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sábado, 11 de março de 2017

Alegria de viver


Não faço planos, é verdade.

Meu futuro é presente 
de Deus
a cada dia.

Nada mais desejo que ser hoje
operário de Sua obra,
de Seu amor.

Nada mais quero 
que fazer a cada dia,
no anonimato da minha pequenez,
a minha parte.

Meu futuro é presente;
minha vida é presente;
meu presente é futuro.

E o futuro já chegou
a cada dia.

Gilberto de Almeida
11/03/2017


quarta-feira, 8 de março de 2017

Acróstico para uma sociedade embrutecida (ou masculinizada, o que vem a ser a mesma coisa)


M ais
U ma
L embrança
H umilde...
E xiste
R emédio, mas ele é imponderável...

Gilberto de Almeida
08/03/2017

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Menos um


Como sempre, na contra-mão.
Sou eu.
E não me importo.

Todos querem o tal do pensamento crítico.
Deus, livrai-me do criticismo.

Todos querem.
Deus livrai-me de querer.
Ou pelo menos, de querer do meu modo.

Gilberto de Almeida
28/12/2016


sábado, 17 de dezembro de 2016

Nove natais


A consulta era com a mãe.
À despedida, perguntei à menininha:
- Quem é que você está esperando no natal?

- Papai noel!

Reformulei a pergunta:
- Mas no natal, a gente comemora o aniversário de quem?

Olhar de ponto de interrogação dirigido para a mãe.

A mãe justifica-se:
- A gente esquece de ensinar!

Nove natais da pequenina.

Gilberto de Almeida.
17/12/2016


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Nem sombra


No natal não tenho visto
nem mais sombra do Cristo.

Gilberto de Almeida
11/12/2016


domingo, 11 de dezembro de 2016

Poema em zigue-zague.


Termina o ano. Termina o dia.
Dia quente. Ano frio.
Vem o natal. Sussurra a brisa.
Refresca o corpo. Aquece a alma.

Gilberto de Almeida.
10/12/2016


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Heroísmo de natal


Descer da morada dos anjos
para mergulhar no lodo
da ignorância humana;

eis aí

o heroísmo de natal.

A cruz foi libertação!

Gilberto de Almeida
09/12/2016


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tela em branco


Não há um porquê!
É apenas uma sensação.

Depois do natal,
depois de um bem sentido natal,
em que, por alguns instantes,
tomamos posse de nós mesmos,
furtando-nos às frivolidades acessórias;

depois desse natal,
em que, apartados da sintonia comum,
permitimos ao Cristo invadir-nos a alma;

Depois desse natal
estaremos diante de uma tela em branco...

Um convite.

Gilberto de Almeida
08/12/2016


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Natal é ensaio


Natal é ensaio;
humanidade é espetáculo.

Aqui se treina
doação e afeto;
ali se realiza.

Natal é laboratório;
humanidade é campo.

Aqui se experimentam
luzes artificiais;
ali se ilumina.

Natal é banquete;
humanidade é fartura (e fome!).

Aqui se devora
quitutes e guloseimas;
ali se alimenta.

Natal é prelúdio;
humanidade é sinfonia.

Aqui se inicia
o entendimento fraterno;
ali se ama.

Natal é primário;
humanidade é superior.

Aqui engatinhamos
no entendimento coletivo;
ali nos diplomamos.

Que o ensaio natalino
desperte a humanidade.

Aqui somos chamados
ao exercício do bem;
ali realizamos.

Gilberto de Almeida
07/12/2016