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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Sentido único


Gilberto de Almeida
11/01/2019


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Lá vai o senhor


Lá vai o senhor
de nobre expressão,
pois se ele não for,
mancebos irão.

Será que é amor
será que é ilusão?...
Mas se ele não for,
mancebos irão.

Talvez, por supor,
de todo o salão,
que a mais bela flor 

lhe deva atenção,
recebe um favor:
- dramático "não"!!!

Gilberto de Almeida
08/01/2019


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Poesias da Vida - XLII

(Juliana Landim)

A moça do caixa do supermercado nem olhou pra mim!

- Tem cartão fidelidade?
(não esboçou nenhum sorriso, nenhuma expressão facial)
- Não, senhora!

- Nota fiscal com bônus e rastreamento de despesas?
(impávida!)
- Não, obrigada!

Mas, não sei por que raio de motivo, eu decidi que ela também era filha de Deus!

Colocou as sacolas plásticas sobre o balcão, para que eu embalasse as compras!
Nenhum olhar na minha direção, continuava sem sorrir!

Já que ela era filha de Deus, merecia o meu amor!

- Vinte e cinco reais! - anunciou!
(a maior cara de falta de amigos!)

Decidi irradiar amor... 
Amor fraterno...
Lá de dentro do meu coração... 
Já me viram fazer isso? Acho que nem eu!

Enquanto eu remexia a carteira, ela começou a embalar minhas conpras!

Eu revirando a carteira! 
Mentalmente, continuava a irradiar amor...

Paguei!

De repente , ela abriu um sorriso, me entregou as compras embaladas, 
pousou olhos meigos nos meus e proclamou:
- Boa noite, menina. Vai com Deus!

De uma só vez, fez tudo que não tinha feito ainda!

Arrepiou!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Poesias da Vida - XLI

(Juliana Landim)

O sujeito parou o carro displicentemente
sobre a faixa de pedestres.

Coitado!
Não deveria saber que era proibido!
Não deveria saber que as pessoas atravessam as ruas pelas faixas de pedestres!

Mas eu vi quando ele reparou no marronzinho
(um espécie de fiscal de trânsito mal-encarado que há por aqui!).

E também percebi quando o marronzinho olhou para ele.
Deve ter acontecido uma aula de legislação de trânsito
por telepatia,
porque o homem deu marcha-a-ré
liberando a faixa de pedestres!

Agora, falando sério:
- Precisava do marronzinho?



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Poesias da Vida - XL















(Juliana Paula Landim)

Carregando minha bandejinha, 
com um café expresso e um copo de água com gás,
reparei na leitura da outra freguesa:

- Cidadania no Brasil - Era o título!

- Bacana, pensei!

Mais nada.

Depois, sentadinha na cadeira,
o meu livro era outro.
Era o livro da vida
que eu leio por onde estou.

No balcão tinha um cinquentão,
bonitão,
roupa simples,
olhar tranquilo...
Também ia pedir um café...

Mas foi aí que um sessentão,
na estica -
Chique no Úlrtimo!,
Grife pra todo lado,
do sapato ao gel de cabelo -
se enfiou na frente:

- Tira um puro e um com leite pra mim! -
ordenou à balconista!

Leram bem:
- Ordenou!

Não tinha palavrinha mágica!
Não tinha pronome de tratamento (já aprendi o que é isso!),
nem ao menos tinha um tom interrogativo amenizador,
tipo:

- A Srta 'poderia' tirar um puro e outro com leite pra mim?

Além disso passou na frente do bonitão -
tadinho! -
sem a menor cerimônia...

Fiquei com raiva!

O cinquentonitão olhou para a balconista 
como querendo se desculpar pelo outro...
E olhou para outro
como quem não acredita no que vê!

O sem-cerimônias não olhou pra ninguém!
Deu a ordem e foi sentar numa mesa
fazendo ares de Tô-nem-aí!

E eu olhei pra todo mundo,
e pra moça leitora no outro canto,
que não tinha percebido nada,
entretida com a "Cidadania no Brasil"!

Euzinha pensei -
E até que pra isso eu sou boa -
que no Brasil se precisa mesmo,
léguas antes de Cidadania,
é de pura Educação!!!!!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Poesias da Vida - XXXIX

(Juliana Paula Landim)

Difícil não generalizar
quando se trata de uma questão de gêneros,
por isso me abstenho.
Nem tento!

A diferença entre a mulher e o homem
no que diz respeito 
ao arrepio que percorre a espinha,
passando por todo o corpo,
e atinge o último fio de cabelo
é nada mais
que o local onde ele se origina:

Na mulher,
ele se inicia no coração,
apenas!

No homem,
em algum outro lugar,
apenis!


domingo, 19 de maio de 2013

Poesias da Vida - XXXVIII


(Juliana Paula Landim)

Nasci na década errada,
mano!

Não sou a tal romântica
que chega a nascer séculos depois,
mas pelo menos umas décadas depois do que eu merecia,
ah!, isso eu nasci!

Cara,
minha turma juntou num fretado
e desandou a cantar!

Tchan-tchan-tchan-tchan...

Rolou cachora popozuda
porque o movimento era sexy
e o robocop era gay!

Minha amiga, dona Florentina,
foi daí pra baixo
(em todos os sentidos que a senhora queira pensar)!

Definitivamente, nasci na década errada!

Ou no planeta errado!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Poesias da Vida - XXXVII

(Juliana Paula Landim)

Trabalhar numa repartição pública
cercada de homens
não é fácil!

Sinto muito, marcianos,
mas educação e higiene são fundamentais
e parece não existir disso
lá no planeta de onde vocês vêm!

Por isso me questiono,
a cada dia
se vale mesmo a pena
por causa de alguns centímetros de linguiça
levar pra casa um porco inteiro...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Poesias da Vida - XXXVI

(Juliana Paula Landim)

Um Menestrel da vida dura,
violão colado ao peito
e a inspiração de quem procura
beleza no dia a dia
ofereceu aos passageiros
do jeito que dava jeito
um amor de poesia.

Não pediu por dinheiro,
mas é claro que quem quisesse
poderia lhe dar um vintém
ou lhe fazer uma prece...

Até aí tudo bem,
Mas tem algo que me toca a ferida:
- É gente de cara amarrada!

Minha amiga; meu camarada,
se tu tá avesso da vida
não desconta no pobre coitado:
- que vá procurar namorado!
- que vá procurar namorada!


Poesias da Vida - XXXV

(Juliana Paula Landim)

Tem gente que não pode dirigir
nem a própria razão;
razão
pela qual
não pode dirigir
a razão dos outros!

Pobre da pessoa que o motorista do ônibus
deixou para traz
na parada.

E trancou as portas por dentro
para que ninguém saísse
para avisar o pobre
retardatário!

E berrava!

Numa ira que não era deste mundo!

E todos os passageiros
ficamos imaginando
que o infeliz abandonado
perdera seus compromissos,
suas bagagens
e sua fé na bondade humana!

E eu fui tomada de um sentimento alienígena
de maldade...

Tem gente que não pode dirigir
nem a própria razão;
razão
pela qual
não pode dirigir
um ônibus!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Poesias da Vida - XXXIV

(Juliana Paula Landim)

Os sambistas alegres
de escolas campeãs,
nos delírios de febre
de todas as manhãs,
eles não comemoram!

...

Em seus deslizes
ficam felizes
se os outros choram!


domingo, 20 de janeiro de 2013

Poesias da Vida - XXXIII

(Juliana Paula Landim)

Amar... E eu que era má?


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Poesias da Vida - XXXII

(Juliana Paula Landim)

O senhor da bilheteria
do metrô,
calvo e carrancudo
nem olhou pra mim!

Pegou dinheiro,
deu troco
nem sei como;
sem me olhar!

Primeiro quis ficar irritada,
mas procurei ser cristã!

O coitado devia ser daquele jeito,
carrancudo,
porque o seu trabalho
era ficar o dia todo
naquele guichê
apertado!

Fiquei com dó, 
mas pensei
se não seria o contrário:

Será que o seu trabalho
não era ficar o dia todo
naquele guichê
apertado,
porque o coitado era daquele jeito,
carrancudo?

Fiquei com dó
e não mais pensei!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Poesias da Vida - XXXI

(Juliana Paula Landim)

Falando mesmo em pedágio,
Do que os tais se vangloriam?
Até na extorsão há plágio!

É uma praga, esse contágio
que os romanos já extorquiam,
mas - por César - com deságio!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poesias da Vida - XXX

(Juliana Paula Landim)

Não tenho carro!
Às vezes volto do trabalho de carona
com a Renata, minha amiga,
mas agora ela viajou!

Outro dia estava com ela
e um balde de testosterona
passou voando baixo pela esquerda
e grudou na traseira do carro que ia à frente!

E ficou grudado!
Até que resolveu sair pela direita!

Ego dilatado, era perceptível!
Muita testosterona, claro!
Pouca inteligência, com certeza!
Nenhuma maturidade, é lógico!

Não gastava nem cinco minutos com um tipo desses!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Poesias da Vida - XXIX

(Juliana Paula Landim)

Não sou feminista - vivo noutra época!
Agradeço às feministas do passado,
que me abriram as portas
(coisa que os homens já não fazem mais!)!

Sem rancor,
tenho meu emprego,
tenho minha dignidade,
tenho meu respeito.

Por isso tudo, agradeço às feministas do passado.

Mas não sou feminista - vivo noutra época!
Não luto por direitos das mulheres;
luto por direitos das pessoas!
Sempre!

Acontece que ontem eu estava num bar
e havia três pessoas e duas cadeiras;
os dois homens se sentaram,
e deixaram a mulher em pé...

Um senhor que estava em outra mesa
(senhor de outra época, por certo!)
levantou-se e levou a própria cadeira para a moça se sentar.
Achei lindo!
Ela recusou; ele insistiu!
Ela recusou de novo; ele insistiu de novo!
Ela recusou!

Quando o senhor voltou ao seu lugar
nenhum dos dois homens teve a inspiração
de o imitar
e a mulher continou em pé...

Então, irritada, me perguntei o que eu seria, de verdade:

seria eu feminista (apesar de não admitir o rótulo!),
            por reivindicar o direito a uma cadeira para aquela mulher;
ou seria machista,
            por considerar a hipótese da fragilidade feminina?

Definitifamente, tenho impressão (não definitiva!)
de que não sou feminista
- e gostaria de viver noutra época!





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Poesias da Vida - XXVIII

(Juliana Paula Landim)

Já tive uma casa.
Vendi.

Já tive um carro.
Vendi.

Já tive cartão de crédito.
Vendi.

Já tive princípios e crenças e valores morais.

Ainda bem que nem tudo no mundo é comércio!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Poesias da Vida - XXVI

(Juliana Paula Landim)

Descobri que tenho alergia ao leite
E também tenho uma TPM do caralho
(eu sei que isso não existe
e você sabe que é força de expressão,
então não enche o saco - que eu também não tenho!).

O Problema agora é o chocolate!
Só existem três maneiras de enfrentar uma TPM lascada;
- Comendo chocolate (não posso mais!);
- Comendo chocolate sem lactose (horrível!);
- Não comendo chocolate (lasquei-me!).

Então vambora na última que Deus dá o frio conforme o cobertor!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Poesias da vida - XXV

(Juliana Paula Landim)

Se existe poesia num banheiro,
devia ser naquele.

Tinha uns vasos de violeta
sempre que eu ia.
E perfume!

Mas, se existia poesia num banheiro,
ela acabou.

Porque a última energúmena que usou
- e que deve andar por aí que nem uma dondoca! -
não deu a descarga!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Poesias da Vida - XXIV

(Juliana Paula Landim)

Me dá um biju?

Sempre tive vontade de pedir, mas não pedi!

O homem que vende, está no mesmo semáforo há uns vinte anos.
A mesma camisa xadrez azul e branca,
A mesma boina acinzentada,
A mesma cara de bravo.

Mas vejo simpatia nele.
Trabalha de sol a sol, como eu! Me identifico!
Deve ter mulher, filhos pra cuidar.
Só que eu já mudei de emprego três vezes.
Ele continua lá. Firme! Admiro!

Deve ser um bom emprego.
Não tem chefe,
Não tem rádio pião,
Não tem cobrança,
E ele conseguiu ficar vinte anos.

Passou por mim com a mesma cara de bravo.
De repente bateu um sentimento de tristeza...

O semáforo abriu.

Me dá um beiju?
Fiquei com vontade de pedir, mas não pedi.