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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Soneto para o sol e a lua


O sol e a lua são de fato apaixonados!
Somente o distraído, o tolo desatento,
para não ver na luz que tinge o firmamento
o amor secreto desses dois predestinados.

Não vivem ambos pelos céus, desconsolados,

a procurar-se sem parar um só momento?
Não vive o Sol a declarar seu sentimento
em tantos versos de afeição iluminados?

Mas triste sina, a desse amor que se insinua

no breve instante da alvorada que descerra
o dia; o triste amor que a dor do adeus pontua.

Enquanto o sol, de amor, se esquenta, agita e berra,

a seu destino, agrilhoada, segue a lua,
que, apaixonada pelo sol, orbita a Terra!

Gilberto de Almeida

25/04/2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Haicai e flores - XVIII


Formosa sem vênia
desliza, mas não precisa...
Assim é a Gardênia

Gilberto de Almeida
23/04/2013

domingo, 21 de abril de 2013

Haicai e flores - XVII


Amor ou perjúrio?
Então... é ver que intenção
tem a flor do Antúrio...

Gilberto de Almeida
21/04/2013


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Haicai e flores - XVI



O aroma que foi-te
saudar ao vir do luar
é a Dama da Noite!

Gilberto de Almeida
18/04/2013


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Haicai e flores - XIV



Quer ser amorosa,
mas não: podado, o botão...
Solitária rosa!

Gilberto de Almeida
10/04/2013


domingo, 7 de abril de 2013

Haicai e Flores - XIII


Espalha-se, adúnia,
beleza, na redondeza...
Favor da Petúnia!

Gilberto de Almeida
07/04/2013


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Haicai e flores - XII


É como um lençol
em busca da luz que ofusca.
 É assim, girassol...

Gilberto de Almeida
03/04/2013


domingo, 31 de março de 2013

Haicai e flores - XI


Assim resumida,
é aquela que se revela
ao sol: Margarida.

Gilberto de Almeida
31/03/2013


sexta-feira, 29 de março de 2013

Haicai e flores - X



A dor se dissipa.
Acalma a ilusão da alma.
Discreta Tulipa.

Gilberto de Almeida
29/03/2013


Haicai e Flores - IX


Suave martírio.
Encanto que por enquanto
chamamos de Lírio!

Gilberto de Almeida
29/03/2013


quarta-feira, 27 de março de 2013

Haicai e flores - VII


Contou-me a Azaléa
que apela quem fala dela.
Que é prosopopéia!

Gilberto de Almeida
27/03/2013


terça-feira, 26 de março de 2013

Haicai e flores - VI


Assaz curvilínea,
maneiras de trepadeira.
travessa, a Glicínia!

Gilberto de Almeida
26/03/2013


domingo, 24 de março de 2013

Haicai e flores - V


A flor do alecrim,
enclave de amor suave,
enfeita o jardim.

Gilberto de Almeida
24/03/2013


sábado, 23 de março de 2013

Um haicai na Rússia


Bem simples e breve:
revela o sol que degela...
Topázios na neve!

Gilberto de Almeida
23/03/2013


Haicai e flores - IV


Magnífico, atônito.
Cultiva elegância altiva .
Beleza de acônito.

Gilberto de Almeida
23/03/2013


sexta-feira, 22 de março de 2013

Haicai e flores - III



- Presente singelo!
- dirão, talvez, do açafrão.
Lilás e amarelo.

Gilberto de Almeida
22/03/2013


Haicai e flores - II


Nem verso, nem prosa.
Falácia da flor de acácia,
que diz que é mimosa!

Gilberto de Almeida
22/03/2013


Haicai e flores - I



A brisa serena
balança, tecendo a dança
da flor de açucena!

Gilberto de Almeida
22/03/2013


sábado, 2 de março de 2013

Sobre as videiras


De longe, eu avisto algo estranho
- dessas ilusões passageiras! -
ou será que o sol se esparrama,
com versos, o brilho e a chama,
nessa paz que não tem tamanho,
deitado por sobre as videiras?

Gilberto de Almeida
02/03/2013


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Guardador de Rebanhos - XXI

(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento...

Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural.

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade.
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...