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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

sábado, 16 de janeiro de 2016

Haicai e flores - XLIV


Nem verso, nem prosa:
- afeto é o seu dialeto.
Linguagem de rosa...

Gilberto de Almeida
16/01/2016


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Haicai e flores - XLIII


Na noite de insônia
que tenho, vejo o desenho;
a flor de Helicônia.

Gilberto de Almeida
15/12/2015



Veja, no vídeo abaixo, como esse desenho foi realizado pelo artista: 




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Haicai e flores - XLI


Chega de martírios:
- Invista (vá ao florista!)
num ramo de lírios.

Gilberto de Almeida
27/11/2015


Haicai e flores - XLII


Pedindo que asiles
perdão em teu coração,
floresce a Amarílis.

Gilberto de Almeida
27/11/2015


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Haicai e flores - XL


Não sei se é matéria...
É prece! É luz que enternece
ao sol, a Alstroeméria...

Gilberto de Almeida
15/01/2015




sábado, 15 de novembro de 2014

Haicai e flores - XXXIX


Mas quando sorrires,
sincera, estarei à espera...
Serás Flor de Íris!

Gilberto de Almeida
15/11/2014



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sabiá



Ah! Sabiá...
Sabiá, sabiá, como eu queria
ser como você!

Você no meio fio,
enquanto a vida dos outros 
passa apressada
e a sua ainda
nem começou...

Você que nem nasceu ainda
e não cometeu erros,
só viveu!

Você que pode, sabiá,
- veja bem, porque esse é um conselho que lhe dou; 
um conselho de quem não pode
e de quem não sabe,
mas se atreve -

você que pode, sabiá,
quando nascer pela primeira vez,
suba ao céu em linha reta,
sem parar em parte alguma:

- não descanse no poleiro
da ilusão;
negue-se a si mesmo a desventura de pousar no lodo
do egoísmo;
Esqueça o repouso passageiro 
no galho da árvore venenosa
do orgulho;

mas antes de tudo isso,
porque você pode, sabiá,
quando nascer pela primeira vez,
estenda as mãos
- que terá! -
aos corações necessitados e viva
em comunhão com o céu que te espera!

Se digo isso, é porque já não posso;
já trago as cicatrizes de quem
descansou
e pousou
e repousou
e não estendeu
e não viveu!

Você que pode,
siga direto!
Nem pare para me dizer olá,
que eu, daqui, que não posso,
tentarei ser sabiá!

Gilberto de Almeida
07/11/2014


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pétalas de Luz


Eram pétalas de luz
na manhã 
de sol.

Já não eram vermelhas,
mas no tom
 do amor...

Eram pétalas de amor
na manhã 
de Deus...

Gilberto de Almeida
25/08/2014


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Natureza em ciclos


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Os sinais e o padrão... Ah!... Há o ar da poesia nisso!
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Gilberto de Almeida
08/08/2014


domingo, 27 de julho de 2014

O Guardador de Rebanhos - XXXI

(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr do rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.

Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo, mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Hacai e flores - XXXVII


Parece que diz:
- "E agora? O amor foi embora?".
Foi não, Flor-de-Lis...

Gilberto de Almeida
29/09/2013



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Haicai e flores - XXXVI


Um plano que engendro:
- na noite em que o amor me açoite,
virar Rododendro...

Gilberto de Almeida
27/09/2013



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Haicai e flores - XXXV


Às vezes me encanto,
não penso nem tenho senso...
Vai ver... Lisianto!

Gilberto de Almeida
26/09/2013




sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Guardador de Rebanhos - XXVIII

(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Li hoje quase duas páginas
Do livro dum poeta místico,
E ri como quem tem chorado muito.

Os poetas místicos são filósofos doentes,
E os filósofos são homens doidos.

Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.

Mas flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras;

E se os rios tivessem êxtases ao luar,
os rios seriam homens doentes.

É preciso não saber o que são flores e pedras e rios
Para falar dos sentimentos deles.
Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,
É falar de si próprio e dos seus falsos pensamentos.
Graças a Deus que as pedras são só pedras.
E que os rios não são senão rios,
E que as flores são apenas flores.
Por mim, escrevo a prosa dos meus versos
E fico contente,
Porque sei que compreendo a Natureza por fora;
E não a compreensão por dentro
Porque a Natureza não tem dentro;
Senão não era a Natureza.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Haicai e flores - XXXIV


Ao longe estou vendo,
lá onde o poente esconde...
a luz... é a Calêndula!

Gilberto de Almeida
06/09/2013




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O Guardador de Rebanhos - XXVII

(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Só a Natureza é divina, e ela não é divina...

Se falo dela como de um ente
É que para falar dela preciso usar a linguagem dos homens
Que dá personalidade às cousas, 
E impõe nome às cousas.

Mas as cousas não têm nome nem personalidade;
Existem, e o céu é grande e a terra larga,
E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...

Bendito seja eu por tudo quanto sei.
Gozo tudo isso como quem sabe que há o sol.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reflexão ao cair da noite












Quando o sol decide recolher-se,
no final do dia,
e estica aqueles braços compridos e luminosos 
para puxar o manto estrelado da noite;

quando o sol vai se aconchegando no horizonte,
parece convidar nosso pensamento -
como o faz com o mar, onde se deita - ,
a uma reverente
reflexão...

Gilberto de Almeida
30/08/2013



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O Guardador de Rebanhos - XXV

(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como.. Natureza.
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.

Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.