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terça-feira, 3 de abril de 2012

Escapulário

(Oswald de Andrade)

No Pão de Açúcar
De Cada Dia
Dai-nos Senhor
A Poesia
De Cada Dia


3 de maio

(Oswald de Andrade)

Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi


Relicário

(Oswald de Andrade)

No baile da Corte
Foi o Conde d'Eu quem disse
Pra Dona Benvinda
Que farinha de Suruí
Pinga de Parati
Fumo de Baependi
É comê bebê pitá e caí


Oferta

(Oswald de Andrade)

Quem sabe
Se algum dia
Traria
O elevador
Até aqui
O teu amor


Porca Miséria



Gilberto de Almeida
03/04/2012

Nada disso

A gente pode torcer, aprimorar, altear, limar
E encontrar um poema;

A gente pode juntar as letras formando um desenho concreto
E encontrar um poema;

A gente pode até não torcer, nem juntar
E encontrar um poema.

Mas quando a poesia encontra a alma,
então nada disso tem importância.


Gilberto de Almeida
02/04/2012


Sem inspiração

Os versos se vão.
Do lixo, meu desperdício
caído no chão.


Gilberto de Almeida
31/03/2012

Velejar


Carícia da brisa,
maneira de feiticeira
que flerta e que alisa...


Gilberto de Almeida
29/03/2012



Pacata aliança


Pacata aliança.
Montanha. Mas não se acanha.
 No lago ela dança.


Gilberto de Almeida
29/03/2012

Dor

(Àqueles que foram vítimas das torcidas organizadas)

Gilberto de Almeida
28/03/2012