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domingo, 16 de agosto de 2015

Percevejo



Percevejo
inserto
perambulânsia
pelado
"in" terno,
sousseugado.

Desesperto
e medispeço
por peça,
masno entronco.

Socorro!

Finamente,
maestranquilo
vejogado
nuencanto
ubichuidade
danada!

Autocado,
recompenso:

- Quemeandou
verdemais?

Gilberto de Almeida
16/05/2015


sábado, 15 de agosto de 2015

Se não sou cego


Gilberto de Almeida
15/08/2015



domingo, 26 de julho de 2015

Maria

(Auta de Souza - em "Parnaso de Além Túmulo". Poema psicografado por Chico Xavier)

Maria - Óleo sobre Tela - Aurelio Bruni

Toda a expressão de ternura 
Do mundo de provação, 
Nos Céus ditosos procura 
A sua excelsa afeição. 

Consolo das mães piedosas, 
Cheias de mágoa e de pranto, 
Sobre quem atira as rosas 
Do seu Amor sacrossanto. 

Ninguém diz, ninguém traduz 
Essa visão da Harmonia, 
Visão de paz e de luz, 
Paz dos Céus! Ave-Maria


4 ART3 É 3R1NC4DEIRA!!!


Que a arte é coisa séria? - É brincadeira!
Pensar na arte vítima do enfado,
polida, de terninho comportado, 
sentada, tricotando na soleira...,

não posso - A arte, assim, é prisioneira!
Melhor que andasse nua no cerrado,
ditosa, de semblante iluminado,
com liberdade ousada e alvissareira!

A arte é natural, é efervescente!
É vida incontrolável, sem abrigo
nas teias traiçoeiras da matéria.

É luz! Que mais é a arte, boa gente?
Assim, mesmo zombando, quando digo
que a arte é brincadeira, é coisa séria!

Gilberto de Almeida
26/07/2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Poema sem sobrenome


Pelo menos no meu caso,
a Pedra Filosofal era esta:

- Ser menos Tristão
e mais ser cristão!

José Gilberto                de Almeida Filho
22/06/2015



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Reviver - XXI


Gilberto de Almeida
(17/06/2015)



domingo, 10 de maio de 2015

Além da poeira batida












(A minha mãe)

Hoje não lhe comprei um vestido,
porque você já está coberta de luz;

não lhe comprei um colar.
porque você já está adornada pela felicidade;

não lhe comprei um perfume,
porque você é o perfume das minhas horas boas,

não lhe comprei nada,
porque você está em tudo;

não lhe comprei coisa alguma, mãe,
porque, aí onde você está,
nada daqui tem utilidade,
nada é mais que poeira batida
da estrada por onde você passou como um anjo...

E os anjos nada desejam,
nada pedem para si.

O que de mim é seu você já sabe,
e o tem desde antes de mim mesmo,
e apesar de hoje,
e para sempre, 
porque o amor nunca morre!

Gilberto de Almeida
10/05/2015



sábado, 9 de maio de 2015

Montanhas


Gilberto de Almeida
09/05/2015



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Eu, Alberto, os livros e a natureza

Não é que minha amizade pelo Alberto houvesse esfriado, longe disso!
Apenas seguíamos caminhos um tanto diferentes nos últimos meses.
Porém, ontem à noite, tive saudade.
Procurei em todos os bolsos, procurei na mochila que sempre me acompanha, mas nada!
A evidência era óbvia: 
- Depois de todo esse tempo, eu perdera o Alberto de vista.

Amanheceu outro dia e, como numa resposta à minha evocação involuntária da véspera,
foi o Alberto materializando-se em meu pensamento
até sentar-se à mesa posta
para uma bem-vinda conversa ao café da manhã.

Quem nos conhece, sabe que nem eu nem o Alberto somos afeiçoados à tagarelice sem proveito.
Assim é que nossa conversa transcorreu em agradável mutismo,
mas em inefável contentamento até que o Alberto me perguntou:

- E as leituras?

- Ando lendo, ando lendo!

Não me dei conta de que acabara de dizer uma verdade quase literal. 
Nesse intervalo de ausência involuntária a que eu e Alberto, mutuamente, nos consagráramos,
vinha eu lendo mais e mais. Parecia que, de algum tempo para cá, eu despertara para a consciência a respeito da minha estupenda ignorância. E a vontade de aprender dominava-me completamente.

Em algumas ocasiões - isso não é exagero! - devorava meus livros enquanto caminhava pelas ruas e,
o que é mais grave, enquanto dirigia em meio ao trânsito congestionado de São Paulo. Aproveitava também os intervalos entre um e outro atendimentos aos pacientes no trabalho, os momentos no Trem ou à espera dele, os intervalos das refeições, as filas dos bancos... Mas, curiosamente, reparava, poucas ou nenhumas outras pessoas aproveitavam o tempo da mesma maneira! Será que já sabiam tudo?

- Lá no campo, não temos filas! - Interrompeu o Alberto, fazendo-me retornar ao plano físico, do mundo de meus devaneios.

- Mas você lê? - Perguntei - sem atinar de imediato que meu amigo parecia ter captado meu pensamento.

- Leio a Bíblia. E leio a natureza.

- E você acredita no que lê nos livros?

- Acredito, sim!

Foi assim que, inevitavelmente, surpreendi-me a considerar que meu amigo Alberto precisava urgentemente de outras leituras...

E, é claro, considerei também que eu necessitava de muito mais natureza...


sexta-feira, 27 de março de 2015

Separação

Separação, ah!, separação
- essa neta natimorta de Maya,
primogênita do seu primogênito,
efêmera como a nuvem,
mas estrondosa como o trovão

- se a separação é assim
qual bruma passageira,
como cortinado tecido de ilusão,
por que, então, como Erisícton,
insistente, me devora?

Só pode ser neta de Maya,
que igualmente me consome!

Ah!, Poder Infinito,
dá-me a sabedoria que se derrama sobre esta tarde,
antes do horizonte enlaçar o sol;
dá-me a ternura dos Teus raios cálidos
para meu eterno convencimento;
faz-me saber, como sei agora,
que acima de Maya e das nuvens
e do rugido do trovão
está a Verdade Imorredoura
como um doce sussurrar enamorado...

Está o amor, que sempre ata;
Está o amor, que nunca morre!

Gilberto de Almeida
27/03/2015