Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
sábado, 25 de agosto de 2012
Pequenez
Estas silhuetas
minúsculas
desafiam seus medos;
todas divindades
maiúsculas
desvendando segredos!
Gilberto de Almeida
25/08/2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A gente vai Levando...
Falando bom russo,
como dizia o Chico,
aqui no Brasil,
de um jeito ou de outro,
todo mundo vai
levandowski.
Gilberto de Almeida
24¹08/2012
como dizia o Chico,
aqui no Brasil,
de um jeito ou de outro,
todo mundo vai
levandowski.
Gilberto de Almeida
24¹08/2012
Poemas Inconjuntos - IV
(Fernando Pessoa/Alberto Caeiro)
Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos.
Acho-te graça por nunca te ter visto antes,
E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança,
Nem aqui vinhas.
Brinca na poeira, brinca!
Aprecio a tua presença só com os olhos!
Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas.
Brinca! pegando numa pedra que te cabe na mão,
Sabes que te cabe na mão.
Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior?
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos.
Acho-te graça por nunca te ter visto antes,
E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança,
Nem aqui vinhas.
Brinca na poeira, brinca!
Aprecio a tua presença só com os olhos!
Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas.
Brinca! pegando numa pedra que te cabe na mão,
Sabes que te cabe na mão.
Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior?
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
O amor de verdade
(Vicente Galeano)
O amor divino, pleno e bento
que tem as bases na verdade
é a liga interna do cimento
que junta a parte à sua metade;
mas se esse amor é hostil, ciumento,
então é amor daninho, que há de
morrer de amor num só momento
mas não brilhar na eternidade!
O amor divino, pleno e bento
que tem as bases na verdade
é a liga interna do cimento
que junta a parte à sua metade;
mas se esse amor é hostil, ciumento,
então é amor daninho, que há de
morrer de amor num só momento
mas não brilhar na eternidade!
Poesias da Vida - IV
(Juliana Paula Landim)
Contas a pagar
para mim, são assim:
- contas a apagar!
e com a batalhadora esperança
de o incêndio não voltar!
Contas a pagar
para mim, são assim:
- contas a apagar!
e com a batalhadora esperança
de o incêndio não voltar!
Abat-Jour
(Fernando Pessoa - Cancioneiro)
A lâmpada acesa
(Outrem a acendeu)
Baixa uma beleza
Sobre o chão que é meu.
No quarto deserto
Salvo o meu sonhar,
Faz no chão incerto
Um círculo a ondear.
E entre a sombra e a luz
Que oscila no chão
Meu sonho conduz
Minha inatenção.
Bem sei... Era dia
E longe de aqui...
Quanto me sorria
O que nunca vi!
E no quarto silente
Com a luz a ondear
Deixei vagamente
Até de sonhar...
Poesias da Vida - III
(Juliana Paula Landim)
Relógios são objetos!
Sem nenhum valor que não a sua utilidade em medir o tempo!
Algemas são diferentes,
mas às vezes parecem iguais!
Relógios são objetos!
Sem nenhum valor que não a sua utilidade em medir o tempo!
Algemas são diferentes,
mas às vezes parecem iguais!
Poesias da Vida - II
(Juliana Paula Landim)
Não me queixo da vida
e isto é o que eu sou:
- uma mulher de coragem
que ergue a cabeça para seguir
com humildade.
Não me queixo da vida
e isto é o que eu sou:
- uma mulher de coragem
que ergue a cabeça para seguir
com humildade.
A lágrima de amor azul turquesa
Na busca do esplendor e da beleza,
o poeta implora e a natureza chora
a lágrima de amor azul turquesa!
Gilberto de Almeida
24/08/2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Conversa de Pombo
- Do meu pescoço! Sai! O que tu fazes?
- Não faço nada: eu vim catar piolho...
Quem sabe assim a gente faça as pazes!
- Mas não te quero: vê se abre o olho!
- Mas por que não? Em que tu te comprazes?
- Em ti? Não és do tipo que eu escolho.
Por que não vais ciscar com os rapazes?
- Que tens? Irás deixar-me tu de molho?
Acaso sou pior que outro pombo?
- Não és! Mas eu bem sei o que tu queres!
- Que quero, então? Me diz! Sai do biombo!
- Ora! O que os pombos querem das mulheres!
- Assim não sou! Que foi? Levaste um tombo?
Resiste ou sê feliz! Qual tu preferes?
Gilberto de Almeida
23/08/2012
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