Sentado agora no trem,
de repente, houve um dilema:
- a meu lado, celulares
donos de duas mulheres!
Sem celular eu, porém -
antes de errado pensares -
escrevi este poema...
Ademais, o que tu queres?
Gilberto de Almeida
02/03/2013
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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sábado, 2 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Trem Urbano - II (A caminho da estação)
Rasgando a faixa de pedestres
o carro ultrapassa
a toda!
Parece desejar que tudo,
por pura pirraça,
exploda!
E eu quase vejo como a vida
por pouco não passa
e roda!
Gilberto de Almeida
01/03/2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Cenas em um Shopping - XXVII
(O Espelho Envenenado)
Por sob o cabelo vermelho
passou de nariz empinado
a própria soberba, em pessoa!
Mas eu que, por lá, andava à toa
pensei se ela não tinha espelho
ou se ele estava envenenado!
Gilberto de Almeida
28/02/2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Cenas em um Shopping - XXVI
Tal como ela vinha,
sem atenção
e afoita,
deixou a mocinha,
a educação
na moita.
Gilberto de Almeida
27/02/2013
Trem Urbano - I
Aí Cai do Trem
Onde é que se viu?
Nem bem cabem cem,
mas entram uns mil!
Gilberto de Almeida
27/02/2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Cenas em um Shopping - XXIV
No restaurante,
a mesa ao lado me mostrou
o que eu já sabia:
telefones celulares
também são controles-remotos
que acionam o sorriso
das pessoas!
Gilberto de Almeida
03/02/2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Cenas em um Shopping - XXIII
A mídia e as multidões mandaram
na maioria da moçada:
no almoço o hambúrguer americano
em meio a muita mostarda.
Gilberto de Almeida
30/01/2013
Poesias da Vida - XXXIV
(Juliana Paula Landim)
Sabem a porta com detetor de metais
nos Bancos?
Sabem a senhorinha com algum cacareco de metal na bolsa,
que por mais que ela tire coisas de dentro
e tire coisas
e tire coisas
a porta insiste em travar?
Sabem o sujeito impaciente que sempre existe na fila,
que pragueja,
que amaldiçoa o banco,
amaldiçoa o vigilante (que está só fazendo o trabalho dele),
amaldiçoa a senhorinha (que está só querendo entrar);
e que todo mundo está errado
e só ele que está certo?
E que diz assim:
Só trava quando é gente de bem!
Se fosse um bandido passava reto!
Pois bem, um dia, no meu sonho,
ia entrar uma senhorinha, quando a porta apitou!
Até aí tudo igual!
Mas o vigilante, dessa vez caridoso,
a deixou entrar.
Na confiança!
E o sujeito impaciente entrou em seguida e dentro do banco foi rendido quando a senhorinha de bem tirou de dentro da bolsa um AK-47.
E o sujeito impaciente parecia uma mocinha sem impaciência nenhuma pois a avozinha bandoleira o fez engolir testosterona
miudinho com salsicha
e duas azeitonas!
Sabem a porta com detetor de metais
nos Bancos?
Sabem a senhorinha com algum cacareco de metal na bolsa,
que por mais que ela tire coisas de dentro
e tire coisas
e tire coisas
a porta insiste em travar?
Sabem o sujeito impaciente que sempre existe na fila,
que pragueja,
que amaldiçoa o banco,
amaldiçoa o vigilante (que está só fazendo o trabalho dele),
amaldiçoa a senhorinha (que está só querendo entrar);
e que todo mundo está errado
e só ele que está certo?
E que diz assim:
Só trava quando é gente de bem!
Se fosse um bandido passava reto!
Pois bem, um dia, no meu sonho,
ia entrar uma senhorinha, quando a porta apitou!
Até aí tudo igual!
Mas o vigilante, dessa vez caridoso,
a deixou entrar.
Na confiança!
E o sujeito impaciente entrou em seguida e dentro do banco foi rendido quando a senhorinha de bem tirou de dentro da bolsa um AK-47.
E o sujeito impaciente parecia uma mocinha sem impaciência nenhuma pois a avozinha bandoleira o fez engolir testosterona
miudinho com salsicha
e duas azeitonas!
domingo, 27 de janeiro de 2013
Cenas em um Shopping - XXI
Enquanto eu aguardo,
por breve minuto,
o olhar distraído,
num canto qualquer,
reparo a mulher
com seu diminuto
vestido tingido
- talvez leopardo!
E o que eu noto, então,
é o cinto de couro
e a bolsa de classe;
e o brinco de ouro
talvez compensasse
a própria ilusão!
Gilberto de Almeida
27/01/2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Cenas em um Shopping - XX
Uma mini na
correria cuida de outra
mini na
medida do possível!
Gilberto de Almeida
24/01/2013
correria cuida de outra
mini na
medida do possível!
Gilberto de Almeida
24/01/2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Poesias da Vida - XXXII
(Juliana Paula Landim)
O senhor da bilheteria
do metrô,
calvo e carrancudo
nem olhou pra mim!
Pegou dinheiro,
deu troco
nem sei como;
sem me olhar!
Primeiro quis ficar irritada,
mas procurei ser cristã!
O coitado devia ser daquele jeito,
carrancudo,
porque o seu trabalho
era ficar o dia todo
naquele guichê
apertado!
Fiquei com dó,
mas pensei
se não seria o contrário:
Será que o seu trabalho
não era ficar o dia todo
naquele guichê
apertado,
porque o coitado era daquele jeito,
carrancudo?
Fiquei com dó
e não mais pensei!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Cenas em um Shopping - XVIII
Tantos vestidos floridos de todas as idades
encheram minha terça-feira de primavera
em pleno verão!
Gilberto de Almeida
10/01/2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
Cenas em um Shopping - XVII
Na livraria do Shopping,
a funcionária virou
para atender ao freguês
que perguntava onde estava
a poesia, os poemas.
Seu sorriso inesperado,
tão pungente, confessou:
- a poesia sou eu
e o poema, já se sabe:
você irá escrever depois!
E disse isso de tal forma
que foi como se tivesse
dito mesmo o que não disse;
E disse isso de tal forma
que mesmo não tendo dito,
profetizou-se um poema!
Gilberto de Almeida
29/12/2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Cenas em um Shopping - XV
No interior do shopping,
pessoas em fila,
bem paradinhas,
bem organizadinhas
aguardavam diante de um balcão
onde uma plaqueta dizia:
SEM
PARAR
Gilberto de Almeida
28/12/2012
Cenas em um Shopping - XIV
Pelo shopping passeavam
um jovem tagarela
e seu cachorro.
Os dois sem focinheira!
Gilberto de Almeida
28/12/2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Poesias da Vida - XXX
(Juliana Paula Landim)
Não tenho carro!
Às vezes volto do trabalho de carona
com a Renata, minha amiga,
mas agora ela viajou!
Outro dia estava com ela
e um balde de testosterona
passou voando baixo pela esquerda
e grudou na traseira do carro que ia à frente!
E ficou grudado!
Até que resolveu sair pela direita!
Ego dilatado, era perceptível!
Muita testosterona, claro!
Pouca inteligência, com certeza!
Nenhuma maturidade, é lógico!
Não gastava nem cinco minutos com um tipo desses!
Não tenho carro!
Às vezes volto do trabalho de carona
com a Renata, minha amiga,
mas agora ela viajou!
Outro dia estava com ela
e um balde de testosterona
passou voando baixo pela esquerda
e grudou na traseira do carro que ia à frente!
E ficou grudado!
Até que resolveu sair pela direita!
Ego dilatado, era perceptível!
Muita testosterona, claro!
Pouca inteligência, com certeza!
Nenhuma maturidade, é lógico!
Não gastava nem cinco minutos com um tipo desses!
domingo, 25 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Eu e Alberto, sem vampiros, nem lobisomens
Para quê levar o Alberto ao cinema?
Fiz essa pergunta em meu íntimo, muito antes das imagens de vampiros e lobisomens começarem a aparecer na tela.
Foi por isso que mantive o Alberto no bolso e de lá ele não saiu até que a seção terminasse.
Por que mostrar a ele, que tanto acreditava no que via, aquilo que, no seu vilarejo, jamais haveria de ver?
Por que mostrar justo a ele, que já era feliz sem isso?
E o filme acabou. E o Alberto saiu do bolso.
E não houve maneira de fazê-lo entender que raios era o tal do cinema!
Gilberto de Almeida
21/11/2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Eu e Alberto, na cafeteria
Faz tempo que não explico: eu sempre trago o Alberto no bolso, ou na maleta, ou no pensamento. Exceto, talvez, quando estou em Santorini, ou quando estou em companhia da Elettra Rossellini (ou de alguém tipo ela)!
Nesse dia eu estava na cafeteria, no Shopping Center, em São Paulo, pouco antes do horário do cinema. Deixei o Alberto sobre a mesa e pedi dois cafés expressos, com acúcar.
Ele já tinha tomado café antes, claro, mas não esse. Não o expresso. E não com açúcar. Somente com açúcar mascavo.
Vieram os dois cafés, água com gás, biscoitinho.
E o Alberto adorou.
Ele quis mais um. E mais outro. E mais água com gás. E mais biscoitinho!
E saiu da cafeteria querendo voltar.
E eu me senti muito mal.
Como se tivesse oferecido maconha a uma criança de cinco anos.
Gilberto de Almeida
20/11/2012
Nesse dia eu estava na cafeteria, no Shopping Center, em São Paulo, pouco antes do horário do cinema. Deixei o Alberto sobre a mesa e pedi dois cafés expressos, com acúcar.
Ele já tinha tomado café antes, claro, mas não esse. Não o expresso. E não com açúcar. Somente com açúcar mascavo.
Vieram os dois cafés, água com gás, biscoitinho.
E o Alberto adorou.
Ele quis mais um. E mais outro. E mais água com gás. E mais biscoitinho!
E saiu da cafeteria querendo voltar.
E eu me senti muito mal.
Como se tivesse oferecido maconha a uma criança de cinco anos.
Gilberto de Almeida
20/11/2012
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