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domingo, 31 de julho de 2016

Soneto para quem cuida


Trata o doente como fora flor
suave e delicada, algo assim
qual planta abençoada em teu jardim!
Aduba, rega, faz o bem que for...

Mas poderá, alguma vez, se opor
o próprio enfermo ao teu ditoso fim!
É a insanidade, o sofrimento, enfim,
a luta atormentada contra a dor...

Releva! E vê se entende o ser aflito
que, adoecido, irrita-se, esbraveja
e não te ajuda o mínimo que seja.

Apenas serve! E aguarda d'O Infinito
o amor que semeaste com desvelo -
que é teu!... E junto ao Pai irás colhê-lo!

Gilberto de Almeida
(31/07/201)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Hora do nascimento


Pobre alma imprevidente e entorpecida...
Tateia pelos séculos, na estrada
de sombras e pesar, desnorteada,
nas dores que o egoísmo consolida...

Pobre alma, até que um dia se decida
buscar melhor caminho e, fatigada
dos erros recorrentes da jornada
suplique novo corpo, noutra vida!

E Deus consente - é júbilo celeste! 
Mas quando os anjos trazem, sem demora,
notícias de um casal que lhes empreste

o amor e o berço  - à alma devedora! -
e o apoio necessário ao novo teste...
... É aí que nasce um filho! - É nessa hora!

Gilberto de Almeida
(15/07/2016)