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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Maior natal


Do nascimento à páscoa,
da manjedoura à cruz,
Sua existência, vasta
de compaixão, conduz.

Como vertente d'água
que, sob o Sol, reluz,
as multidões arrasta,
no vicejar d'A Luz.

Está encerrada a espera!
Chega a alvorada astral!
Quando Jesus descerra

todo o esplendor moral
que desce ao chão da Terra,
eis o maior Natal!

Gilberto de Almeida
06/12/2019

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O sofrimento é bálsamo essencial


O sofrimento é bálsamo essencial!
É sopro de ventura, que bafeja;
é efervescer de aurora espiritual,
é brisa saneadora e benfazeja.

Porém, frequentemente, o pantanal
da imensa pequenez em que braceja
o espírito, é que o leva a sofrer mal:
- revolta-se, consterna-se e pragueja.

O sofrimento ensina, educa e amansa.
Escola como a dor, enfim, não há.
É escola de humildade e de esperança!

No entanto, quem blasfema e se revolta,
à Terra certamente voltará,
pois sofre mal, e irá sofrer na volta!

Gilberto de Almeida
01/12/2019

Inspirado em: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "Bem sofrer e mal sofrer"

sábado, 30 de novembro de 2019

O Cristão tem voz macia


O cristão tem voz macia,
no futuro que contemplo.
Não o grito, a algaravia,
sob a abóbada do templo.

Pois, na calma, na eupatia,
o cristão tem, peito adentro,
coração que pronuncia
tais valores, pelo exemplo.

Se quem fala do Evangelho
faz teatro, grita e clama
mostra a angústia do homem velho,

mas, por certo, ainda não
avançou no panorama
de virtudes do Cristão.

Gilberto de Almeida
30/11/2019



sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Gautama, o Buda


Gautama, o Buda,
em quem se fia
a luzidia
razão desnuda,

com voz sisuda,
já nos dizia
que a rebeldia
jamais ajuda.

Porque Sidarta
acreditava
que quem se farta

na vida avara
é alma escrava
do tal Samsara.

Gilberto de Almeida
29/11/2019


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Em noite de natal


Em noite de natal, certa senhora
jamais é vista em casa de parentes,
jamais seus olhos lúcidos e crentes
descansam na morada acolhedora.

Depois da viuvez, mais sofredora,
dedica-se aos enfermos e aos carentes.
Então, sorrisos gratos, reluzentes
são vistos onde passa e se demora.

Em noite de natal, está, talvez,
ao lado de um enfermo, na vigília,
ou entregando pão a uma família.

É assim que, anjo do amor e das mercês,
no modo com que, amável, se conduz,
celebra o nascimento de Jesus.

Gilberto de Almeida
25/11/2019


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Provar por quê?


Provar por quê? Provar a quem
as maravilhas d'O Infinito?
Já se tem feito e se tem dito,
talvez, bem mais do que convém!

Porém, creiamos que ninguém
é convencido por conflito.
No coração duro e incontrito
há pouco espaço para O Além!

Não violentemos com precária
contenda o ser inteligente.
Porque ao espírito que crê

nenhuma prova é necessária,
enquanto àquele que não crê
nenhuma prova é suficiente.

Gilberto de Almeida
22/11/2019




quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Silêncio - II



Gilberto de Almeida
20/11/2019



Silêncio


Silêncio é reluzente
e suave Voz Divina.
Silêncio é disciplina
que escuta e que pressente.

Silêncio é permanente
acesso à cristalina
Essência que domina
as páginas da mente.

Escuta-o. Porém, se os
anseios te consomem,
vê: - os frutos do silêncio

não são nem meus nem teus!
Barulho é que é dos homens;
silêncio vem de Deus.

Gilberto de Almeida
20/11/2019


domingo, 17 de novembro de 2019

Concepção divina


A concepção divina, a chama do infinito
herdeira do universo, impávida e serena,
mergulha na matéria e logo se apequena.
De filha do absoluto, esplêndido e irrestrito,

transforma-se em mesquinha estátua de granito.
É vaso quebradiço; agora é mais terrena
que a terra em que, exilada, amarga estranha pena;
é imagem do esquecido, esquálido e proscrito.

No entanto, traz no seio excelsa assinatura.
Embora entorpecido em grande esquecimento;
embora distraído, em busca de aventura,

aos poucos recupera o senso e, então, atento
à voz que traz no peito, o Espírito procura
a Suave Luz Paterna e cessa o sofrimento. 

Gilberto de Almeida
17/11/2019


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Herança divina


I

Que o homem traz no seio, por herança,
a Força Poderosa e luzidia
que o empenho positivo nos afiança,
negar seria ingrata anomalia!

Tenhamos mais coragem, mais pujança
no agravo, no infortúnio ou na agonia
que, em nossos desacertos, nos alcança
em meio à noite escura, austera e fria.

O Eterno é majestade e segurança! 
Deixemos de aflição, de rebeldia,
se o Pai, onipotente, não descansa!

Enquanto a  tempestade se anuncia
não cabe ao ser humano a intemperança
porque, no próprio peito, Deus nos guia.

II

Porque, no próprio peito, Deus nos guia,
não cabe ao ser humano a intemperança,
enquanto a tempestade se anuncia,
se o Pai, onipotente, não descansa!

Deixemos de aflição, de rebeldia.
O Eterno é majestade e segurança,
em meio à noite escura, austera e fria
que, em nossos desacertos, nos alcança.

No agravo, no infortúnio, na agonia
tenhamos mais coragem, mais pujança!
Negar, seria ingrata anomalia,

que o empenho positivo nos afiança
a Força Poderosa e luzidia
que o homem traz no seio por herança!

Gilberto de Almeida
13/11/2019