Adormecida no total desinteresse
de alteamento das grandezas do porvir,
a humanidade em que vivemos desconhece
as cariciosas alegrias de servir.
Interessada no deslize que acontece,
intransigente no cobrar e no pedir,
critica sempre, destruindo a própria messe;
sufoca o campo que haveria de fruir.
E tão mais suave, qual tranquilo devaneio,
seria a vida, se ao invés de decompor
sua existência em anacrônico esperneio,
cada pessoa, num alento inspirador,
aliviasse de exigências o ombro alheio
e, a quem carece, oferecesse o seu amor.
Gilberto de Almeida
19/06/2019
Nenhum comentário:
Postar um comentário