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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

In-Out


Gilberto de Almeida
30/11/2015



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tributo a Yung


A mesma indagação seguidamente vem
à tona e, dos confins do pensamento, chama:
- Qual é a finalidade da existência humana?
O que me espera nesta vida ou mais além?


Viemos por prazer fugaz, quiçá, também,

poder, descanso inútil, ostentação ou fama?
Será que é o casamento aquilo que nos chama?
Ou tudo é passageiro e nada nos convém?


Mas, não! Não faz sentido tal deslumbramento!

Nossa existência há de ter mais nobre intento;
então - com Yung - creio, já contemplativo,


que a vida humana traz oculto o seu motivo:

- mostrar-nos a melhor maneira de acender
a luz que ainda falta à escuridão do ser!


Gilberto de Almeida

27/11/2015

Doação


Gilberto de Almeida
27/11/2015


Haicai e flores - XLI


Chega de martírios:
- Invista (vá ao florista!)
num ramo de lírios.

Gilberto de Almeida
27/11/2015


Haicai e flores - XLII


Pedindo que asiles
perdão em teu coração,
floresce a Amarílis.

Gilberto de Almeida
27/11/2015


Turbidez


A tua verdade me basta,
assim como a minha, também!

Não tentarei mais ser o depositário da razão,
mas esforçar-me-ei 
por enxergar a Verdade de Deus,
aquela que diz que a tua convicção
e a minha
são, ambas, degenerescência passageira da realidade,
consequência obscurecida dos véus da matéria,
que turvam a visão.

Não tentarei mais ser o depositário da razão.
Aceito o teu ponto de vista e o meu,
ambos como ilusão.

Não tentarei mais ser o depositário da razão.
Não mais me oponho
e haverá paz!

Gilberto de Almeida
27/11/2015


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Paradoxo natalino


A data comercial 
mais lucrativa do ano
é, se, acaso, não me engano,
exatamente, o Natal.

Mas, pensemos um segundo:
- Que destino teve o dia
d'Aquele que nos dizia
não ter reino neste mundo?

Gilberto de Almeida
25/11/2015


A força mais pungente do universo




Amor, singela luz agradecida;
amor, formoso oásis no deserto;
amor, que torna o espírito liberto
das sombras da matéria e embala a vida...

Amor, nas lutas, lâmpada escondida;
amor, nas dores, bálsamo, decerto;
amor, seguro leme em mar aberto
 a conduzir-nos, dócil, na corrida.

O amor refresca a alma,  o amor é brisa...
Mas não o amor mesquinho e controverso,
mesclado de egoísmo, que escraviza;

e não no possuir - no seu reverso! -,
no dar, é então o amor se concretiza 
na força mais pungente do universo!

Gilberto de Almeida
25/11/2015


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Soneto de natal


Da manjedoura, há dois mil anos, vem à mente,
dos labirintos da memória, doce aviso
de amor e paz, a impressionar-nos, num preciso
lembrete vivo, tão singelo quão pungente.

Mas, tal mensagem distorcemos pela lente
duma ilusão, da nossa falta de juízo!
Entorpecidos, olvidamos o sorriso
de amor do Cristo, a conclamar-nos, docemente...

Deseja Ele, acaso, o nosso desatino
de comilança, consumismo e ostentação
por celebrar-lhe a imagem pura e imorredoura?

Ou que ofertemos, como asilo natalino
à dor alheia, nosso próprio coração,
a mais singela imitação de manjedoura?

Gilberto de Almeida
23/11/2015


domingo, 22 de novembro de 2015

Pinheiro



Busquei, no quintal,
um pinheiro; virei jardineiro, 
porque hoje é natal!

Gilberto de Almeida
22/11/2015


domingo, 15 de novembro de 2015

Escalada - II


Gilberto de Almeida
15/11/2015