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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Amor para a vida inteira


Amarei sem compromisso
todo amor que, amando, eu queira,
porque amor é apenas isso,
 a esperança derradeira!

Sim! Não posso ser omisso:
- não amar! Que brincadeira
de mau gosto! Longe disso,
amarei a vida inteira!

Mas o amor, por si, não clama
por qualquer contrapartida:
- ama e pronto! É pura chama;

 não pode ser reprimida!
O amor que eu tenho é o que ama,
sem pedir, por toda a vida!

Gilberto de Almeida
25/09/2013




terça-feira, 24 de setembro de 2013

Deus em você


Gilberto de Almeida
24/09/2013



domingo, 22 de setembro de 2013

Poema com Gabaritos - X


Gilberto de Almeida
22/09/2013



sábado, 21 de setembro de 2013

Filosofia do perdão


Gilberto de Almeida
21/09/2013



Descartesiano

rezo para que Descartes
essa concepção cartesiana
sem ponto nem vírgula
não se pense mais nisso

Gilberto de Almeida
21/09/2013


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A voz

(Vicente Galeano)

A voz é o instrumento ressonante
capaz de semear ternura ou dor;
que a chaga do doente pode expor
ou pode conseguir que se levante!

Serena, assim coloca-nos perante
convite ao devaneio acolhedor;
Severa, é dolorido dissabor:
- verbo perdido, rígido e cortante!

Mas quem consegue usá-la gentilmente,
distante do discurso cujo rude
tempero fere e o tom feroz ressente;

aquele que cultiva a mansuetude
é o canto que anuncia o sol nascente
da voz de Deus, na santa plenitude!


Querubim


(Mariana Nagano)

Vem cá, Querubim!
Pois hoje eu queria
sentir o prazer
que acendes em mim
até o fluorescer
do dia...


O Guardador de Rebanhos - XXVIII

(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Li hoje quase duas páginas
Do livro dum poeta místico,
E ri como quem tem chorado muito.

Os poetas místicos são filósofos doentes,
E os filósofos são homens doidos.

Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.

Mas flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras;

E se os rios tivessem êxtases ao luar,
os rios seriam homens doentes.

É preciso não saber o que são flores e pedras e rios
Para falar dos sentimentos deles.
Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,
É falar de si próprio e dos seus falsos pensamentos.
Graças a Deus que as pedras são só pedras.
E que os rios não são senão rios,
E que as flores são apenas flores.
Por mim, escrevo a prosa dos meus versos
E fico contente,
Porque sei que compreendo a Natureza por fora;
E não a compreensão por dentro
Porque a Natureza não tem dentro;
Senão não era a Natureza.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Só vendo pra crer!



tem Religião
 e 
Tem religião...

Justificava-se o pregador - 
que vendia o reino dos céus -
a um pobre que estava pregado:

"- só vendo pra crer!"

Ainda bem que eu também vi:

- só vendo pra crer!


Gilberto de Almeida
19/09/2013


quarta-feira, 18 de setembro de 2013