Era para ser um poema,
mas eu abor
Gilberto de Almeida
29/09/2013
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
domingo, 29 de setembro de 2013
O Guardador de Rebanhos - XXIX
(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)
Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés -
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma...
Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés -
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma...
sábado, 28 de setembro de 2013
Bênção no Lar
(Vicente Galeano)
O olhar risonho, de repente,
empresta cor à fala mansa,
cor da ventura que, inocente,
sem pretender, enlaça e alcança...
Dá-nos o Pai este presente,
a luz celeste da aliança,
bênção no lar que, reverente,
acolhe a Deus numa criança...
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Haicai e flores - XXXVI
Um plano que engendro:
- na noite em que o amor me açoite,
virar Rododendro...
Gilberto de Almeida
27/09/2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Haicai e flores - XXXV
Às vezes me encanto,
não penso nem tenho senso...
Vai ver... Lisianto!
Gilberto de Almeida
26/09/2013
Poesias da Vida - XLII
(Juliana Landim)
A moça do caixa do supermercado nem olhou pra mim!
- Tem cartão fidelidade?
(não esboçou nenhum sorriso, nenhuma expressão facial)
- Não, senhora!
- Nota fiscal com bônus e rastreamento de despesas?
(impávida!)
- Não, obrigada!
Mas, não sei por que raio de motivo, eu decidi que ela também era filha de Deus!
Colocou as sacolas plásticas sobre o balcão, para que eu embalasse as compras!
Nenhum olhar na minha direção, continuava sem sorrir!
Já que ela era filha de Deus, merecia o meu amor!
- Vinte e cinco reais! - anunciou!
(a maior cara de falta de amigos!)
Decidi irradiar amor...
Amor fraterno...
Lá de dentro do meu coração...
Já me viram fazer isso? Acho que nem eu!
Enquanto eu remexia a carteira, ela começou a embalar minhas conpras!
Eu revirando a carteira!
Mentalmente, continuava a irradiar amor...
Paguei!
De repente , ela abriu um sorriso, me entregou as compras embaladas,
pousou olhos meigos nos meus e proclamou:
- Boa noite, menina. Vai com Deus!
De uma só vez, fez tudo que não tinha feito ainda!
Arrepiou!
A moça do caixa do supermercado nem olhou pra mim!
- Tem cartão fidelidade?
(não esboçou nenhum sorriso, nenhuma expressão facial)
- Não, senhora!
- Nota fiscal com bônus e rastreamento de despesas?
(impávida!)
- Não, obrigada!
Mas, não sei por que raio de motivo, eu decidi que ela também era filha de Deus!
Colocou as sacolas plásticas sobre o balcão, para que eu embalasse as compras!
Nenhum olhar na minha direção, continuava sem sorrir!
Já que ela era filha de Deus, merecia o meu amor!
- Vinte e cinco reais! - anunciou!
(a maior cara de falta de amigos!)
Decidi irradiar amor...
Amor fraterno...
Lá de dentro do meu coração...
Já me viram fazer isso? Acho que nem eu!
Enquanto eu remexia a carteira, ela começou a embalar minhas conpras!
Eu revirando a carteira!
Mentalmente, continuava a irradiar amor...
Paguei!
De repente , ela abriu um sorriso, me entregou as compras embaladas,
pousou olhos meigos nos meus e proclamou:
- Boa noite, menina. Vai com Deus!
De uma só vez, fez tudo que não tinha feito ainda!
Arrepiou!
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Casa no lago
Se é que coisas inanimadas podem ter felicidade,
a felicidade que eu via era assim:
- uma colina mansa, de um verde sem mágoa,
feliz;
- um bosque de pinheiros,
escondido atrás da cortina de névoa sossegada,
e feliz;
- uma casinha, um estábulo, uma garagem,
felizes;
e o lago, calmo e feliz
refletia essa felicidade toda...
Só mesmo o ganso, lá num cafundó da paisagem,
parecia incomodado com alguma coisa.
Aí,
com muita vontade de não pensar nisso,
eu pensei:
- quem será que vai voar primeiro?
Gilberto de Almeida
25/09/2013
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