Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador Augusto dos Anjos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Augusto dos Anjos. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de setembro de 2013

Anjos, da morte

Ao gosto dos "Anjos da Morte"
escrevia o poeta
Augusto dos Anjos: da morte
escrevia o poeta!

Gilberto de Almeida
14/09/2013


domingo, 15 de abril de 2012

Depressão a Augusto dos Anjos

Vivendo atormentado, absurda sina,
amargo, depressivo e melancólico,
despido da vontade, o espasmo cólico,
o fôlego exaurido de endorfina,

o olhar esfumaçado na neblina
odienta, em turva mente, estado alcoólico,
vislumbro o mundo, pútrido e estrambólico,
que as forças derradeiras extermina.

Contudo, naufragando em sofrimento
combato, ainda enfermo e pestilento,
os haustos da tristeza que prosterna.

Talvez possa frustrar o plano injusto -
que entrava-me o caminho nada Augusto -
Dos Anjos da penúria e angústia eterna!

Gilberto de Almeida
14/04/2012


sábado, 14 de abril de 2012

Psicologia de um Vencido

(Augusto dos Anjos)

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!