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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Da rede para o presente do subjuntivo

Que eu curta, que tu curtas, que ele curta
a vida, porque ela é curta.

Só tomemos cuidado:
de tanto curtir,
ela, ainda mais,
encurta!

Gilberto de Almeida
17/06/2012

Lanterna


Divina manhã:
no céu, tecido um véu
de rosas de lã!






Gilberto de Almeida
18/06/2012

domingo, 17 de junho de 2012

Carlitos

       
             Gilberto de Almeida
                  17/06/2012



sábado, 16 de junho de 2012

encontr'haste

foto: José Eduardo Agualusa
(Christiana Nóvoa)

entre as pedras
e a água:

meio-fio
entre a metade
e um inteiro:

vazio
entre as perdas
de janeiro:

rio
.


Veja também no site da autora: http://www.novoaemfolha.com/2012/01/encontrhaste.html


Natureza morta - II (ou Mar Morto)

Fiquei a imaginar, no futuro,
quase sem luz, tudo escuro,
quando, apesar dos pesares,
descobrirem que os sete mares,
não eram sete, mas oito
e, de fato, só existirem seis,
se não vai ficar todo mundo afoito
e fazer nada, outra vez...

Gilberto de Almeida
16/06/2012

Natureza morta - I (ou As Quatro Extrações)


Vim ver no que dava
e hoje, ou tô no calorzinho 
ou tô na obra prima, vera,
que, no futuro... verão?





Gilberto de Almeida
16/06/2012

Vocábulo Perfeito

Procurei de todo jeito,
na cama e mesmo fora do leito;
senti o ar rarefeito
e certa dorzinha no peito,
mas, ainda não satisfeito,
até hoje, quando me deito,
o meu pensamento estreito
procura o vocábulo eleito
que rime com perfeito:
e o melhor que encontro é defeito.

Gilberto de Almeida
16/06/2012

Insuficiência dos Ditames da Razão contra o Poder de Amor

(Manuel Maria Barbosa Du Bocage)

Sobre estas duras, cavernosas fragas,
Que o marinho furor vai carcomendo,
Me estão negras paixões n’alma fervendo
Como fervem no pego as crespas vagas:

Razão feroz, o coração me indagas,
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas:

Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objetos de horror co’a idéia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo:

Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Poesia onde não há via - II

(Mercedes Lorenzo)



Veja também no site da autora: http://mercedeslorenzo.com/galerias/poesia.html


Kundalini

(Christiana Nóvoa)

não sou santa
tenho buda
só descanso
em kama sutra


via dutra
quando alinha
minha espinha
aos chakras teus


é um deus
nos sacuda



Veja também no site da autora: http://www.novoaemfolha.com/2012/02/kundalini.html