Eu penso que o fumante finge
que não sabe ou então não liga
pra desventura do destino!
Será que o câncer da laringe,
ou da faringe, ou da bexiga
ou mesmo o câncer no intestino
são ilusão, são fantasia?
E o que dirá da leucemia
em seu destino tão precário,
a fumante que não atina
que além da cérvice uterina
há câncer que brota no ovário?
O fumante que se desliga do
tormento que irá lhe por fim
não pensa no câncer do fígado;
não pensa no câncer do rim!
O que ele almeja, lá no âmago,
no fundo do seu coraçâo
é escapar do câncer de estômago,
é não ter câncer no pulmão!
E a mente afita é tão mais louca
quanto não quer câncer na boca
ou pede a um santo bom que arranque as
células podres do seu pâncreas!
E eu não desejo que ele sofra, ago-
nizando com câncer de esôfago;
mas faça uma coisa, meu caro:
- larga essa porra de cigarro!
Gilberto de Almeida
10/01/2013
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Cenas em um Shopping - XIX
Absorto nas respostas que eu não tinha
as multidões passavam
e eu não as vi.
Então tentei beber filosofia,
um livro estranho e um suco
de abacaxi.
Gilberto de Almeida
13/01/2012
as multidões passavam
e eu não as vi.
Então tentei beber filosofia,
um livro estranho e um suco
de abacaxi.
Gilberto de Almeida
13/01/2012
Cenas em um Shopping - XVIII
Tantos vestidos floridos de todas as idades
encheram minha terça-feira de primavera
em pleno verão!
Gilberto de Almeida
10/01/2013
O que nos consome
O que nos consome
não é a inanição,
mas, antes, é a fome!
Gilberto de Almeida
10/01/2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Bela sepultura
(Vicente Galeano)
Eu vejo a saga desse homem
que o orgulho e a cupidez consomem,
que busca o mundo da fartura
e crê que encontra o que procura;
enquanto a vida e os dias somem,
escravo próspero do abdomen,
um rico altar se configura
a fim de ornar-lhe a sepultura.
Eu vejo a saga desse homem
que o orgulho e a cupidez consomem,
que busca o mundo da fartura
e crê que encontra o que procura;
enquanto a vida e os dias somem,
escravo próspero do abdomen,
um rico altar se configura
a fim de ornar-lhe a sepultura.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Aos que se foram
(Vicente Galeano)
Que Deus glorioso venha prestes
a ti, que agora te desdobras
em preces aos que foram destes
caminhos, rumo às outras obras
e vivem sem as densas vestes
da carne, inertes, já salobras.
Que Deus te dê o que tu destes;
que pague a ti, teu bem, com sobras!
Que Deus glorioso venha prestes
a ti, que agora te desdobras
em preces aos que foram destes
caminhos, rumo às outras obras
e vivem sem as densas vestes
da carne, inertes, já salobras.
Que Deus te dê o que tu destes;
que pague a ti, teu bem, com sobras!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O que não posso
Às vezes quero dizer o que não posso,
quero fazer o que não devo,
quero estar onde não sei,
e saber o que ninguém sabe!
Isso é puro egoísmo, eu sei!
Por isso é que me controlo e não digo,
que me controlo e não faço,
que me controlo e não vou,
que me controlo e não sei.
...
Mas Deus é bom e colocou um pouco de poesia na minha vida
e eu nada digo, mas falo!
Gilberto de Almeida
02/01/2013
quero fazer o que não devo,
quero estar onde não sei,
e saber o que ninguém sabe!
Isso é puro egoísmo, eu sei!
Por isso é que me controlo e não digo,
que me controlo e não faço,
que me controlo e não vou,
que me controlo e não sei.
...
Mas Deus é bom e colocou um pouco de poesia na minha vida
e eu nada digo, mas falo!
Gilberto de Almeida
02/01/2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Poesias da Vida - XXXI
(Juliana Paula Landim)
Falando mesmo em pedágio,
Do que os tais se vangloriam?
Até na extorsão há plágio!
É uma praga, esse contágio
que os romanos já extorquiam,
mas - por César - com deságio!
Falando mesmo em pedágio,
Do que os tais se vangloriam?
Até na extorsão há plágio!
É uma praga, esse contágio
que os romanos já extorquiam,
mas - por César - com deságio!
A brisa e o vento
E veio o ano novo
e a brisa pousou no meu ombro
e confidenciou
que não era brisa,
mas sim um sonho.
E como se fosse mais que a brisa e mais que um sonho,
mas ainda sendo brisa,
mas ainda sendo sonho,
passeou pelo meu coração
e o afagou,
me fazendo acreditar
que eu era o vento.
E voamos!
Gilberto de Almeida
01/12/2013
e a brisa pousou no meu ombro
e confidenciou
que não era brisa,
mas sim um sonho.
E como se fosse mais que a brisa e mais que um sonho,
mas ainda sendo brisa,
mas ainda sendo sonho,
passeou pelo meu coração
e o afagou,
me fazendo acreditar
que eu era o vento.
E voamos!
Gilberto de Almeida
01/12/2013
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