Separação, ah!, separação
- essa neta natimorta de Maya,
primogênita do seu primogênito,
efêmera como a nuvem,
mas estrondosa como o trovão
- se a separação é assim
qual bruma passageira,
como cortinado tecido de ilusão,
por que, então, como Erisícton,
insistente, me devora?
Só pode ser neta de Maya,
que igualmente me consome!
Ah!, Poder Infinito,
dá-me a sabedoria que se derrama sobre esta tarde,
antes do horizonte enlaçar o sol;
dá-me a ternura dos Teus raios cálidos
para meu eterno convencimento;
faz-me saber, como sei agora,
que acima de Maya e das nuvens
e do rugido do trovão
está a Verdade Imorredoura
como um doce sussurrar enamorado...
Está o amor, que sempre ata;
Está o amor, que nunca morre!
Gilberto de Almeida
27/03/2015
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
sexta-feira, 27 de março de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
sábado, 24 de janeiro de 2015
Velho-Maduro
Envelhecer é distrair-se...
... com a fragilidade das rugas...
Amadurecer é abstrair-se...
... da futilidade das rusgas!
Gilberto de Almeida
24/01/2015
... com a fragilidade das rugas...
Amadurecer é abstrair-se...
... da futilidade das rusgas!
Gilberto de Almeida
24/01/2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Haicai e flores - XL
Não sei se é matéria...
É prece! É luz que enternece
ao sol, a Alstroeméria...
Gilberto de Almeida
15/01/2015
sábado, 20 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Com os olhos da alma
(Mariana Nagano)
Dois dedos de prosa
não arrisco,
nem petisco
cor-de-rosa!
Se não for poesia
no diálogo,
meu bom dia
logo esfria.
Se aparece um moço -
mas sem verso -
nem converso,
nem lhe ouço.
Não sou doida, sou calma,
porém, quando escolho,
é com os olhos
da alma!
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Chuva macia
Naqueles tempos bárbaros,
naqueles lugares bárbaros
onde a indiferença queima até a alma;
naqueles tempos e lugares,
os corações são áridos,
as almas, secas.
O solo é pedra,
o caminho é espada,
o horizonte é nunca!
E aqui, nestes lugares,
e nestes tempos,
onde já garoa,
a brisa é fresca,
o caminho é duro,
o horizonte é longe.
Mas é preciso que ocorra a chuva,
que ocorra a tempestade
e o solo encharque
daquela água macia
que brota do enternecimento da alma
e que se chama amor...
Então a pedra será seda,
o caminho, flores,
o horizonte, breve...
Gilberto de Almeida
10/12/2014
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