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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Único meio


Gilberto de Almeida
02/04/2014



domingo, 30 de março de 2014

Campo visual


Gilberto de Almeida
30/03/2014




sábado, 22 de março de 2014

Ao volante











Pelo retrovisor, vejo  o veículo
- de lata - conduzido por um veículo
- de carne - conduzido por um veículo
- perdido - conduzido por um veículo
 - de papel, tabaco e nicotina!

Pelo retrovisor vejo a miséria
e três estranhos prisioneiros!

Gilberto de Almeida
21/03/2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lavoura

A Palavra,
a pá lavra

searas,
se aras.

Se, meia,
semeia.

Porém, se a colhes,
porém, se acolhes...

A morte...
o amor te

liberta.

Gilberto de Almeida
19/03/2014


terça-feira, 11 de março de 2014

Concessão

Quando fiquei sem 
poesia,
aprendi que não se pode aprender
poesia,

ou vice-versa,
porque poesia é Concessão de Deus.

Pode-se aprender versificação;
pode-se aprender métrica, cadência e rima;
pode-se aprender senso, forma e estilo,

mas não se aprende poesia,
como não se aprende felicidade.

A poesia é um fruto
da oração;
a felicidade é um fruto
do coração,

ou vice-versa,
porque poesia é Concessão de Deus.

Gilberto de Almeida
09/03/2014



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O pastor sobre o rochedo













No horizonte, amanhece,
a paz timidamente começa
e eu aprecio
sobre a aridez insulada da minha vida.

Amanhece sobre o mar,
oscila o espelho luminoso
e eu aprecio
da altura do rochedo dos meus temores.

Na mata fresca, amanhece,
doura-se o verde contemplativo
e eu aprecio
sobre o leito rude do meu pranto.

Amanhece a música na vida,
São bem-te-vis, sabiás, nem-sei-mais
e eu aprecio
do silêncio indevassável da noite antiga.

Na Terra, tudo amanhece,
fluem os rios, prateando o dia
e eu aprecio
sobre a inércia, ávido de movimento.

Amanhece o firmamento,
Deus vibra, infinitamente manifesto,
e eu aprecio
sobre o sólido reduto das minhas preces.

Dentro de mim, amanhece.

Gilberto de Almeida
28/02/2014


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Reviver - XVI


Gilberto de Almeida
26/02/2014



Reviver - XV


Gilberto de Almeida
26/02/2014


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Outono

(Rainer Maria Rilke - Tradução do original alemão por Geir Campos e Fernando Jorge)

As folhas caem como se do alto
caíssem murchas, dos jardins do céu;
caem com gestos de quem renuncia.

E a Terra, só, na noite de cobalto,
cai de entre os astros na amplidão vazia.

Caímos todos nós. Cai esta mão.
Olha em redor: cair é a lei geral.

E a terna mão de Alguém colhe, afinal,
todas as coisas que caindo vão.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ponte

(dedicado a meu pai)

Pai, no teu aniversário
caminha pelo meu amor,
porque esse amor de filho
nada mais é que uma ponte
por sobre a distância invisível
entre o meu coração de carne
e o teu,

que hoje é luz!

Gilberto de Almeida
05/02/2014