Pesquisar neste blog

terça-feira, 20 de março de 2012

Ninguém é o que parece

(Luís Fernando Veríssimo)

Ninguém é o que parece
ou o que aparece.
O essencial não há quem enxergue.
Todo mundo é só a ponta
do seu iceberg.


Luis Fernando Veríssimo - Sem Título I

(Luis Fernando Veríssimo)

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?

segunda-feira, 19 de março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Estou precisando de lua

José Gilberto Tristão de Almeida
(publicado no jornal "O Comércio da Franca" em 12/03/1950
- dedicado a Cornélia de Almeida)


Os teus olhos
e o teu sorriso
são três pedaços de lua.
E é de lua que eu preciso.


Estou precisando de lua prá reformar minha vida.

Mas, da lua, o meu pensamento
dista uma grande subida.


Estou precisando de lua

mas não quero lua difícil,
distante, inatingível, morta.
Quero lua mas é concreta,
palpável, bonita, etecetera.


Quero lua do teu olhar

e lua do teu sorriso:
- São três pedaços de lua,
dessa lua que eu preciso.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Preciso de Você

(dedicado a Caio C. Braga)

Preciso de você.
Você é minha fé,
Meu carinho,
Meu calor.
Preciso de você para viver,
Pois você é minha vida,
Meu grande amor.

Carolina G. Almeida
(14/03/2012)

terça-feira, 13 de março de 2012

Amor Geométrico

(Bastos Tigre)

O meu amor é um círculo; evidente
É que o centro do amor é o coração;
Ando há muito buscando uma tangente
Ou seja – um pé – para pedir-te a mão.


Deste-me corda e eu digo francamente
Que abrir o “arco” procuro agora em vão;
Cupido, o deus menino onipotente,
Fundo cravou-me a “flecha”, o maganão!


Do círculo do amor calculo a área:
pr2… e a mente vária
Sinto, enquanto a paciência se me esvai.


Conheço pi (valor aproximado);
O que, porém, me deixa atrapalhado
É o “quadrado do raio”, que é teu pai!


Carrossel Urbano

Tantos acontecimentos vãos, tormentos nulos, lixo, escória na memória,
Na história, caravana invadindo o cérebro complexo,
Se esvaindo pelos plexos desconexos
Pela mente confusa, dormente, reticente, reclusa...

Tanta desgraça ronda a praça tonta,Vai tomar as residências, esquivas cadências a fugir do ar,
Penitências a afligir o andar no mar, domar o mar.
Martírios, delírios de ver a cidade em clausura
Domiciliar, dormir, conciliar, sem conseguir par...

A lasca do concreto urbano, a carrasca no decreto, o dano
Não está dando, inundando, quando tudo se contorce em completo casuísmo,
Autismo, o autismo louco e ébrio esgarça e arregaça o cérebro complexo
Se esvaindo pelos plexos...
Desconexos...

Gilberto de Almeida
(por volta de 1992)


segunda-feira, 12 de março de 2012

Da Discrição

(Mário Quintana)

Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...

Da Felicidade

(Mário Quintana)

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!