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sexta-feira, 27 de março de 2015

Separação

Separação, ah!, separação
- essa neta natimorta de Maya,
primogênita do seu primogênito,
efêmera como a nuvem,
mas estrondosa como o trovão

- se a separação é assim
qual bruma passageira,
como cortinado tecido de ilusão,
por que, então, como Erisícton,
insistente, me devora?

Só pode ser neta de Maya,
que igualmente me consome!

Ah!, Poder Infinito,
dá-me a sabedoria que se derrama sobre esta tarde,
antes do horizonte enlaçar o sol;
dá-me a ternura dos Teus raios cálidos
para meu eterno convencimento;
faz-me saber, como sei agora,
que acima de Maya e das nuvens
e do rugido do trovão
está a Verdade Imorredoura
como um doce sussurrar enamorado...

Está o amor, que sempre ata;
Está o amor, que nunca morre!

Gilberto de Almeida
27/03/2015




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Fato +


Gilberto de Almeida
03/02/2015



sábado, 24 de janeiro de 2015

Velho-Maduro

Envelhecer é distrair-se...
... com a fragilidade das rugas...

Amadurecer é abstrair-se...
... da futilidade das rusgas!

Gilberto de Almeida
24/01/2015


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Dia nublado


Gilberto de Almeida
22/01/2015



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Haicai e flores - XL


Não sei se é matéria...
É prece! É luz que enternece
ao sol, a Alstroeméria...

Gilberto de Almeida
15/01/2015




sábado, 20 de dezembro de 2014

Autoamor


Não fumar
é uma decisão
de amor e respeito
para consigo mesmo!

Gilberto de Almeida
(20/12/2014)



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Aurora



Gilberto de Almeida
19/12/2014









quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Com os olhos da alma


(Mariana Nagano)

Dois dedos de prosa
não arrisco,
nem petisco
cor-de-rosa!

Se não for poesia
no diálogo,
meu bom dia 
logo esfria.

Se aparece um moço -
mas sem verso -
nem converso,
nem lhe ouço.

Não sou doida, sou calma,
porém, quando escolho,
é com os olhos
da alma!


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Quatro formas de amar


Gilberto de Almeida
(16/12/2014)



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Chuva macia


Naqueles tempos bárbaros,
naqueles lugares bárbaros
onde a indiferença queima até a alma;

naqueles tempos e lugares,
os corações são áridos,
as almas, secas.

O solo é pedra,
o caminho é espada,
o horizonte é nunca!

E aqui, nestes lugares,
e nestes tempos,
onde já garoa,

a brisa é fresca,
o caminho é duro,
o horizonte é longe.

Mas é preciso que ocorra a chuva,
que ocorra a tempestade
e o solo encharque

daquela água macia
que brota do enternecimento da alma
e que se chama amor...

Então a pedra será seda,

o caminho, flores,
o horizonte, breve...

Gilberto de Almeida
10/12/2014