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domingo, 13 de maio de 2012

Relacionamentos, Tormentos

O destino que herdei
Quando nasci menino
Estava além dos meus temores:
- Ter que me relacionar
Com alguém do sexo feminino,
(o que é um teatro de horrores!)
Ou optar por ser “Gay”
(opção da qual, declinei.).

Assim, chego à conclusão
- Eu cá, com meus tormentos -
De que, em matéria de relacionamentos
A melhor opção
É nenhuma das anteriores!

13/05/2012
Gilberto de Almeida


sábado, 12 de maio de 2012

Dualidade - II

O bendito do meu cérebro estava ali na esquina colado com aracnoide. Coloquei o dito cujo no lugar e não é que agora as idéias não vêm?

Cérebro solto é cérebro feliz!

Vou ficar só de fora olhando...

Gilberto de Almeida
12/05/2012

Vinte anos de reclusão

Escrever um poema é fácil!
O difícil foi ficar vinte anos sem fazer isso!

Gilberto de Almeida
12/05/2012

Lobby Supermarcado!

- Por favor, me entenda,
Não quero parecer drástico!
Veja como faz sentido:
Poluir será permitido
Enquanto os supermercados
Puderem lucrar com a venda
Das sacolinhas de plástico!

Gilberto de Almeida
12/05/2012


Os Teus Catorze Anos

(Dedicado a minha filha, Carolina)

Perguntei, tempos atrás
- E desses tempos, que saudade! - 
Chegando da maternidade
Com um pacotinho de você:
- E agora, o que a gente faz?
- Como cuidar do bebê?


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Pô, ética!


Manter a coerência?

- Só se eu fosse poste!

Manter a decência?

- Em cada novo desafio.


Gilberto de Almeida
11/05/2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sintaxe Feminina

(Bastos Tigre)

Leio: “Meu bem não passa-se um só dia
Que de você não lembre-me”… Ora dá-se!
Mas que terrível idiossincrasia
Este anjo tem às regras de sintaxe!


Continuo: “Em ti penso noite e dia…
Se como eu amo a ti, você me amasse!
“Não! É demais! Com bruta grosseria
A gramática insulta em plena face!


Respondo: “Sofres? Sofrerei contigo…
Por que razão te ralas e consomes?
Não vês em mim teu dedicado amigo?


Jamais, assim, por teu algoz me tomes!
Tu me colocas mal! Fazes comigo
O mesmo que fizeste com os pronomes!”…


Vou-me embora prá Pasárgada


(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Poema Condicional, Reflexivo e Pronominalmente Incorreto

Se esquece da gente,
Se inventa a prioridade,
Se ignora o necessário,
Se destaca a miséria,
Se desmorona o salário,
Se glorifica a inutilidade,
Se justifica o acidente,
Se arrebenta uma artéria,

Se barganha o voto,
Se corrompe a lei,
Se elege o ignoto,
Se compra até rei,
Se vende o juiz,
Se inventa a emenda,
Se faz a merenda

E se destrói o país?

Gilberto de Almeida
(Por volta de 1992)


Poema sem Título - I

José Gilberto Tristão de Almeida
(Recuperado de manuscrito – Data desconhecida)


Se eu sentisse, de mais perto, a vida,
como as flores sentem,
cumprindo, em breves dias,
seu destino plano,
então cairia feliz,
como as pétalas,
que caem
suavemente...
com acenos de alegria