Natal é nascimento, certamente.
Porém, o que é que nasce no natal?
Será a vergôntea frágil, a semente
da essência humana, doce e fraternal?
Será a saudade alegre e reticente
de breve estágio em plano sideral?
Será que é no natal que se pressente,
de nossa concretude, o mundo astral?
Se é certo que o natal é nascimento,
talvez seja a esperança que renasce
qual brando alvorecer, quase imprevisto,
que surge, no natal, trazendo o alento
do amor deixado outrora em toda face
da Terra, como herança, pelo Cristo.
Gilberto de Almeida
25/12/2020
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