Da manjedoura, há dois mil anos, vem à mente,
dos labirintos da memória, doce aviso
de amor e paz, a impressionar-nos, num preciso
lembrete vivo, tão singelo quão pungente.
Mas, tal mensagem distorcemos pela lente
duma ilusão; da nossa falta de juízo!
Entorpecidos, olvidamos o sorriso
de amor do Cristo, a conclamar-nos, suavemente...
Deseja Ele, acaso, o nosso desatino
por celebrar-lhe a imagem pura e imorredoura,
na comilança, consumismo e ostentação?
Ou que ofertemos, como asilo natalino
à dor alheia, a imitação de manjedoura
em nosso peito: - o nosso próprio coração?
Gilberto de Almeida
23/11/2015
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