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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Força criadora


Feliz de quem consegue compreender
 a íntima substância da palavra,
essência revestida de poder, 
que tanto retifica quanto agrava.

Quais flechas de desdém, de maldizer,
quais golpes de impiedosa e dura clava,
se inventa de acusar e distorcer,
devasta, prejudica, anula, entrava.

No entanto, o mesmo verbo, se perdoa,
se pródigo de amor, brando e irrestrito,
é amparo que reergue uma pessoa,

é voz de paz no seio do conflito,
é impulso edificante que abençoa,
é Força Criadora do Infinito!

Gilberto de Almeida
07/01/2019

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Trovas da Vida - X e XI


Acertando ou enganado
todo mundo tem direito
de, escutando a consciência,
ver as coisas do seu jeito.

Gilberto de Almeida
07/12/2018

Aliás, quem foi que disse
que há, no mundo, um jeito certo?
A verdade é mais furtiva
que a miragem no deserto!

Gilberto de Almeida
07/12/2018


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Prisioneiro


Gilberto de Almeida
05/12/2018


domingo, 11 de novembro de 2018

Força inata


Erguer
na vida
a per-
vertida...

Poder
da lida
enter-
necida.

Atento,
o amor
isento

resgata
a for-
ça inata.

Gilberto de Almeida
11/11/2018


sábado, 10 de novembro de 2018

Trovas da Vida - IX


Sobre a paz, há uma verdade
dolorosa, mas segura:
- Não tem paz quem a deseja;
só tem paz quem a procura!

Gilberto de Almeida
10/11/2018


Aborto


Mil anjos em luto.
Inepto, ainda, o concepto,
expulso do útero.

Gilberto de Almeida
10/11/2018

Pena de morte


Matar é verbo ausente no vernáculo
do Cristo, do cristão e de quem mais
cultiva, da consciência, no cenáculo,
brandura, compaixão, amor e paz.

Sequer do criminoso, o espetáculo
da pena derradeira (esse fugaz
narcótico dos néscios, o pináculo
do engodo)..., nunca a morte lhe compraz!

Banhado na serena luz da prece,
chorando, condoído, a rasa pena
o servidor do Cristo se entristece

ao golpe da mortal insensatez.
Porém, nem ao carrasco, ele condena, 
pois traz gravado n'alma o "não julgueis"...

Gilberto de Almeida
08/11/2018


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O processo


Os candidatos.
As pessoas.
A natureza.

Processo eleitoral.
Diálogo.
A fauna.

Debate.
Debate.
Embate.

Deselegância.
Pugilato.
Predação.

Acusações.
Rupturas.
Morte.

Fim do Processo.
Fim da amizade.
Fim da vida.

Gilberto de Almeida
05/11/2018

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Trovas da Vida - VIII


Que bom seria, no mundo,
se procurássemos mais
que corrigir as pessoas
viver nossa vida em paz.

Gilberto de Almeida
24/10/2018


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Trovas da Vida - VII



A violência no mundo
é forjada a cada instante
em que o pai não mostra ao filho
como amar seu semelhante.

Gilberto de Almeida
22/10/2018


Partidarismo (Trovas da vida VI)


Defender um candidato
deixa a pessoa cega.
Se ele afirmar, ela apoia;
Se ele negar, ela nega!

Gilberto de Almeida
22/10/2018



terça-feira, 18 de setembro de 2018

O pleito


Lá vai a multidão, arrebatada,
no antigo pugilato da ilusão.
Embora conhecida, a mesma estrada,
por ela, entorpecidos, todos vão!

Um clama - poucos pensam! - outro brada
e cada qual possui a solução...
Ninguém, contudo, escapa da cilada
na qual despreocupados cairão.

Amados meus, mostrai sabedoria:
- não é das aparências que se faz
o dom da liderança que irradia 

justiça, entendimento, amor e paz.
Buscais por vosso líder? Eu diria:
- olhai, no coração, o que ele traz!

Gilberto de Almeida
18/09/2018


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O ego


Gilberto de Almeida
10/09/2018

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Eu, Alberto e a chuva


Estávamos eu e o Alberto sob a chuva.

Estávamos ali, surpreendidos pelo temporal. Poderíamos retornar para o aconchego da varanda, mas não; ali estávamos, ali ficamos. Cada um em seu processo contemplativo pessoal.

Quebrando o silêncio íntimo em que nos submergira aquele marulhar de gotas estalando na relva, pensei no cuidado de Deus... Em como ele amava sua criação, como regava as plantas, saneava a atmosfera, reabastecia os rios, os lençóis freáticos... A chuva era a música da bondade de Deus, uma sinfonia cujos acordes tocavam o solo e molhavam os ouvidos com amor... 

Alberto, em silêncio, braços estendidos como se desejasse ampliar a superfície do corpo para receber cada gota de chuva, não se movia.

Depois de alguns instantes, ambos absortos naquele devaneio íntimo, meu amigo comentou:

- É muito bom quando a chuva bate no corpo. As gotas caem com uma força macia sobre  a gente. Quase nada neste mundo cai com uma força macia sobre o corpo da gente...

Foi então que me dei conta de que a sinfonia molhada que eu escutava era também macia, uma sinfonia macia, molhada e generosa, de Deus... 

E sob aquela percepção do Alberto, tão mais concreta e sensual que a minha, senti que tudo estava absolutamente correto, que a chuva era forte e macia, mas que também era chuva de amor Divino. 

E esse entendimento - na verdade, essa certeza interior - me trazia paz. Imensa paz. Tão grande quanto as maneiras que existem de sentir a chuva. Tão grande quanto a liberdade de senti-la.

De fato, naqueles instantes em que a chuva forte já se fora e tudo que restava no mundo era uma tépida garoa, contentava-me saber que Deus permitia a cada um sentir e pensar como quisesse. Contentava-me saber que tudo estava certo. 

E ali estávamos e ali ficamos, aos raios do sol que sempre vem após a chuvarada.

Gilberto de Almeida
09/01/2018


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Menos um


Como sempre, na contra-mão.
Sou eu.
E não me importo.

Todos querem o tal do pensamento crítico.
Deus, livrai-me do criticismo.

Todos querem.
Deus livrai-me de querer.
Ou pelo menos, de querer do meu modo.

Gilberto de Almeida
28/12/2016


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tela em branco


Não há um porquê!
É apenas uma sensação.

Depois do natal,
depois de um bem sentido natal,
em que, por alguns instantes,
tomamos posse de nós mesmos,
furtando-nos às frivolidades acessórias;

depois desse natal,
em que, apartados da sintonia comum,
permitimos ao Cristo invadir-nos a alma;

Depois desse natal
estaremos diante de uma tela em branco...

Um convite.

Gilberto de Almeida
08/12/2016


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Natal é ensaio


Natal é ensaio;
humanidade é espetáculo.

Aqui se treina
doação e afeto;
ali se realiza.

Natal é laboratório;
humanidade é campo.

Aqui se experimentam
luzes artificiais;
ali se ilumina.

Natal é banquete;
humanidade é fartura (e fome!).

Aqui se devora
quitutes e guloseimas;
ali se alimenta.

Natal é prelúdio;
humanidade é sinfonia.

Aqui se inicia
o entendimento fraterno;
ali se ama.

Natal é primário;
humanidade é superior.

Aqui engatinhamos
no entendimento coletivo;
ali nos diplomamos.

Que o ensaio natalino
desperte a humanidade.

Aqui somos chamados
ao exercício do bem;
ali realizamos.

Gilberto de Almeida
07/12/2016


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Hoje também é dezembro


Hoje é dezembro, segundo;
o que, a outra questão,
quase tudo reduz:

- por onde, no mundo,
(onde é que estarão?)
os discípulos de Jesus?

Gilberto de Almeida
01/12/2016

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Auto-parodiando, "Hoje é dezembro"


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Hoje é dezembro


Hoje é dezembro, primeiro;
o que tudo reduz
à questão essencial:

- será verdadeiro
que ainda é Jesus
o motivo do natal?

Gilberto de Almeida
01/12/2016


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Todo dia é natal


Quando eu morrer, 
uma parte imaginária de tudo isto desvanecerá.
Com o corpo, perecerão todas as coisas efêmeras que fiz.

O que restar, em meio a essa desolação fantasiosa,
nascerá das sementes de eternidade que porventura eu houver plantado.

Quando eu morrer, 
no entanto, 
uma parte significativa de tudo isso renascerá.

Porque, para o Espírito, todo dia é natal!

Gilberto de Almeida
30/11/2016