(A Marcia)
Estava pensando...
a boa história ainda ecoa
na estrada em que eu ando.
No nosso recato,
a vida nos deu guarida:
por tudo sou grato.
Só levo comigo
o som do quanto foi bom;
o resto é esquecido.
E erguendo o sextante
respeito o que já foi feito,
porém sigo adiante.
Gilberto de Almeida
27/11/2012
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O mar e a pedra
Ela era durona, Não se impressionava. Manteve-se calada...
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
Ela no silêncio...
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
Ela, impaciente, decidiu, por fim, falar:
- Deixa de onda!
Ele, insistente:
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
- Me faz cócegas!
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
- Você só faz espuma!
- Eu venho e ... CABRUUUUM!
- Você só quer tirar uma casquinha!
Ele recuou...
Pensou um pouco e disse:
- Você não me conhece direito!
Só vê a superfície.
Sou mais profundo que isso!
Mas ela, como sempre, foi durona:
- Pensa que eu não leio o seu blogue?
Pensa que eu não sei que esta semana mesmo
você estava de ressaca
por causa dalguma palmeira?
CABRUM!
Gilberto de Almeida
07/11/2012
Parodiando Bons Ventos (Eu mesmo)
sábado, 27 de outubro de 2012
Vingança da natureza!
Ontem você estava fria.
Deixou-me sentado
debaixo dos meus galhos
e seguiu o seu caminho...
Diante de mim, o abismo!
Gilberto de Almeida
27/10/2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Pra não machucar a flor
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
o classificado
(Christiana Nóvoa)
procura-se homem de espírito
complexo
sem vício moral
para nexo oral
implícito
que explicar tá difícil
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/09/o-classificado.html
procura-se homem de espírito
complexo
sem vício moral
para nexo oral
implícito
que explicar tá difícil
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/09/o-classificado.html
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O amor de verdade
(Vicente Galeano)
O amor divino, pleno e bento
que tem as bases na verdade
é a liga interna do cimento
que junta a parte à sua metade;
mas se esse amor é hostil, ciumento,
então é amor daninho, que há de
morrer de amor num só momento
mas não brilhar na eternidade!
O amor divino, pleno e bento
que tem as bases na verdade
é a liga interna do cimento
que junta a parte à sua metade;
mas se esse amor é hostil, ciumento,
então é amor daninho, que há de
morrer de amor num só momento
mas não brilhar na eternidade!
domingo, 19 de agosto de 2012
Estamos Aqui
![]() |
| Ilustração: Vânia Medeiros |
(Raiça Bomfim)
entre
dois
palavra que se diga e ouça
silêncio em que dois corpos caibam
calma pra olhar
calma pra ser
mergulhar e emergir
dissolver os tempos
sepultar os mortos
o amor existe nas divisas
reforçar os laços
desatar os nós
Veja também no Blog da autora:
http://raibomfim.blogspot.com.br/2012/06/estamos-aqui.html
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Compensação por uma separação litigiosa

O prenúncio da morte é um sonho de paz...
À barqueira o que pede a barqueira
e as angústias ficaram pra trás!
Gilberto de Almeida
07/08/2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
sopa de letrinhas
(Christiana Nóvoa)
de A a Z
tudo é seu nome
que eu não sei ler
no caos da fome
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/07/sopa-de-letrinhas.html
de A a Z
tudo é seu nome
que eu não sei ler
no caos da fome
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/07/sopa-de-letrinhas.html
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Ecologia Cama Leoa
- Predatismo: a Zebra é a caça
- e se a coisa muda sem porquê e, bra-
da Leoa;
- Parasitismo: Ela caça;
ele à toa.
- Priapismo: Ele a caça;
ela ecoa.
Mas escuta um pouquinho:
- e se a coisa muda sem porquê e, bra-
vo como uma preda no meio do caminho,
o leão caça a leoa?
Aí dá Zebra!
Gilberto de Almeida
20/06/2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Soneto da gratidão
(para minha ex-esposa, Marcia)
Um soneto - não a base
- dos momentos que se vão
sem nenhuma culpa (ou quase)
com genuína gratidão...
Se permito que extravase
como lágrimas, no chão,
a candura, numa frase
do meu próprio coração,
minha alma segue ilesa
no que sinto e não se vê.
Tenho apenas a certeza
(menos certa que sentida)
de que o afeto por você
permanece além da vida!
Gilberto de Almeida
07/06/2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Abraço e melodia
De que adianta um abraço
se a ternura não alça
as alturas do espaço
como em passos de valsa?
Se há afeição, o compasso,
na harmonia, realça
a estreiteza do laço
e não há quem desfaça.
Eis o abraço que alcança
o andamento seleto
de exclusivo dueto;
musical aliança
em que o abraço podia
se tornar melodia.
Gilberto de Almeida
29/05/2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Quadrilha
(Carlos Drummond de Andrade)
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Saudade
(Clarice Lispector)
Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro
para uma unificação inteira
é um dos sentimentos mais urgentes
que se tem na vida.
Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro
para uma unificação inteira
é um dos sentimentos mais urgentes
que se tem na vida.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Seio que eu quero
Seio que eu quero,
é somente o teu:
com tato,
celular,
vivo...
é somente o teu:
com tato,
celular,
vivo...
Mas pra tudo começar...
Sei o que eu quero:
- é
somente o teu contato celular vivo!
Gilberto de Almeida
24/05/12
a pedra
(Christiana Nóvoa)
perder o ar
as águas o ferro o fogo
o chão
perdoar é perder
o jogo e poder pedir
perdão
.
Vejam também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/04/a-pedra.html
perder o ar
as águas o ferro o fogo
o chão
perdoar é perder
o jogo e poder pedir
perdão
.
Vejam também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/04/a-pedra.html
terça-feira, 22 de maio de 2012
Haicais Acrósticos - Série "CIO"
Cio é feminino.
Inquieto, precisa afeto:
Ordem do Divino.
Cruzaram-se as pernas
Imunes ao olhar impune:
Cruzaram-se as pernas
Imunes ao olhar impune:
Olhar das cavernas!
Cadê essa mulher?
Ilesa? Se estava acesa...
Onde ela quiser.
Calafrio que vem
Intenso e encontra
propenso
O corpo de alguém!
Contrai sem parar
Interno, o órgão materno!
Ondas de assustar...
Calorosamente,
Insana a água que emana
O orvalho da gente.
Cheia de receio,
Inflama quando sua mama
Ousa virar seio.
Corada ela estava,
Inchada, a alma molhada
Onde ele a tocava.
Cuidado, não entre!
Intruso no órgão
confuso:
O seu baixo ventre!
Cega sensação
Inventa, aumenta e ainda tenta
Ocluir a razão.
Cuidando da gente,
Instinto doido, faminto
Ofuscando a mente.
Cheiro de calor
Invade, causa a vontade
Ornada de amor.
Chama-me esse doce
Instinto. Juro que eu
sinto
O amor agridoce.
Com o corpo ereto,
Imagem de uma bobagem...
Orgasmo no Teto!
Casal a gemer:
Idílio que acaba em
filho.
Ousado Prazer.
Como dança cega
Impondo aos dois esse
som (do)
Olodum da entrega...
Contigo eu quero
Ir fundo ao fim deste
mundo,
Ou me desespero!
Casa-te comigo?
Imploro que o faças: moro
Onde for contigo!
Gilberto de Almeida
13/04/2012
Falta homem, falta hímen
Elas dizem que falta
homem;
eles, que falta hímen.
Às vezes, por isso nem
dormem
por mais que o contrário
afirmem.
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