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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Diálogo com a Morte


- Quem é que vem chegando? - Sou a Morte!
- Mas, Morte, que desejas? - Vim buscar-te!
- Mas, como? Justo agora? - Sejas forte!
- Não podes me levar... - É minha arte!

- E a qual lugar me levas? - Para a corte!
- Da parte de quem chegas? - De Alta parte!
- Mas tenho esposa e filhos! - Não te importe!
- Não quero que me leves! - Vim levar-te!

- Mas não me preparei... - O que me dizes?
- Não ajudei ninguém! - Pobre coitado...
- Vivi por meu conforto... - Teus deslizes...

- No mais, sou inocente! - Estás culpado!
- E quem me julgará? - Temos juízes...
- Mas posso reparar... - Tempo esgotado!

Gilberto de Almeida
08/10/2019

sábado, 19 de janeiro de 2019

Saudade de Apolo


De novo me isolo.
Destino tão repentino...
Saudade de Apolo.

18/01/2019


quarta-feira, 23 de julho de 2014

A morte é renascer


(a uma alma abnegada que acaba de renascer em outra vida 
e a seus parentes, que, deste lado, choram)

Morrer, de fato não existe, é mito!
A vida continua renovada
em outra dimensão, é o que têm dito
os sábios, a respeito da jornada

que, pacientemente, ao infinito
entrega-nos a vida, iluminada;
entrega-nos aos braços de bendito
destino: - a perfeição, a luz, mais nada!

E certamente não se poderia
acreditar, por pouca fé, ou rebeldia,
que Aquele de quem todo amor emana

criasse a dor, a morte: ideia insana!
Creiamos, sim, mas de alma agradecida
que a morte é renascer em outra vida...

Gilberto de Almeida
23/07/2014


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ciclo bio-geo-anímico


Gilberto de Almeida
13/09/2013



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Amor teme, amor tece

Amor teme a morte. Se
amor teme; amor tece!
A morte me amortece.

Gilberto de Almeida
08/05/2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Alma minha gentil, que te partiste


(Luiz Vaz de Camões)

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente, 
Repousa lá no Céu eternamente, 
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etério, onde subiste,
Memória desta vida se consente, 
Não te esqueças daquele amor ardente 
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te 
Alguma cousa a dor que me ficou 
Da mágoa, sem remédio, de perder-te;

Roga a Deus que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.


sexta-feira, 1 de março de 2013

Trem Urbano - II (A caminho da estação)

Rasgando a faixa de pedestres
o carro ultrapassa
a toda!

Parece desejar que tudo,
por pura pirraça,
exploda!

E eu quase vejo como a vida
por pouco não passa
e roda!

Gilberto de Almeida
01/03/2013


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Um haicai sobre a vida

Quando a vida andar caótica
não culpe nem se desculpe:
- É mera ilusão de ótica!

Gilberto de Almeida
11/01/2013



sábado, 5 de janeiro de 2013

Bela sepultura

(Vicente Galeano)

Eu vejo a saga desse homem
que o orgulho e a cupidez consomem,
que busca o mundo da fartura
e crê que encontra o que procura;
enquanto a vida e os dias somem,
escravo próspero do abdomen,
um rico altar se configura
a fim de ornar-lhe a sepultura.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Aos que se foram

(Vicente Galeano)

Que Deus glorioso venha prestes
a ti, que agora te desdobras
em preces aos que foram destes
caminhos, rumo às outras obras
e vivem sem as densas vestes
da carne, inertes, já salobras.
Que Deus te dê o que tu destes;
que pague a ti, teu bem, com sobras!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Vida e amor

A vida -
assopraram -
a vida é amor -
disseram -
porque a vida é o sopro de amor divino
e, assim, é amar o próximo
o tempo todo!

Eu e Amigo
30/10/2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Poesias da Vida - XXII

(Juliana Paula Landim)

Quem já viu, sabe;
para quem não viu, vou tentar descrever:

Num caldeirão grande ,os carangueijos são colocados na água fria. Vivos.
Devagarinho a água vai se aquecendo, e os pobrezinhos vão ficando agitados. Claro, querendo fugir.
Uns sobem por sobre os outros.
Há aqueles que tem a verdadeira chance de fugir da morte. 
Chegam bem perto da borda do caldeirão, a ponto de, quase, escapar.

Mas os da sua espécie, o que fazem?
Puxam-nos de volta com suas pinças!
Ninguém foge, ninguém sobrevive!
Todos acabam fervidos vivos!

Pois bem, eu assistia a essa cena horripilante em Itanhaém, quando o telefone - fixo - tocou. (pois é, lá, ainda temos!)

Falecimento de um primo!

E aquela choradeira,
Aquela conversa de por quê tinha que acontecer isso?
Aquele clima de querer agarrar o coitado pela goela e de querer trazê-lo de volta a todo custo para esse nosso mundinho egoísta!

Mas, como poetisa que se presta imagina o que ninguém imagina, o que fiz eu?

Logo imaginei o pobre, tentando, após anos cozinhando, finalmente fugir do caldeirão.
E a parentada e a amigada - provando que esse mundinho de fato é egoísta -
erguendo as pinças pra trazer o tadinho de volta!

Deixa o coitado fugir, porra!
Deixa o coitado viver sossegado fora da panela!
Ou vão querer que todos sejamos fervidos vivos?

Vai com Deus, primo!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Vida e Morte


Gilberto de Almeida
01/10/2012
 


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A Maior Festa que há na Vida

(Vicente Galeano)

Se nossa roupa preferida
trocamos por roupa de festa,
por que motivo se protesta
quando o nosso Pai nos convida,
e a um canto, se larga esquecida
a roupa que já não nos presta,
pois vamos, após vida honesta,
à festa maior que há na vida?

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A vida é uma ponte


Às vezes penso que a vida é uma ponte
que Deus construiu por bondade,
apenas para encurtar o caminho.

E o que me interessa
é não cair desta ponte
chegar ao outro lado
com dignidade!

Gilberto de Almeida
31/08/2012


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Compensação por uma separação litigiosa
















O prenúncio da morte é um sonho de paz...
À barqueira o que pede a barqueira
e as angústias ficaram pra trás!

Gilberto de Almeida
07/08/2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pra que medalha?
















Para mim
a vida é como um atleta
que se prepara para a Olimpíada.

Nesse momento, ele não está competindo;
apenas busca melhorar,
melhorar-se.

Quanto mais preparado estiver,
mais pronto estará
para o que o espera
ao desembarcar.

Mas aí já é a morte,
e não houve medalhas!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Contrição

(Manuel Maria Barbosa Du Bocage)

Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões, que me arrastava:
Ah! cego eu cria, ah mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana:

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não doirava!
Mas eis sucumbe a Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos,
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.

Deus... oh Deus! Quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

A carreta



Gilberto de Almeida
19/07/2012


terça-feira, 10 de julho de 2012

Cantigas Praianas - IX

(Vicente de Carvalho)

Vida, que és o dia de hoje,
O bem que de ti se alcança
Ou passa porque nos foje,
Ou passa porque nos cança.

Ainda mesmo quando ocorrer
Na vida dos mais felizes,
O prazer florece e morre,
A magua deita raízes.

Tem alicerces de areia
O que constróes cada dia,
Vida que corres tão cheia
Para a morte tão vazia.

Haverá queixa mais justa
Que a do feliz que se queixa?
Ai, o bem que menos custa
Custa a saudade que deixa.