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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Exercício


Em qualquer ocasião
é melhor ser quem sofre a injustiça
que o infeliz que a produz.

E o exercício do perdão
longe está da virtude postiça;
- é o caminho da luz!

Eu e Amigo
25/09/2015


domingo, 16 de agosto de 2015

Percevejo



Percevejo
inserto
perambulânsia
pelado
"in" terno,
sousseugado.

Desesperto
e medispeço
por peça,
masno entronco.

Socorro!

Finamente,
maestranquilo
vejogado
nuencanto
ubichuidade
danada!

Autocado,
recompenso:

- Quemeandou
verdemais?

Gilberto de Almeida
16/05/2015


sábado, 15 de agosto de 2015

Se não sou cego


Gilberto de Almeida
15/08/2015



domingo, 26 de julho de 2015

Maria

(Auta de Souza - em "Parnaso de Além Túmulo". Poema psicografado por Chico Xavier)

Maria - Óleo sobre Tela - Aurelio Bruni

Toda a expressão de ternura 
Do mundo de provação, 
Nos Céus ditosos procura 
A sua excelsa afeição. 

Consolo das mães piedosas, 
Cheias de mágoa e de pranto, 
Sobre quem atira as rosas 
Do seu Amor sacrossanto. 

Ninguém diz, ninguém traduz 
Essa visão da Harmonia, 
Visão de paz e de luz, 
Paz dos Céus! Ave-Maria


4 ART3 É 3R1NC4DEIRA!!!


Que a arte é coisa séria? - É brincadeira!
Pensar na arte vítima do enfado,
polida, de terninho comportado, 
sentada, tricotando na soleira...,

não posso - A arte, assim, é prisioneira!
Melhor que andasse nua no cerrado,
ditosa, de semblante iluminado,
com liberdade ousada e alvissareira!

A arte é natural, é efervescente!
É vida incontrolável, sem abrigo
nas teias traiçoeiras da matéria.

É luz! Que mais é a arte, boa gente?
Assim, mesmo zombando, quando digo
que a arte é brincadeira, é coisa séria!

Gilberto de Almeida
26/07/2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Poema sem sobrenome


Pelo menos no meu caso,
a Pedra Filosofal era esta:

- Ser menos Tristão
e mais ser cristão!

José Gilberto                de Almeida Filho
22/06/2015



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Reviver - XXI


Gilberto de Almeida
(17/06/2015)



domingo, 10 de maio de 2015

Além da poeira batida












(A minha mãe)

Hoje não lhe comprei um vestido,
porque você já está coberta de luz;

não lhe comprei um colar.
porque você já está adornada pela felicidade;

não lhe comprei um perfume,
porque você é o perfume das minhas horas boas,

não lhe comprei nada,
porque você está em tudo;

não lhe comprei coisa alguma, mãe,
porque, aí onde você está,
nada daqui tem utilidade,
nada é mais que poeira batida
da estrada por onde você passou como um anjo...

E os anjos nada desejam,
nada pedem para si.

O que de mim é seu você já sabe,
e o tem desde antes de mim mesmo,
e apesar de hoje,
e para sempre, 
porque o amor nunca morre!

Gilberto de Almeida
10/05/2015



sábado, 9 de maio de 2015

Montanhas


Gilberto de Almeida
09/05/2015



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Eu, Alberto, os livros e a natureza

Não é que minha amizade pelo Alberto houvesse esfriado, longe disso!
Apenas seguíamos caminhos um tanto diferentes nos últimos meses.
Porém, ontem à noite, tive saudade.
Procurei em todos os bolsos, procurei na mochila que sempre me acompanha, mas nada!
A evidência era óbvia: 
- Depois de todo esse tempo, eu perdera o Alberto de vista.

Amanheceu outro dia e, como numa resposta à minha evocação involuntária da véspera,
foi o Alberto materializando-se em meu pensamento
até sentar-se à mesa posta
para uma bem-vinda conversa ao café da manhã.

Quem nos conhece, sabe que nem eu nem o Alberto somos afeiçoados à tagarelice sem proveito.
Assim é que nossa conversa transcorreu em agradável mutismo,
mas em inefável contentamento até que o Alberto me perguntou:

- E as leituras?

- Ando lendo, ando lendo!

Não me dei conta de que acabara de dizer uma verdade quase literal. 
Nesse intervalo de ausência involuntária a que eu e Alberto, mutuamente, nos consagráramos,
vinha eu lendo mais e mais. Parecia que, de algum tempo para cá, eu despertara para a consciência a respeito da minha estupenda ignorância. E a vontade de aprender dominava-me completamente.

Em algumas ocasiões - isso não é exagero! - devorava meus livros enquanto caminhava pelas ruas e,
o que é mais grave, enquanto dirigia em meio ao trânsito congestionado de São Paulo. Aproveitava também os intervalos entre um e outro atendimentos aos pacientes no trabalho, os momentos no Trem ou à espera dele, os intervalos das refeições, as filas dos bancos... Mas, curiosamente, reparava, poucas ou nenhumas outras pessoas aproveitavam o tempo da mesma maneira! Será que já sabiam tudo?

- Lá no campo, não temos filas! - Interrompeu o Alberto, fazendo-me retornar ao plano físico, do mundo de meus devaneios.

- Mas você lê? - Perguntei - sem atinar de imediato que meu amigo parecia ter captado meu pensamento.

- Leio a Bíblia. E leio a natureza.

- E você acredita no que lê nos livros?

- Acredito, sim!

Foi assim que, inevitavelmente, surpreendi-me a considerar que meu amigo Alberto precisava urgentemente de outras leituras...

E, é claro, considerei também que eu necessitava de muito mais natureza...