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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Natal é berço de doçuras


Amigo, a paz que tu procuras,
tranquilizante e duradoura,
no teu Natal, vem das alturas,
mas nasce, aquém, na manjedoura.

Natal é berço de doçuras,
mas, que carece da lavoura;
a paz que, tanto, tu conjuras
será a colheita imorredoura.

Vê no Natal o berço augusto
do sentimento que te invade,
que te convida e te seduz,

mas segue o exemplo d'O Homem Justo
que, por amor à humanidade
não desdenhou a própria cruz.

Gilberto de Almeida
04/09/2019



sexta-feira, 12 de julho de 2019

Nascimento de Jesus


Poema pentavocálico - XII

Que todos se amem!
Aqueles que temem,
agora se animem!
Jesus fez-se homem;
que todos se arrumem!

Gilberto de Almeida
12/07/2019


domingo, 16 de dezembro de 2018

Ensaio de amar


As noites de dezembro são mais belas 
e há mais contentamento a cada dia!
Parece que do Alto se anuncia
a cura para todas as mazelas!

Quais novas esperanças, Pai, revelas
aos poucos, Teu Amor, que contagia!
É festa de ternura e de alegria
que adentra dos palácios às favelas!

E assim, por Teu clamor, doce e sublime,
a humanidade, aos poucos, se redime...
Assim, o aprendizado universal

começa, entre amigos, no natal,
na gentileza, ensaio alvissareiro,
que ensina a amar, depois, ao mundo inteiro!

Gilberto de Almeida
16/12/2018


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Crucificando o Natal


Gilberto de Almeida
11/12/2018



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Neve de Natal


Cai a neve de natal sobre os templos da cidade!
Cai e escorrega e aos poucos tudo invade.

Sobre as casas e oficinas,
sobre as almas pequeninas,
cai na Igreja reformada,
cai na ponte e sobre a estrada,
sobre os bancos e as finanças
cai a neve e tudo amansa...

E a criança corre afoita pela neve da cidade!
Cai e escorrega atrás do que lhe agrade.

Tantas luzes cintilantes,
muitas renas e elefantes!
São bonecos sorridentes,
guloseimas e presentes 
e o presépio natalino
(a lembrança do menino!)... 

A esperança cai do Alto como flocos de verdade!
Cai e escorrega e o nosso peito invade.

Todo ano as luzes vêm
despertando mais alguém!
Todo ano cai a neve
Mesmo num momento breve
Todo o ano há quem aguarde
jubiloso, a caridade!

Cai a neve do natal sobre os templos da cidade!
Cai e escorrega e aos poucos tudo invade.

Gilberto de Almeida
22/12/2017



sábado, 17 de dezembro de 2016

Nove natais


A consulta era com a mãe.
À despedida, perguntei à menininha:
- Quem é que você está esperando no natal?

- Papai noel!

Reformulei a pergunta:
- Mas no natal, a gente comemora o aniversário de quem?

Olhar de ponto de interrogação dirigido para a mãe.

A mãe justifica-se:
- A gente esquece de ensinar!

Nove natais da pequenina.

Gilberto de Almeida.
17/12/2016


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Nem sombra


No natal não tenho visto
nem mais sombra do Cristo.

Gilberto de Almeida
11/12/2016


domingo, 11 de dezembro de 2016

Poema em zigue-zague.


Termina o ano. Termina o dia.
Dia quente. Ano frio.
Vem o natal. Sussurra a brisa.
Refresca o corpo. Aquece a alma.

Gilberto de Almeida.
10/12/2016


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Heroísmo de natal


Descer da morada dos anjos
para mergulhar no lodo
da ignorância humana;

eis aí

o heroísmo de natal.

A cruz foi redenção!

Gilberto de Almeida
09/12/2016


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tela em branco


Não há um porquê!
Foi apenas uma sensação.

Depois do natal,
depois de um bem sentido natal,
em que, por alguns instantes,
tomamos posse de nós mesmos,
furtando-nos às frivolidades acessórias;

depois desse natal,
em que, apartados da sintonia comum,
permitimos ao Cristo invadir-nos a alma;

Depois desse natal
estaremos diante de uma tela em branco...

Um convite.

Gilberto de Almeida
08/12/2016


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Natal é ensaio


Natal é ensaio;
humanidade é espetáculo.

Aqui se treina
doação e afeto;
ali se realiza.

Natal é laboratório;
humanidade é campo.

Aqui se experimentam
luzes artificiais;
ali se ilumina.

Natal é banquete;
humanidade é fartura (e fome!).

Aqui se devora
quitutes e guloseimas;
ali se alimenta.

Natal é prelúdio;
humanidade é sinfonia.

Aqui se inicia
o entendimento fraterno;
ali se ama.

Natal é primário;
humanidade é superior.

Aqui engatinhamos
no entendimento coletivo;
ali nos diplomamos.

Que o ensaio natalino
desperte a humanidade.

Aqui somos chamados
ao exercício do bem;
ali realizamos.

Gilberto de Almeida
07/12/2016


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Natal em flocos


Ah! Que sensação reconfortante
quando o natal começa a cair, em flocos,
sobre as neves da minha vida...

Gilberto de Almeida
06/12/2016


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Natal diferente


Estou imaginando um natal diferente
porque, no natal, de fato,
 muito há que eu não entendo.

No meu natal diferente,
Ao invés de Papai Noel
(de onde ele veio?)
todos esperariam, 
procurariam,
aguardariam
e elevariam seus pensamentos 
a Jesus.

Ao invés de um pinheiro
(de onde ele veio?)
no máximo uma oliveira,
porque isso faz sentido.

Ao invés de um monte de gente
em conversação ruidosa
fartando-se até o limite,
haveria pequena família
em silêncio reverente
e refeição frugal.

Nem uísque, nem cerveja,
nem álcool de espécie alguma.
Vinho, talvez uma taça,
porque isso faz sentido.

Quem sabe, haveria as luzinhas que piscam
porque são poéticas
e porque fazem sentido, também...
Mas poderia haver velas.
uma meia-luz acolhedora
lembrando aquele tempo
de candeias...

Não haveria troca de presentes
(que se compra sem querer gastar
e se dá com receio de errar!),
Haveria, talvez,
incenso e mirra,
ao pé da Oliveira, se tanto,
como homenagem póstuma
a Quem desprezamos em vida.

Não haveria conversação fútil
sobre o valor do dólar,
sobre o último eletrônico da moda,
nem mesmo sobre a receita do peru
(não haveria peru!).
Seria um momento de contar histórias
para as crianças e adultos
a respeito da Vida
do Homem-Luz.

Seria momento de entrega,
de revivescência,
de agradecimento
e de oração.

No meu natal diferente,
ninguém deblateraria,
nem daria gargalhadas estridentes,
ninguém contaria bravatas,
nem esbravejaria com as crianças.
Todos se diminuiriam
para o aniversariante aparecer.
E sentir-se-iam felizes
de uma felicidade serena.

É assim que seria
o meu natal diferente.

Mas é claro que,
exceto, talvez, num santuário,
 ninguém quer um natal assim!

05/12/2016
Gilberto de Almeida


domingo, 4 de dezembro de 2016

Negação















N ego, nego, nego!
A ssim disse o apóstolo.
ambém negarei, eu?
cima de qualquer dúvida
uzes de Eterno Amor...

Gilberto de Almeida
04/12/2016


sábado, 3 de dezembro de 2016

Na época do natal


Conheci uma pessoa,
a primeira.

Na época do natal
sempre renovava votos
de não cometer mais
os mesmos erros,
os mesmos erros,
os mesmos erros...

Não conheci a segunda pessoa.

Conheci outra pessoa,
a terceira
(desta vez, do plural).

Na época do natal
 sempre renovava votos
de não cometer mais
os mesmos erros,
os mesmos erros,
os mesmos erros...

É claro! Este poema é uma generalização,
mas tenho forte razão acreditar que seja verdadeiro
pelo menos no que diz respeito à primeira pessoa.

Gilberto de Almeida
03/11/2016


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Hoje também é dezembro


Hoje é dezembro, segundo;
o que, a outra questão,
quase tudo reduz:

- por onde, no mundo,
(onde é que estarão?)
os discípulos de Jesus?

Gilberto de Almeida
01/12/2016

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Auto-parodiando, "Hoje é dezembro"


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Hoje é dezembro


Hoje é dezembro, primeiro;
o que tudo reduz
à questão essencial:

- será verdadeiro
que ainda é Jesus
o motivo do natal?

Gilberto de Almeida
01/12/2016


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Todo dia é natal


Quando eu morrer, 
uma parte imaginária de tudo isto desvanecerá.
Com o corpo, perecerão todas as coisas efêmeras que fiz.

O que restar, em meio a essa desolação fantasiosa,
nascerá das sementes de eternidade que porventura eu houver plantado.

Quando eu morrer, 
no entanto, 
uma parte significativa de tudo isso renascerá.

Porque, para o Espírito, todo dia é natal!

Gilberto de Almeida
30/11/2016

Eu, Alberto e os duendes de Papai Noel


Despertei bem cedo e olhei para o Alberto, que descansava sobre o criado mudo.

Ele estava literalmente verde. 

Para aqueles que conhecem o Alberto, sabem que essa não é, nem de longe, sua aparência habitual. Olhos claros, cabelos também claros (mas que, dependendo da iluminação, parecem acastanhados) e, sobretudo, uma testa muito branca, muito alva. Nada de verde.

Mas, em matéria de Alberto, nada me surpreende. Se ele estava verde, estava. Ponto. 

No entanto, não pude evitar certa divagação, inspirado no matiz esmeraldino do "facies" de meu amigo. De relance - desviando um tanto do caminho, tenho que reconhecer! - lembrei-me de Jennifer Connelly. 

Mas foram os duendes de Papai Noel que tomaram posto nos celeiros de minha mente. Embora não sejam verdes (nem os duendes, nem minha mente). Foi assim, aparentemente sem motivo, que perguntei:

- Alberto, você sabe a estória dos duendes do Papai Noel?

E ele, com a mesma simplicidade (e idêntica profundidade) de quem pergunta "o que é o número trinta e quatro?", respondeu:

- Mas quem é Papai Noel?

Pensei um pouco. 

Pensei um pouco mais.

Decidi que o número trinta e quatro tanto existe quanto não existe. Que é um conceito. Que é abstrato. Mas não consegui avançar muito na questão do "Papai Noel".

Dei uma prescrição de Ferrum metallicum para o Alberto e decidi tomar uma ducha!

Gilberto de Almeida
29/11/2016