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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Haicai no choro


Gilberto de Almeida
29/06/2012


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Telefone sem Fio.

O Kassab não quer dar licença para que se distribua sopão nas ruas;
terá que ser nas tendas da prefeitura.

Kassaram a licença de distribuir só pão nas ruas!
Teerã que se entenda com a prefeitura!

Casaram a princesa e o sultão, às duas!
Terão quitanda de verduras.

No casarão, a princesa, no sótão, está nua.
Tesão, que bunda: e as tetas duras!

No ocaso, a rã e a princesa: a nossa! Esta é a tua!
Jasão e Buda testaram as duas.

Por acaso, a rã faz da alteza a vossa estátua.
O brasão e o escudo atestam: é pura!

Por o casaco de lá altera a nossa estatura:
E a abrasão no escuro é ainda mais dura!

Por acaso essa é a nossa literatura?
Ah, razão! Eu juro:

é só frescura!

Gilberto de Almeida
28/06/2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Agora é Certo!

Eu só estou certo de que o futuro é incerto.
Mas só estou certo disso agora,
no presente,
pois quando a gente se escora
em qualquer intenção
o futuro, que não tem opinião,
chega tranquilo,  e nos desmente!

Gilberto de Almeida
27/06/2012


Consciência Coletiva



Gilberto de Almeida
27/06/2012


terça-feira, 26 de junho de 2012

Amor Campestre

O poema "Amor Campestre" é um programa de computador e não consigo postá-lo no Blogue.

A única maneira que eu testei e funcionou para compartilhá-lo com alguém é o envio por e-mail. Assim, se você tiver interesse, envie um e-mail para gda2021@hotmail.com, solicitando sua cópia. Como tudo neste blogue, é gratuito. Faço apenas pelo prazer de criar.

O poema será enviado como um arquivo compactado e, para abri-lo você terá que, primeiro descompactá-lo.

Ah!, se me enviar esse e-mail solicitando, deixe um comentário aqui avisando, pois abro muito infrequentemente minha caixa de e-mails.

Um fraterno abraço,

Gilberto.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Assim não dá!

Assim não dá!
Não é falta de educação, perdão,
mas para amenizar a situação,
só mesmo com um bom palavrão:
e essa dor nas costas, essa agonia
quero que vá ...
... pra lombociatalgia!

Gilberto de Almeida
25/06/2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Soneto sem controle

Qualquer controle, amigo, é Ilusão:
é superestimar o que tu és,
é crer que tens deitado junto aos pés
aquilo que sequer segura a mão.

Ou pensas tu que vaga direção
na vida tens? Ou que andas num convés
que não balança, livre do revés,
se é outro que conduz a embarcação?

Mas veja este soneto entretecido
no verso heroico, métrico e contido...
Pois, por mostrar-te o quanto não é teu,

eu o darei de almoço para enguias!
Pensaste, então, que o conhecias
se quem o fez -  não tu! - fui eu?

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Pois bem, então mandei o verso heroico para o além
porque esses versos afinal são meus!
E, assim, quem te garante que podes controlar algo ou alguém
se as coisas e as pessoas não são tuas, são de Deus?

Gilberto de Almeida
22/06/2012




quinta-feira, 21 de junho de 2012

esperando galahad

(Christiana Nóvoa)

da feia e tosca taça cheia
de graça que tateia
vazia no escuro
em busca do
homem
puro
.
.
.

Gula - I

O Gorducho engoliu o frango
Com Gim e gengibre, num gole.
Quando o gorducho engoliu o rango,
O gorducho quase se engole.

Gilberto de Almeida
20/11/1999
(de: Poemas com a letra G)

Concerto

Com certo temor,
ao ver as cabecinhas brancas
que chegavam ao concerto
cheguei a imaginar que chegavam
para o conserto.

Gilberto de Almeida
21/06/2012