(Vicente Galeano)
De que maneira aprenderei
com o problema que não tive?
Como avançar em meio à grei
se me detém suave aclive?
Do sofrimento, se eu errei,
Deus!, peço então, que não me prive:
- que eu seja sempre, em minha lei,
não quem reclama, mas quem vive!
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
Mostrando postagens com marcador Vicente Galeano. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Se plantamos, colhemos
(Vicente Galeano)
Que chances temos de esperar
se, loucos, nela derramarmos
veneno, que água dum lugar
nos mate a sede, se a bebermos?
- Mais certo é que nos vá matar,
como nos mata - ou torna enfermos -
o mal que o homem lança ao ar...
Aqui se planta! Aqui colhemos!
Que chances temos de esperar
se, loucos, nela derramarmos
veneno, que água dum lugar
nos mate a sede, se a bebermos?
- Mais certo é que nos vá matar,
como nos mata - ou torna enfermos -
o mal que o homem lança ao ar...
Aqui se planta! Aqui colhemos!
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Bem servir
(Vicente Galeano)
Só o bom trabalho que se empenha
em bem servir, em compaixão,
constrói caminho que nos venha
levar ao pórtico onde estão
as glórias do amor - eis a senha!
O amor autêntico e cristão,
no bem servir, acende a lenha
que inflama e aquece o coração!
Só o bom trabalho que se empenha
em bem servir, em compaixão,
constrói caminho que nos venha
levar ao pórtico onde estão
as glórias do amor - eis a senha!
O amor autêntico e cristão,
no bem servir, acende a lenha
que inflama e aquece o coração!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Caminho da paz
(Vicente Galeano)
Quem dera a gente - a humanidade! -
se dedicasse, convencida,
a superar, na nossa lida,
a indiferença, ainda que tarde,
e o amor flagrante que nos arde
no peito - a chama reprimida -
levasse a todos, nesta vida,
com seu calor, a caridade!
Quem dera a gente - a humanidade! -
se dedicasse, convencida,
a superar, na nossa lida,
a indiferença, ainda que tarde,
e o amor flagrante que nos arde
no peito - a chama reprimida -
levasse a todos, nesta vida,
com seu calor, a caridade!
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Médico, o que fazes?
(Vicente Galeano)
Médico, médico! O que fazes?
Que são diploma, a mente aguda,
os seguidores contumazes
e a conta bancária poupuda,
se não distrações perspicazes?
Faz mais. Sê humilde! O amor desnuda!
Com teu trabalho faz as pazes
e não mais finge: vai e ajuda!
Médico, médico! O que fazes?
Que são diploma, a mente aguda,
os seguidores contumazes
e a conta bancária poupuda,
se não distrações perspicazes?
Faz mais. Sê humilde! O amor desnuda!
Com teu trabalho faz as pazes
e não mais finge: vai e ajuda!
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Recomeçar
(Vicente Galeano)
Começar de novo é o processo
de trabalhar da natureza!
Se tropeçamos por fraqueza,
mais força a Deus, humilde, eu peço!
Pois toda falha é luz acesa
por sobre a estrada do progresso
e a nova chance é um ato expresso
da mais divina gentileza!
Começar de novo é o processo
de trabalhar da natureza!
Se tropeçamos por fraqueza,
mais força a Deus, humilde, eu peço!
Pois toda falha é luz acesa
por sobre a estrada do progresso
e a nova chance é um ato expresso
da mais divina gentileza!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
A Imensidão da Alma
(Vicente Galeano)
A nossa mente é uma janela
aberta, que se traz à palma
da mão, inquieta sentinela!
A mente, hei de limpar com calma
do pensamento que a esfacela,
da angústia, do rancor, do trauma,
e espero revelar mais bela
que a mente, a imensidão da alma.
A nossa mente é uma janela
aberta, que se traz à palma
da mão, inquieta sentinela!
A mente, hei de limpar com calma
do pensamento que a esfacela,
da angústia, do rancor, do trauma,
e espero revelar mais bela
que a mente, a imensidão da alma.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A Maior Festa que há na Vida
(Vicente Galeano)
Se nossa roupa preferida
trocamos por roupa de festa,
por que motivo se protesta
quando o nosso Pai nos convida,
e a um canto, se larga esquecida
a roupa que já não nos presta,
pois vamos, após vida honesta,
à festa maior que há na vida?
Se nossa roupa preferida
trocamos por roupa de festa,
por que motivo se protesta
quando o nosso Pai nos convida,
e a um canto, se larga esquecida
a roupa que já não nos presta,
pois vamos, após vida honesta,
à festa maior que há na vida?
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Feliz em Servir
(Vicente Galeano)
Aquele ser que tem a sorte
de ser chamado - e a Deus ouvir -
não a ganhar, mas a servir,
só lhe desejo: seja forte!
pois Deus não dá a quem não suporte
missão de santo ou de faquir,
mas quem, humilde, persistir,
será feliz, além da morte!
Aquele ser que tem a sorte
de ser chamado - e a Deus ouvir -
não a ganhar, mas a servir,
só lhe desejo: seja forte!
pois Deus não dá a quem não suporte
missão de santo ou de faquir,
mas quem, humilde, persistir,
será feliz, além da morte!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Amigos Incentivadores
(Vicente Galeano)
Amigos incentivadores
estão sempre perto de nós...
Eles testam nossos valores
mais pelos contras que por prós!
E é certo: enfrentaremos dores
se escutarmos sua voz!
Mas vamos amar tais favores
ao fim desta vida, ou após!
Amigos incentivadores
estão sempre perto de nós...
Eles testam nossos valores
mais pelos contras que por prós!
E é certo: enfrentaremos dores
se escutarmos sua voz!
Mas vamos amar tais favores
ao fim desta vida, ou após!
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
A benção do perdão
(Vicente Galeano)
Se, injustiçado, for alguém
punido ou acusado em vão
pela maldade ou for refém
de astúcia e ingrata traição,
ainda assim tal homem tem
a seu dispor recurso tão
sublime que redunda em bem
divino: a benção do perdão!
Se, injustiçado, for alguém
punido ou acusado em vão
pela maldade ou for refém
de astúcia e ingrata traição,
ainda assim tal homem tem
a seu dispor recurso tão
sublime que redunda em bem
divino: a benção do perdão!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Noss'alma
(Vicente Galeano)
Ninguém na vida me convence
que alguém existe que 'inda possa
tirar-me o bem que me pertence!
Tem gente até que se destroça
se perde um pouco do que tem; [se]
a vida, de algo, os desapossa!
Mas haverá algum pertence?
- não basta a alma, que é, já, nossa?
Ninguém na vida me convence
que alguém existe que 'inda possa
tirar-me o bem que me pertence!
Tem gente até que se destroça
se perde um pouco do que tem; [se]
a vida, de algo, os desapossa!
Mas haverá algum pertence?
- não basta a alma, que é, já, nossa?
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Empréstimo
(Vicente Galeano)
Um jovem, tomado de paz,
dizia ter sido assaltado:
levaram do pobre rapaz
os ganhos escassos, coitado...;
dizia: - Deus sabe o que faz
e deve ter, sim, precisado
daquela quantia fugaz
que antes me havia emprestado!
Um jovem, tomado de paz,
dizia ter sido assaltado:
levaram do pobre rapaz
os ganhos escassos, coitado...;
dizia: - Deus sabe o que faz
e deve ter, sim, precisado
daquela quantia fugaz
que antes me havia emprestado!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Quisera...
(Vicente Galeano)
Quisera eu ser competente
e amenizar o teu dilema;
dizer-te, enfim: - não há problema
que não esteja tão somente
a perturbar a nossa mente
se ela o escuta; se é pequena!
Dizer-te: - Deus - Vida Suprema! -
te quer feliz eternamente!
Quisera eu ser competente
e amenizar o teu dilema;
dizer-te, enfim: - não há problema
que não esteja tão somente
a perturbar a nossa mente
se ela o escuta; se é pequena!
Dizer-te: - Deus - Vida Suprema! -
te quer feliz eternamente!
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O amor de verdade
(Vicente Galeano)
O amor divino, pleno e bento
que tem as bases na verdade
é a liga interna do cimento
que junta a parte à sua metade;
mas se esse amor é hostil, ciumento,
então é amor daninho, que há de
morrer de amor num só momento
mas não brilhar na eternidade!
O amor divino, pleno e bento
que tem as bases na verdade
é a liga interna do cimento
que junta a parte à sua metade;
mas se esse amor é hostil, ciumento,
então é amor daninho, que há de
morrer de amor num só momento
mas não brilhar na eternidade!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Ferramenta de Deus
(Vicente Galeano)
Algum castigo, uma tormenta,
o sofrimento que aparece -
zombando, hostil, dalguma prece -
e a paz de espírito afugenta,
mais nada são que ferramenta
de Deus, tomado de benesse,
que nos redime e enobrece,
nos testa, molda e reinventa!
Algum castigo, uma tormenta,
o sofrimento que aparece -
zombando, hostil, dalguma prece -
e a paz de espírito afugenta,
mais nada são que ferramenta
de Deus, tomado de benesse,
que nos redime e enobrece,
nos testa, molda e reinventa!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Consolação para o pai que perdeu um filho
(Vicente Galeano)
Querido pai em desalento
que chora o filho a quem quis bem,
mas, pela morte (anjo cruento!)
foi conduzido para o além;
oh!, pai que chora o seu rebento,
compreendo o atroz pesar que tem...
Mas, lembra, sempre, em teu tormento,
que Deus jamais olvida alguém!
Querido pai em desalento
que chora o filho a quem quis bem,
mas, pela morte (anjo cruento!)
foi conduzido para o além;
oh!, pai que chora o seu rebento,
compreendo o atroz pesar que tem...
Mas, lembra, sempre, em teu tormento,
que Deus jamais olvida alguém!
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Verniz de santidade
(Vicente Galeano)
Negar à pobre alma indefesa,
a mais prosaica caridade
sob o argumento sem clareza
de que a pobreza é má vontade,
parece ardil de gente presa
ao vão sofisma a que se ade;
parece escusa da avareza
em seu verniz de santidade.
Negar à pobre alma indefesa,
a mais prosaica caridade
sob o argumento sem clareza
de que a pobreza é má vontade,
parece ardil de gente presa
ao vão sofisma a que se ade;
parece escusa da avareza
em seu verniz de santidade.
domingo, 22 de julho de 2012
Procura
(Vicente Galeano)
Discernimento, amor, ternura,
o ser sereno...
Minh'alma firme, a paz, conjura
e eu me algemo
ao laços suaves da brandura,
o meu terreno,
enquanto, lúcida, procura
o Ser Supremo.
Discernimento, amor, ternura,
o ser sereno...
Minh'alma firme, a paz, conjura
e eu me algemo
ao laços suaves da brandura,
o meu terreno,
enquanto, lúcida, procura
o Ser Supremo.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Caridade
(Vicente Galeano)
A caridade, sempre atenta,
acolhe e cuida da ferida;
é como a mãe que, desnutrida,
dá ao filho o seio que amamenta;
a pele e osso, reduzida
já não tem forças (santa e benta!),
mas, mesmo enferma, ela alimenta
o florescer de nova vida.
A caridade, sempre atenta,
acolhe e cuida da ferida;
é como a mãe que, desnutrida,
dá ao filho o seio que amamenta;
a pele e osso, reduzida
já não tem forças (santa e benta!),
mas, mesmo enferma, ela alimenta
o florescer de nova vida.
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