Luis Fernando Verísssimo
Poema
ideal
é o
que
de cima para baixo e
de baixo para cima
quer dizer o mesmo
como este que
quer dizer o mesmo
de baixo para cima
de cima para baixo e
que
é o
ideal
poema.
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Declaração de amor em vários sabores
(Luis Fernando Veríssimo)
VER-TE
- SÓ VER-TE! -
É SORVER-TE
COMO
UM
SORVETE
VER-TE
- SÓ VER-TE! -
É SORVER-TE
COMO
UM
SORVETE
Luis Fernando Veríssimo - Sem Título II
Uma poesia
não é feita com palavras.
A poesia já existe.
A gente só põe as palavras em
volta para ela aparecer
- como as bandagens do
homem invisível, lembra?
não é feita com palavras.
A poesia já existe.
A gente só põe as palavras em
volta para ela aparecer
- como as bandagens do
homem invisível, lembra?
quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Abraço e melodia
De que adianta um abraço
se a ternura não alça
as alturas do espaço
como em passos de valsa?
Se há afeição, o compasso,
na harmonia, realça
a estreiteza do laço
e não há quem desfaça.
Eis o abraço que alcança
o andamento seleto
de exclusivo dueto;
musical aliança
em que o abraço podia
se tornar melodia.
Gilberto de Almeida
29/05/2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
soneto da boba da corte
(Christiana Nóvoa)
caí aqui de passagem
não tenho carro ou bagagem
vago com a cara e a coragem
de errar e seguir viagem
meu caminhar é ligeiro
num passo ando o mundo inteiro
não me troco por dinheiro
fabrico ouro verdadeiro
confesso que não venci
mas um dia fico rica
rica-de-marré-de-si
o universo está por vir
um verso meu é o que fica
e eu não estou nem aí
caí aqui de passagem
não tenho carro ou bagagem
vago com a cara e a coragem
de errar e seguir viagem
meu caminhar é ligeiro
num passo ando o mundo inteiro
não me troco por dinheiro
fabrico ouro verdadeiro
confesso que não venci
mas um dia fico rica
rica-de-marré-de-si
o universo está por vir
um verso meu é o que fica
e eu não estou nem aí
As sem razões do amor
(Carlos Drummond de Andrade)
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Quadrilha
(Carlos Drummond de Andrade)
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Sol nascente
A clara idade,
quando vem,
rejuvenesce.
E eu desisto daquela vida escuridosa.
Gilberto de Almeida
28/05/2012
quando vem,
rejuvenesce.
E eu desisto daquela vida escuridosa.
Gilberto de Almeida
28/05/2012
Nem por escrito, nem não
Papel não me segura: é vento
Grade não me segura: é ilusão
Lobotomia não me segura: é tempo
E eu saio da escuridão.
Gilberto de Almeida
28/05/2012
Grade não me segura: é ilusão
Lobotomia não me segura: é tempo
E eu saio da escuridão.
Gilberto de Almeida
28/05/2012
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