(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)
Pensar em Deus é desobedecer a Deus
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Com o Alberto, em Santorini
Tem gente que é mala, mesmo
(e não digo isso a esmo)!
Pois, estava em Santorini
- sem o Alberto - um belo dia
desfrutando a companhia
tipo Elettra Rossellini
quando o bem-bom foi-se embora.
Eis que me viro e, lá fora
- pra provar o que eu lhes falo
(tem gente que é mala, certo?) -
de repente surge o Alberto
desmontando do cavalo!!!
Então, por favor, me fala:
- Esse Alberto, não é mala?
Gilberto de Almeida
20/11/2012
Parodiando Sem o Alberto, em Santorini (meu mesmo)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Poesias da vida - XXV
(Juliana Paula Landim)
Se existe poesia num banheiro,
devia ser naquele.
Tinha uns vasos de violeta
sempre que eu ia.
E perfume!
Mas, se existia poesia num banheiro,
ela acabou.
Porque a última energúmena que usou
- e que deve andar por aí que nem uma dondoca! -
não deu a descarga!
Se existe poesia num banheiro,
devia ser naquele.
Tinha uns vasos de violeta
sempre que eu ia.
E perfume!
Mas, se existia poesia num banheiro,
ela acabou.
Porque a última energúmena que usou
- e que deve andar por aí que nem uma dondoca! -
não deu a descarga!
Desconstruindo um soneto de outono (com Alberto)
Nas cores e matizes da estação
do outono, ao reparar, me desconcerto.
Estúpido, imagino que elas são
oásis, que me encontro no deserto.
Nas cores e matizes vivo, então,
na breve epifania com que flerto,
mas, tolo, não encontro explicação
até que me aparece, astuto, o Alberto:
- Por que dar forma e imaginar a poesia?
Por que a métrica? Para que as rimas?
Pára agora mesmo com esse soneto!
Diante do meu olhar assombrado, ele arremata:
- Queres poesia?
Então apenas tira os sapatos
E caminha descalço sobre as folhas de outono.
Gilberto de Almeida
19/11/2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Tom sobre tom
cor sobre cor
torre cobertor
rio sobre rio
beleza sobre beleza
mesma sobremesa
poesia sobre poesia
nada sobre nada
tudo sobretudo
passei e não vi
vôo sobrevôo
vi: sobrevivi.
Gilberto de Almeida
18/11/2012
torre cobertor
rio sobre rio
beleza sobre beleza
mesma sobremesa
poesia sobre poesia
nada sobre nada
tudo sobretudo
passei e não vi
vôo sobrevôo
vi: sobrevivi.
Gilberto de Almeida
18/11/2012
Naquele dia

Se, exausto, eu morresse amanhã
queria que você tivesse
vindo até mim, naquele dia
não pelo chão, mas pela água.
E assim, nessa estranha manhã,
toda flor que, de mim floresce
você, molhada, regaria
e abrandaria a minha frágua.
Gilberto de Almeida
16/11/2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
A passagem
Tem uma passagem na minha vida
que ninguém conhece,
nem eu.
Fica por baixo de tudo
e eu tenho que me encolher,
ficar bem pequenininho
para conseguir passar por ela.
Mas quando ela vier,
se eu conseguir passar para o outro lado,
terei crescido
e já não conseguirei voltar.
Gilberto de Almeida
16/10/2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Sem ponto nem vírgula
naquela paisagem nevada a luz do dia
tocava o som de flauta
doce perfumado
lago adiante onde eu não via
um dourado esguio matiz de outrora
dançava a admirá-la na morada
agora caso nos encontremos poderá ser verão
Gilberto de Almeida
14/11/2012
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