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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Cem olhos em Gaza


Parece que não tem dono,
o abrigo da ONU.
Chega um foguete que arrasa...
... Cem olhos em Gaza!

23/07/2014
Gilberto de Almeida



domingo, 20 de julho de 2014

Cê-cedilha


Aquele que não perdoa
é como um cê-cedilha:

deseja erguer-se e sorrir,
mas sempre existe uma sombra,
um caminho tortuoso
que o puxa para baixo
e o impede de ser feliz!

Gilberto de Almeida
20/07/2014


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Esse grito


(Mariana Nagano)

Quanto mais 
eu me Egito,
mais aceito
que esse grito
no meu peito
não tem paz!

Já devora
esta Esfinge!

Já desarma,
já me atinge,
muito carma
nessa hora.


Esmeril



O coração amargo, a pedra bruta,

a adormecida gema em nosso seio,
o espírito imaturo, fraco, alheio,
a pouca luz que tem, rebelde, oculta.

Que graça há, se não se escuta

a força do esmeril no tolo anseio
de não brilhar? Que graça? De onde veio
a teimosia tola e resoluta?

Porém, a natureza, em seu constante

pulsar silencioso, enquanto cala,
trabalha sem cessar e o diamante,

da pedra fosca surge, na antessala

da alma, já que a Lei de Deus garante
a dor e o sofrimento, a lapidá-la...

Gilberto de Almeida

18/07/2014




Presente singelo


O Amor de Deus vem cantar
no teu jeito, no teu sorriso...
Também, na brisa, no mar,
e em tudo aquilo em que é preciso.

O Amor de Deus, na ternura,
no afeto, na luz e na graça,
existe na noite escura,
protege, aconchega e abraça.

O Amor de Deus brilha tanto,
que está na dor, no sofrimento,
que nos sustenta no pranto,
inspirando incessante alento.

O Amor de Deus é tão forte
que nos cega, porque, pequenos,
lamentamo-nos da sorte
e desse Amor, que nós não vemos.

Mas, mesmo assim, se revela
a seu momento, em nossa prece,
e vai se instalar na tela
do coração que o reconhece.

E vai envolvendo a alma...
Depois, o enxergamos, disperso,
com Sua presença calma,
por toda parte, no universo.

O Amor de Deus é começo,
é meio e fim, completamente...
E, esse Amor, eu te ofereço
por estes versos, de presente.

Gilberto de Almeida
18/07/2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Essa montanha


(Mariana Nagano)

Desesperada,
cheguei ao cume
dessa montanha
do meu ciúme!

E na escalada,
a imensa dor 
que então me arranha
os fracos dedos
vê meu amor
quando escorrega
por entre os medos!

Mas não sou cega;
mirando abaixo,
distante vejo
pequeno faixo:

e a luz me invade
- felicidade
de um doce beijo!

Mas na descida
rumando à morte
(não sei seus planos!)
ele me diz
para ser forte,
quiçá feliz,
porque esta vida
é só de enganos!

Enganos? Quais?
Pergunto, aflita!

Ele se agita
e vai dizer...
- não pode mais,
pois vai morrer!

Mas não morreu:
- um forte ramo,
logo o sustenta!

E já que vive
lá no declive,
tenta dizer:
- que desatenta!
Não percebeu?
o engano é o teu,
porque eu te amo...

E então, ferida,
respondo: - amém...
Mas não me escuta,
perdeu a luta;
triste partida:
- não mais ninguém!

Que vida estranha:
- Nada se ganha!

Cheguei ao cume
dessa montanha
do meu ciúme!


A doença e a cura


Gilberto de Almeida
14/07/2014



sábado, 12 de julho de 2014

Brasil e Holanda


Quem dera fosse carnaval!

Gilberto de Almeida
(13/07/2014)


Estranho Palíndromo


(Mariana Nagano)

Diz-me que me ama
e promete o mais lindo mo-
mento de ternura.

Mas, em pé ou de comprido,
eu bem sei o que procura!

Amar é estranho palíndromo:
- não importa em qual sentido,

amar dá drama!


Ciúme


(Mariana Nagano)

Se o cio me vem,
amor, cevai!