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terça-feira, 1 de maio de 2012

Soneto da Confiança em Deus


D e toda vida, reste apenas puro azar,
e xistirá, contudo, Força, nalgum canto...
U m mês, um ano ou dois, enfim, é quanto,
s e ainda houver vontade firme de mudar?



Q ue venham, pois, as minhas contas a acertar:

u m infortúnio, o engano, as dúvidas, o pranto,
e xtremo sofrimento, dores, perdas, tanto
r umor quanto destrato: é a época e o lugar!



M isantropia atroz, receio do futuro

e enquanto me fizeram tímido e inseguro,
u rdiram trama indigna; agora eu os domino!



B lindado do papel de vítima iludida

e nfrento a vida dando vida à minha vida,
m as certo de que Deus é paz no meu destino!

Gilberto de Almeida
01/05/2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Essa Covinha... V

José Gilberto Tristão de Almeida
(Publicado no jornal “O Comércio da Franca” – Ano desconhecido)



Se devo nos meus versos ter a graça
que em teu sorriso em teu semblante mora,
prefiro, por modelo, leve taça
embebida de luz e alvor da aurora

Concha que o sol primaveril abraça
e o sol de inverno levemente cora,
gota serena, límpida, sem jaça
que em teu olhar, às vezes, se demora.

Se, no cantar, primeiro que a beleza
dos versos, é a da imagem que dá gôsto,
eu quero celebrar da natureza

aquilo que melhor nela está posto
tomando, ao teu perfil, bela princesa,
essa covinha que tu tens no rosto.


Encontrei um coração

Passei prá dar um oi,
encontrei um coração.
Mas ela já se foi!
Foi não, foi não...

Gilberto de Almeida
30/04/2012

domingo, 29 de abril de 2012

Canção do Dia de Sempre

(Mário Quintana)

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,


Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...


O tempo

(Mário Quintana)

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


Um haicai sobre amizade

Queria que todos os meus amigos soubessem
Que sempre só os quero bem.
Será que vocês não esquecem?

Gilberto de Almeida
29/04/2012


By, Depressão!

Quando eu acordei foi como
Se eu tivesse acordado de um coma.
Mas como saber se foi como
Se eu nunca tinha estado em coma?

Gilberto de Almeida
29/04/2012


Vida prá Sempre

Tem gente que entra na vida
Da gente e a vida da gente
Nunca mais será a vida
De antigamente.

Gilberto de Almeida
29/04/2012

Andorinha Matreira



















Gilberto de Almeida
29/04/2012

sábado, 28 de abril de 2012

Estrada das Cruzes

Pela estrada das cruzes
na escuridão trafeguei...
Só a estrada, sem luzes
na noite que  enfrentei.

- O que há lá, meu pai?
Por que tantas cruzes enfileiradas
a ladear a estrada nesta noite escura,
sem estrelas nem brilho?
- Meu pai, o que nos espera?

Eu não sabia. - Eu não sei!

O que sei somente é que... ai
daquele que procura
assustar meu filho.
Esse verá o pai
se transformar em fera!

Gilberto de Almeida
28/04/2012