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domingo, 13 de novembro de 2016

O Segredo dos natais


No sopé da montanha
quando a neblina da noite
estende o véu nacarado
sobre a escuridão da floresta
é, então, que eu desejo mais
conhecer de perto
o Segredo dos natais.

E somente porque desejo,
Ele (o Segredo) se achega
e, num sussurro, me diz: - Gilberto,
não existe mistério...

E, saindo, me dá Seu beijo,
e é assim que adormeço em paz!

Gilberto de Almeida
12/11/2016


Eu, Alberto e a árvore de natal


De uns tempos para cá, eu e o Alberto andamos nos falando menos.
A amizade persiste, é claro, mas nossos assuntos parecem diferentes,
nossas crenças parecem mais distantes...

Na manhã de hoje, no entanto, quando dirigia por certa floresta de pinheirais, lembrei-me do Alberto.

Saquei-o do porta-luvas, desculpei-me pela longa ausência e perguntei-lhe, só para iniciar conversa, inspirado pela paisagem ao derredor:

- Alberto, você já providenciou uma árvore de natal?

O Alberto, como se houvéssemos nos falado ontem mesmo - e como é da sua natureza, diga-se de passagem - sem mais delongas, principiou a explicar-me, no seu jeito característico de falar:

"Há uma árvore no quintal da minha casa.
Mas não fui eu quem a plantou.

Então ela não é minha,
é da natureza.

Mas eu não preciso que seja minha,
porque não preciso de nada
que não tenha em mim mesmo.

Mas que aquela árvore,
lá no quintal da minha casa,
é de natal, eu sei que é, sim.

Porque toda árvore neste mundo,
toda árvore plantada no chão
e que vive da seiva da Terra
é de Deus, nosso pai,
e é de Nosso Senhor, Jesus Cristo."

Aí, enquanto dirigia, olhos fixos na estrada, mas com atenção no silêncio a que se entregara o amigo a meu lado,  pensei que deveria voltar a conversar mais frequentemente com o Alberto, porque, afinal de contas, em meio a nossas concordâncias e diferenças, sempre havia um quê de poesia a escapar da conversação, e isso, no fundo, é o que, para mim, sempre valeu a pena.

Gilberto de Almeida
11/11/2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Quando o próximo natal chegar


Virá o natal, mas agora chove;
caem pedras de gelo sobre um coração contrito.

Passada a chuva, abre-se o firmamento
e, da tempestade, surge a claridade.
Vem em ondas mansas beijar os charcos,
vem preparar o solo para amanhã...

Talvez, quando o próximo natal chegar
nos encontre a todos
de alma lavada!

Gilberto de Almeida
10/11/2016


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Agenda de Natal


Gilberto de Almeida
09/11/2016


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Um haicai de natal


Grandeza divina;
humílimo aposento.
Síntese perfeita!

Gilberto de Almeida
08/11/2016


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Na tal


Acredito
na tal história 
de amar o próximo;

na tal!

Gilberto de Almeida
07/11/2016


domingo, 6 de novembro de 2016

Natal o ano inteiro


Há um período no ano,
de apenas alguns dias,
antes do vinte e cinco de dezembro,
quando certas pessoas -
ainda algumas, apenas -
refletem um pouco mais,
são um tanto mais fraternas,
escapam algo mais
do limite de si mesmas...

As outras vivem em festa!

Mas espero por um futuro
em que as pessoas refletirão mais,
serão mais fraternas
e não viverão encarceradas em si mesmas.

Nesse tempo
será natal o ano inteiro!

Gilberto de Almeida
06/11/2016


sábado, 5 de novembro de 2016

O natal não é uma árvore


O natal não é uma árvore,
não são os enfeites caros e deslumbrantes 
que temos em casa,
ou estão na avenida,
ou no "shopping center".

Natal não são aquelas luzinhas encantadoras,
nem uma guirlanda na porta!

Natal não é "papai noel",
não são presentes,
muito menos "amigo-secreto",
ou "amigo-isso",
"amigo-aquilo"...

Natal não é o peru,
nem aquela mesa opulenta,
farta,
opulenta,
farta,
opulenta...

Natal não é "encher a cara" de vinho,
nem de uísque,
nem de cerveja...
Nem de maquiagem.

Natal não é o rinque de patinação do "Rockfeller Center",
não é o "Natal-Luz" de Labrador,
não são bonecos de neve,
 não é nem mesmo as musiquinhas adoráveis que fazem tudo isso derreter...

Natal não é costume,
não é tradição.

Natal é apenas uma lembrança íntima e profunda
(um misto de nostalgia e esperança)
de que ainda existe bondade em nós...

Gilberto de Almeida
05/11/2016


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

De fora


A contradição fundamental
que no momento me interessa
é a sensação de que, durante
os dois mil anos de natal,
não foi mais, o aniversariante,
convidado à própria festa!

Gilberto de Almeida
03/11/2016


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Alvitres de Natal


Gilberto de Almeida
02/11/2016



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Boas Festas!


É meio à toa,
mas que seja!

Pois afinal
o que me resta
se, no natal,
as coisas boas
que me desejas
são as festas?

Gilberto de Almeida
18/12/2015


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Falta de lugar


Na sala havia uma árvore
de natal 
e muitos presentes.

Os homens se espalhavam
pelo ambiente
e discutiam os assuntos
da semana,
da economia,
da política,
das carreiras profissionais.

As mulheres atarefadas,
entre brincos
e colares
preparavam a mesa,
vistosas.

Da cozinha saíam os últimos quitutes
já com pressa
por causa do horário
da novela.

A criançada algazarrava e corria
por toda parte...

Os adolescentes, 
alheios,
distraíam-se de tudo
nos telefones
celulares.

No quarto dos fundos o tio obeso,
com esforço,
entrava na fantasia.

E no estábulo se encontravam
Maria (que estava grávida)
 e José, 
que ninguém via.

e "Enquanto lá estavam, 
completaram-se os dias
para o parto.

 e ela deu à luz seu filho 
primogênito,
envolveu-o com faixas
e reclinou-o 
numa manjedoura,

porque não havia um lugar para eles 
na sala."

(Lucas, 2: 6,7)

Gilberto de Almeida
15/12/2015


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O lado oculto do natal


Gilberto de Almeida
07/12/2015



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Esquecimento

Gilberto de Almeida
02/12/2015



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Paradoxo natalino


A data comercial 
mais lucrativa do ano
é, se, acaso, não me engano,
exatamente, o Natal.

Mas, pensemos um segundo:
- Que destino teve o dia
d'Aquele que nos dizia
não ter reino neste mundo?

Gilberto de Almeida
25/11/2015


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Soneto de natal


Da manjedoura, há dois mil anos, vem à mente,
dos labirintos da memória, doce aviso
de amor e paz, a impressionar-nos, num preciso
lembrete vivo, tão singelo quão pungente.

Mas, tal mensagem distorcemos pela lente
duma ilusão, da nossa falta de juízo!
Entorpecidos, olvidamos o sorriso
de amor do Cristo, a conclamar-nos, suavemente...

Deseja Ele, acaso, o nosso desatino
por celebrar-lhe a imagem pura e imorredoura,
na comilança, consumismo e ostentação?

Ou que ofertemos, como asilo natalino
à dor alheia, a imitação de manjedoura
em nosso peito: - o nosso próprio coração?

Gilberto de Almeida
23/11/2015


domingo, 22 de novembro de 2015

Pinheiro



Busquei, no quintal,
um pinheiro; virei jardineiro, 
porque hoje é natal!

Gilberto de Almeida
22/11/2015


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Aurora



Gilberto de Almeida
19/12/2014









sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Jesus

J á houve
E ntre nós -
S  abemos disso! -
U m anjo
S  em asas!

Gilberto de Almeida
28/12/2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ondas





Gilberto de Almeida
26/12/2012