(Christiana Nóvoa)
perder o ar
as águas o ferro o fogo
o chão
perdoar é perder
o jogo e poder pedir
perdão
.
Vejam também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/04/a-pedra.html
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
O pulsar
(Christiana Nóvoa)
no vidro o sereno
cintila
um brilho fraco
o dia escorre
ameno
da noite escura
na vida o que é luz
nunca morre
nem perdura
: sol, logo duvido
menos do buraco
negro da pupila
que procura
.
Vejam também no site da poeta:
http://www.novoaemfolha.com/2012/04/o-pulsar.html
no vidro o sereno
cintila
um brilho fraco
o dia escorre
ameno
da noite escura
na vida o que é luz
nunca morre
nem perdura
: sol, logo duvido
menos do buraco
negro da pupila
que procura
.
Vejam também no site da poeta:
http://www.novoaemfolha.com/2012/04/o-pulsar.html
Fractal
A paisagem amanheceu na minha porta.
Estampada no céu paulistano, ali estava.
Como se Deus me dissesse
com esse nascer do sol
- nebuloso e doce -
que, se alguém quisesse sumir com a Via Láctea,
que o fizesse.
Pois Ele sempre teria
mais um truque surpreendente no bolso!
Gilberto de Almeida
24/05/2012
Estampada no céu paulistano, ali estava.
Como se Deus me dissesse
com esse nascer do sol
- nebuloso e doce -
que, se alguém quisesse sumir com a Via Láctea,
que o fizesse.
Pois Ele sempre teria
mais um truque surpreendente no bolso!
Gilberto de Almeida
24/05/2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Fale comigo
Utilize esse espaço para deixar qualquer comentário, perguntar o que quiser. Você pode se identificar ou permancecer anônimo(a). É mais uma forma de nos comunicarmos.
Seja sempre bem vindo(a).
Gilberto.
Seja sempre bem vindo(a).
Gilberto.
Outro Turno
Para mim está claro
que noturno de Chopin
(eu me refiro ao “opus”
nove, número dois)
estava escuro.
Assim mesmo
tenho a convicção de que
ele se iluminou
e trouxe alegria à
tristeza
que deixou para o
diurno.
Gilberto de Almeida
23/05/2012Nove haicais enquanto parado na greve!
Como é que se atreve
a vida a parar a vida
por causa da greve?
a vida a parar a vida
por causa da greve?
terça-feira, 22 de maio de 2012
Haicais Acrósticos - Série "CIO"
Cio é feminino.
Inquieto, precisa afeto:
Ordem do Divino.
Cruzaram-se as pernas
Imunes ao olhar impune:
Cruzaram-se as pernas
Imunes ao olhar impune:
Olhar das cavernas!
Cadê essa mulher?
Ilesa? Se estava acesa...
Onde ela quiser.
Calafrio que vem
Intenso e encontra
propenso
O corpo de alguém!
Contrai sem parar
Interno, o órgão materno!
Ondas de assustar...
Calorosamente,
Insana a água que emana
O orvalho da gente.
Cheia de receio,
Inflama quando sua mama
Ousa virar seio.
Corada ela estava,
Inchada, a alma molhada
Onde ele a tocava.
Cuidado, não entre!
Intruso no órgão
confuso:
O seu baixo ventre!
Cega sensação
Inventa, aumenta e ainda tenta
Ocluir a razão.
Cuidando da gente,
Instinto doido, faminto
Ofuscando a mente.
Cheiro de calor
Invade, causa a vontade
Ornada de amor.
Chama-me esse doce
Instinto. Juro que eu
sinto
O amor agridoce.
Com o corpo ereto,
Imagem de uma bobagem...
Orgasmo no Teto!
Casal a gemer:
Idílio que acaba em
filho.
Ousado Prazer.
Como dança cega
Impondo aos dois esse
som (do)
Olodum da entrega...
Contigo eu quero
Ir fundo ao fim deste
mundo,
Ou me desespero!
Casa-te comigo?
Imploro que o faças: moro
Onde for contigo!
Gilberto de Almeida
13/04/2012
Falta homem, falta hímen
Elas dizem que falta
homem;
eles, que falta hímen.
Às vezes, por isso nem
dormem
por mais que o contrário
afirmem.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Balada do Solitário
(Guilherme de Almeida)
Edifiquei certo castelo
por uma esplêndida manhã:
brincava o sol, quente e amarelo,
numa alegria incauta e sã.
E eu quis fazer, ó louco anelo!
desse palácio encantador
o ninho rico, mas singelo,
do teu, do meu, do nosso amor.
Por isso, em vez do som do duelo
tinindo em luta heróica e vã,
fiz soluçar um "ritornello"
em cada ameia ou barbacã...
Depois, tomando o camartelo,
alto esculpi, dominador,
esse brasão suntuoso e belo
do teu, do meu, do nosso amor.
De que serviu? se elo por elo
dessa paixão de alma pagã
rompeste a golpes de cutelo,
ó minha loira castelã?
Hoje estou só, sozinho, e velo
por este imenso corredor
que corre, corre paralelo
ao teu, ao meu, ao nosso amor.
OFERTÓRIO
A ti, Princesa, eu te revelo
esta canção, que um trovador
virá cantar pelo castelo
do teu, do meu, do nosso amor!
Edifiquei certo castelo
por uma esplêndida manhã:
brincava o sol, quente e amarelo,
numa alegria incauta e sã.
E eu quis fazer, ó louco anelo!
desse palácio encantador
o ninho rico, mas singelo,
do teu, do meu, do nosso amor.
Por isso, em vez do som do duelo
tinindo em luta heróica e vã,
fiz soluçar um "ritornello"
em cada ameia ou barbacã...
Depois, tomando o camartelo,
alto esculpi, dominador,
esse brasão suntuoso e belo
do teu, do meu, do nosso amor.
De que serviu? se elo por elo
dessa paixão de alma pagã
rompeste a golpes de cutelo,
ó minha loira castelã?
Hoje estou só, sozinho, e velo
por este imenso corredor
que corre, corre paralelo
ao teu, ao meu, ao nosso amor.
OFERTÓRIO
A ti, Princesa, eu te revelo
esta canção, que um trovador
virá cantar pelo castelo
do teu, do meu, do nosso amor!
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