(Oswald de Andrade)
No Pão de Açúcar
De Cada Dia
Dai-nos Senhor
A
Poesia
De Cada Dia
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
terça-feira, 3 de abril de 2012
3 de maio
(Oswald de Andrade)
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Relicário
(Oswald de Andrade)
No baile da Corte
Foi o Conde d'Eu quem disse
Pra Dona Benvinda
Que farinha de Suruí
Pinga de Parati
Fumo de Baependi
É comê bebê pitá e caí
No baile da Corte
Foi o Conde d'Eu quem disse
Pra Dona Benvinda
Que farinha de Suruí
Pinga de Parati
Fumo de Baependi
É comê bebê pitá e caí
Nada disso
A
gente pode torcer, aprimorar, altear, limar
E encontrar um poema;
A gente pode juntar as letras formando um desenho concreto
E encontrar um poema;
A gente pode até não torcer, nem juntar
E encontrar um poema.
Mas quando a poesia encontra a alma,
então nada disso tem importância.
Gilberto de Almeida
02/04/2012
E encontrar um poema;
A gente pode juntar as letras formando um desenho concreto
E encontrar um poema;
A gente pode até não torcer, nem juntar
E encontrar um poema.
Mas quando a poesia encontra a alma,
então nada disso tem importância.
Gilberto de Almeida
Sem inspiração
Os versos se vão.
Do lixo,
meu desperdício
caído no chão.
Gilberto de Almeida
31/03/2012
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