 2014
Cê-cedilha
Aquele que não perdoa
é como um cê-cedilha:
deseja erguer-se e
sorrir,
mas sempre existe uma
sombra,
um caminho tortuoso
que o puxa para baixo
e o impede de ser
feliz!
Gilberto de Almeida
20/07/2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Presente singelo
O Amor de Deus vem cantar
no teu
jeito, no teu sorriso...
Também,
na brisa, no mar,
e em tudo
aquilo em que é preciso.
O Amor de
Deus, na ternura,
no afeto,
na luz e na graça,
existe na
noite escura,
protege,
aconchega e abraça.
O Amor de
Deus brilha tanto,
que está
na dor, no sofrimento,
que nos
sustenta no pranto,
inspirando
incessante alento.
O Amor de
Deus é tão forte
que nos
cega, porque, pequenos,
lamentamo-nos
da sorte
e desse
Amor, que nós não vemos.
Mas,
mesmo assim, se revela
a seu
momento, em nossa prece,
e vai se instalar
na tela
do
coração que o reconhece.
E vai
envolvendo a alma...
Depois, o
enxergamos, disperso,
com Sua
presença calma,
por toda
parte, no universo.
O Amor de
Deus é começo,
é meio e
fim, completamente...
E, esse
Amor, eu te ofereço
por estes
versos, de presente.
Gilberto
de Almeida
18/07/2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Respiração do mundo
No verde,
o amor se perde;
no amarelo,
não mais protelo;
no azul,
eu fico nu;
no branco,
eu solavanço;
do meu país,
não sou juiz;
na paz,
eu sou capaz.
Gilberto de Almeida
09/07/2014
Gilberto de Almeida
09/07/2014
Brasil e Alemanha (ou "Sete versos contra um")
No Brasil, tem gente de porre
porque é isso mesmo que ocorre
a quem supervaloriza
um cavaleiro sobre a brisa;
a quem, confiante, se entrega
à ilusão bilionária e cega
que deixa triste herança a pesar
...
do gol de honra do Oscar.
Gilberto de Almeida
(09/07/2014)
porque é isso mesmo que ocorre
a quem supervaloriza
um cavaleiro sobre a brisa;
a quem, confiante, se entrega
à ilusão bilionária e cega
que deixa triste herança a pesar
...
do gol de honra do Oscar.
Gilberto de Almeida
(09/07/2014)
domingo, 6 de julho de 2014
Mozart
Atrasado,
alheio a mim mesmo,
ocupado do mundo,
dei a partida
e nem escutei o som do motor.
Foi quando um quarteto de cordas
surgiu no rádio
invadiu o espaço do meu sentimento
e reacendeu-me a alma.
Gilberto de Almeida
07/07/2014
alheio a mim mesmo,
ocupado do mundo,
dei a partida
e nem escutei o som do motor.
Foi quando um quarteto de cordas
surgiu no rádio
invadiu o espaço do meu sentimento
e reacendeu-me a alma.
Gilberto de Almeida
07/07/2014
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