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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tudo o que importa


Toda uma divina ordem... 
Ondulação 
que une esta 
insondável musicalidade permanente onde reside Teu amor.
É
onde
aguardo mansamente onírica resposta...

---

No início era o verbo
e, do verbo,
o início
é a chave!

Gilberto de Almeida
05/08/2014


domingo, 3 de agosto de 2014

Figueira seca


Gilberto de Almeida
03/08/2014


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Massificar


(Mariana Nagano)

As estatísticas
e as massas
são como massa
de pizza:

- manipula-se
- e como!
- quiser!



A menina e o cipreste


Gilberto de Almeida
31/07/2014



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Uma andorinha


A igreja só
não faz verão,
mas a andorinha,
matreira
(que Deus lhe pague!),
na minha mão,
mais vale dois
voando!

Por mais que eu queira,
por onde ando
não tem milagre!

Gilberto de Almeida
30/07/2014



terça-feira, 29 de julho de 2014

O Monstro


Gilberto de Almeida
29/07/2014



domingo, 27 de julho de 2014

O Guardador de Rebanhos - XXXI

(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr do rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.

Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo, mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

sábado, 26 de julho de 2014

É a dor do infarto!



Tum-tum, tum-tum...
momento intenso
no qual compenso,
sem desjejum,

o meu jejum...
Momento tenso.
Faltou consenso?
Tum-tum, tum-tum!

A dor urgente
detidamente
esmaga o peito!

Já não tem jeito;
não sei se parto...
É a dor do infarto!

Gilberto de Almeida
26/07/2014




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Juros suaves


Gilberto de Almeida
25/07/2014


Querer


Querer, sempre querer... Eis onde estamos:
- perdidos nos caminhos do deserto
que os nossos vãos desejos vêm - por certo!
- impor, quais absolutos, rudes amos.

Querer, sempre querer! Mas convenhamos:
- deter, possuir, reter é um desacerto
que um dia a vida põe a descoberto
à luz da consciência... e nos curvamos!

E logo percebemos, mais adiante,
que o mundo do querer é uma ribalta,
estroina pantomima inebriante;

e livre da ilusão, nossa alma incauta
percebe - finalmente! - num rompante
que a quem querer não quer, nem isso falta...

Gilberto de Almeida
25/07/2014