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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Poesias da Vida - IX

(Juliana Paula Landim)

Existe poesia
nas maluquices do dia a dia.

Hoje eu andava pela faixa da direita com muito cuidado;
mas como não estivesse disposta
a ficar exposta
à lentidão gutural do trânsito,
dei seta!

Passou uma motoclisseta!
À doida, passou-me ao lado
Zunindo!

Entre as faixas dos carros!
Mas o que foi um sarro
é que o motoclissista
não era qualquer vigarista;

era um marronzinho!

Estrela

(Carolina G. Almeida - Setembro de 2012)

Quem nunca parou para observar as estrelas?
Serão umas mais brilhantes do que as outras?
Ou apenas o simples fato de estarem umas mais longe que as outras?
Não importa!
O que importa, é que não há momento mais mágico,
Do que aquele em que se para, para observar as estrelas.

A passagem

Consegui minha passagem
para o mundo das cartilhas,
mas segui, na séria viagem,
desdenhando, pelas trilhas.

Encantei-me da paisagem
e a paisagem fez suas filhas
nesta Terra, que é miragem
da grandeza onde Tu brilhas!

Só mais tarde, já doente
de saudade milenar,
decidi seguir em frente,

retornando, rumo ao lar.
Foi então que, complacente,
Tu lograste me buscar.


Gilberto de Almeida
04/09/2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Haicai na gandaia

As amigas falam,
no bar, de coisas de amar.
Olhares exalam!

Gilberto de Almeida
03/09/2012

Beijo alheio

Vejo uma pessoa,
e vejo um tremendo beijo,
mas eu fico à toa!

Gilberto de Almeida
03/09/2012

A parábola do semeador

 Aquele que semeava
saiu a semear;

e semeou cores tais
que só mesmo um desapegado
para ouvir o sabor,
o calor e a fantasia
do perfume daquele lugar!
Gilberto de Almeida
03/09/2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Ilusão
















Há muito, muito tempo, havia um lago no fundo da caverna.
Acima da caverna, havia uma grande abertura circular.
E o lago, que via o céu por essa abertura,
pensava que o céu não devia ser redondo,
e tudo aquilo era ilusão;

e ele via as nuvens passarem,
e pensava na estranheza daqueles fantasmas de algodão,
e se entristecia porque acreditava
que tudo aquilo era ilusão;

e à noite as estrelas se moviam de lado a lado,
e parecia existir muito mais de onde elas surgiam
e o lago ficava triste
porque não podia vencer essa ilusão;

e durante o dia vinha o sol,
e por milhões de anos o sol evaporou muitas águas,
e o lago ficava triste pelas águas que partiram,
e se transformaram em ilusão;

e o lago via as nuvens passarem,
e pensava na estranheza daqueles fantasmas de algodão,
e ficava triste porque acreditava
que tudo aquilo era ilusão...

Gilberto de Almeida
02/09/2012

Cenas em um Shopping - VI

- Já pegou seu brinde, moço?

O "moço" agradou o ego, como tinha que ser.
E a moça, produzida para a sedução, não lhe faltava nem o batom
vermelho vivo!

Mas eu, como sou vacinado,
e não adoeço de sedução espúria,
resolvi entrar na brincadeira!

- Só se o brinde puder ser você!

Não podia!

Também não assinei a revista!

Gilberto de Almeida
02/09/2012

Cenas em um Shopping - IV



Sentado na cafeteria
ao ar livre,
sem cobranças, sem pressa...
Um bom momento que tive!
 
Gilberto de Almeida
02/09/2012
 
 

Ao lado do caminho

 
 
Ao lado do meu caminho tinha umas flores
tinha umas flores ao lado do meu caminho.

E que diferença faz se
no meio do caminho existir uma pedra,
se ao lado, existirem flores.
 
E então, que diferença faz?
 
Se ao lado do caminho tiver umas flores,
não faz diferença
se  no meio do caminho tiver umas pedras.
 
Não importa quantas aflorem.
 
Gilberto de Almeida
02/09/2012