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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Em sintonia com Jesus


Quem dera vislumbrássemos o quanto
o imenso amor do Mestre Nazareno
aguarda a semeadura no terreno
do nosso coração, banhado em pranto.

Aguarda, o Mestre Excelso, que, entretanto,
oremos (de alma entregue e humor ameno)
pedindo intervenção do amor sereno
que entrega-nos, contrito, humilde e santo.

Peçamos, na oração, pela prudência,
por força, inspiração, amparo e luz 
e ouçamos a resposta com paciência

na íntima certeza que traduz
na acústica sublime da consciência
o verbo esplendoroso de Jesus.

Gilberto de Almeida
31/05/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 

Capítulo "Aconselhar-se com Jesus"

quinta-feira, 30 de maio de 2019

A música


Poema pentavocálico - IV

Enquanto a música fala
ao sentimento revela
a ressonância tranquila
da inspiração que consola
na entonação que modula.

Gilberto de Almeida
30/05/2019


quarta-feira, 29 de maio de 2019

A oração é fonte de esplendores


A oração é fonte de esplendores 
que transporta luz e que se faz
porta-voz de impulsos redentores,
de expressão ativa e contumaz. 

Das alturas, anjos benfeitores
incentivam maus e bons à paz.
E suplicam - sentem nossas dores! -
que, entretanto, oremos muito mais.

Porque a prece é o escudo que preserva
do negativismo que vigora
na ilusão prosaica da caterva.

Sim! Oremos sempre e sem demora,
porque a prece é atenta e brava serva,
defensora heroica de quem ora.

Gilberto de Almeida
29/05/2019

Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 
Capítulo "A prece protege"

Seguindo a estrada


Poema pentavocálico - III

Seguindo a estrada,
ninguém arreda
pé da corrida.
Quem se acomoda,
só Deus ajuda.

Gilberto de Almeida
29/05/2019


Enviei-te uma carta


Poema pentavocálico - II

Enviei-te uma carta.
Estavas desperta,
enérgica e hirta.
Fizeste-te morta.
A história foi curta.

Gilberto de Almeida
29/05/2019


Lorota


Poema pentavocálico - I

Ela acata,
tão correta...
Nem cogita
da lorota
que ela escuta.

Gilberto de Almeida
29/05/2019


terça-feira, 28 de maio de 2019

Tela-cela


Gilberto de Almeida
28/05/2019



Trovas da vida - XLIV


O amor não buscas respostas
nem atitude exemplar.
Àquele que pede auxílio,
ajuda sem perguntar.

Gilberto de Almeida
28/05/2019


Trovas da vida - XLIII


Exercita-se o espírito
na atividade enfadonha
até que, robustecido,
nova tarefa se imponha.

Gilberto de Almeida
28/05/2019

Bom ânimo


Pelas dificuldades do caminho,
transita o homem, tíbio e irresoluto.
Nas dores, nos pesares, o instituto
da vã lamentação o faz mesquinho.

Às vezes, por motivo comezinho,
às vezes, por problema diminuto,
redige, na existência, um estatuto
de dramas, de agitado burburinho.

Que falta faz ao homem o alfabeto
do entusiasmo, a linguagem que afugenta
a inércia dos domínios do intelecto.

Pois sim, na dor da vida turbulenta
perante os desafios do trajeto, 
bom ânimo é virtude que sustenta.

Gilberto de Almeida
28/05/2019


Referência: Recados do Meu Coração. Bezerra de Menezes/José Carlos de Lucca. 

Capítulo "A fé traz bom ânimo"

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Sabiá no telhado.


Sabiá no telhado
procura o limoeiro.

Desassossegado,
porque eu vi primeiro,
por ter encontrado,
se apressa, ligeiro.

Não troca esse estado
por nenhum dinheiro.

Gilberto de Almeida
27/05/2019


Circo romano e moderno


Na arena, plena,
a pena.

Na contracena,
hienas.

Hienas,
hienas...

Gilberto de Almeida
27/07/2019


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Momento


Em que estranhos laços
crianças se enroscam
e cortam-se os braços?

Gilberto de Almeida
24/05/2019


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Trovas da vida - XLII


Amigo, pensa se traz
algo, o que dizes, de bom.
Quando não for este o caso,
teu silêncio é o melhor som.

Gilberto de Almeida
23/05/2019


Ponte etérea


Poesia é ferramenta refulgente
nas mãos de quem o amor quer espalhar.
Não usa de sofismas nem consente
ater-se ao pedantismo secular.

Poesia é uma inquietude que pressente
vestígios da Verdade Luminar,
quiçá na evanescência do poente,
talvez na mansuetude do luar.

Poesia é chave excelsa da comporta
que a Realidade Eterna descortina.
Convida, intui, desperta e nos exorta

a descobrir tesouros na neblina.
Poesia é ponte etérea que transporta
o coração do poeta à Luz Divina.

Gilberto de Almeida
23/05/2019


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Amar ou querer?


Quando a alma enamorada é egoísta,
procura, certamente, ser feliz,
no entanto, sua atitude não condiz
com o amor, sob nenhum ponto de vista!

Amar, não é possível que consista
no ciúme, no egoísmo, essa infeliz
tendência irracional que contradiz
o senso de amor puro e idealista.

E aquele que acredita estar amando, 
amiúde está perdido e sonolento...
Só aprenderá a amar, de fato, quando

deixar de ver no amor uma catarse.
Porque o amor é excelso sentimento,
distante do querer; amar é dar-se!

Gilberto de Almeida
22/05/2019


domingo, 19 de maio de 2019

Espírito encarnado


A inconsequência humana é resultado
de concepção de mundo distorcida.
Por isso o homem passa pela vida
tão iludido, tão desorientado.

E afunda-se na lama que esse estado
de apedeutimo traz, enquanto lida
com a existência sáfara e oprimida.
Ao nada se conduz, desenganado.

Mas é possível, sim, que se reerga,
é claro, desde a hora em que desista
de acreditar que é apenas a miséria

da química animada (mas soberba!)
e passe a acreditar, mais otimista,
que é Espírito encarnado na matéria.

Gilberto de Almeida
19/05/2019


sábado, 18 de maio de 2019

Matricômio


Gilberto de Almeida
18/05/2019

Haicai e flores - LII


As cores que exprimo, la-
pidadas a pinceladas
de Deus, são da Prímula.

Gilberto de Almeida
18/05/2019


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Trovas da vida - XL e XLI


Vegetariano chato
é aquele que tenta impor
as delícias do seu prato
a quem não lhe dá valor.

Gilberto de Almeida

15/05/2019


Carnívoro sem cultura
é aquele que determina
que só na carne (ele jura!)
é que existe proteína!

Gilberto de Almeida
15/05/2019


Trovas da vida - XXXIX


Conversa à toa consome
o tempo que não se tem.
Quem bem utiliza o tempo,
com seu tempo faz o bem.

Gilberto de Almeida
15/05/2019

Trovas da vida - XXXVIII


Revidar, ato orgulhoso,
primitivo, insano e vão,
não só não resolve nada,
como agrava a situação.

Gilberto de Almeida
15/05/2019


domingo, 12 de maio de 2019

Dois sonetos para Maria


I

Maria, mãe das mães, mãe das crianças
que somos, displicentes e orgulhosas;
Maria, as nossas dores, tu desposas;
por nossa redenção jamais descansas...

Do teu amor de mãe, bendita, lanças
por sobre nós, blandícias caridosas
suaves como pétalas de rosas,
ungindo-nos de doces esperanças...

Relevas a obstinada indisciplina
dos filhos rebelados e insurgentes
e cobre-nos com branda Luz Divina...

E todo o amor que tens, o amor que sentes
se não nos redimiu, Mãe, nos ensina
a honesta gratidão dos penitentes...

II

Maria, mãe das mães, mãe das crianças
que somos, exigentes e egoístas,
rogamos, Doce Mãe, que não desistas
das preces com que, do Alto, nos alcanças.

Maria, pouco a pouco nos amansas,
em nossos corações tão hedonistas.
Por isso te pedimos, Mãe, que insistas
nos ideais Divinos que afianças;

persiste, Mãe, nas lutas desmedidas,
mantendo em teu olhar o mesmo brilho,
chamando-nos qual sempre nos convidas,

guiando-nos os passos pelo trilho
de luzes redentoras e esquecidas
deixadas como herança por teu Filho.

Gilberto de Almeida
12/05/2019




sexta-feira, 10 de maio de 2019

Trovas da vida - XXXVII


Quem tem paz no coração,
no que sente e no que pensa,
não conhece o sofrimento,
nem a dor, nem a doença.

Gilberto de Almeida
10/05/2019


Depressão e caridade


Da caridade, o autor, beneficiário
é mais, da própria ação benevolente,
que quem recebe o ato solidário,
pois mais gratificado ele se sente.

E, aqui, há relação com o calvário
no qual o depressivo se consente
viver. A depressão é temporário
processo, em que a afeição está doente.

Na cura desse estado abrasador
a medicina ainda titubeia.
Qualquer que seja o meio a se dispor,

a cura permanente se baseia
no esforço de aliviar a própria dor
enquanto se alivia a dor alheia.

Gilberto de Almeida
10/05/2019


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Eu estava lendo o livro "Memórias de um Suicida", da médium Yvonne A. Pereira, pelo Espírito Camilo Castelo Branco. Cheguei ao ponto em que esse Espírito e alguns companheiros que também haviam cometido suicídio, embora em franco processo de recuperação das consequências devastadoras que o atentado contra o corpo físico provocara em seus perispíritos, encontravam-se amargurados e deprimidos ante as perspectivas futuras.

Foi quando, por iniciativa de seus tutores, na colônia espiritual em que se encontravam, foram convidados a auxiliar, outros Espíritos, também suicidas, porém em condições mais desesperadoras que a suas próprias.

O trecho que li foi o seguinte:

"E por tudo isso suave reconforto bordejou nossas apreensões, ensinando-nos a buscar tréguas para as nossas dores, aliviando as dores alheias." (1)

Esse soneto foi inspirado nessa frase do Escritor português.

Referência:
(1) Memórias de um Suicida. Yvone A. Pereira. Federação Espírita Brasileira. Rio de Janeiro. RJ. 1982. 10a edição (51o ao 60o milheiro). pg 372.



terça-feira, 7 de maio de 2019

Trovas da vida - XXXVI


Nas angústias da existência,
na indecisão contumaz,
dar ouvidos à consciência
é garantia de paz!

Gilberto de Almeida
07/05/2019


segunda-feira, 6 de maio de 2019

Cegueira


A humanidade é presa da cegueira
na qual há muito tempo se consente
viver, subordinada e dependente,
em meio ao torvelinho em que se esgueira.

Seu próprio pensamento é uma barreira,
porque ortodoxo, rijo e intransigente.
Se poucos pedem luz, sinceramente,
há sempre a multidão que não a queira.

Por isso a humanidade titubeia,
escrava do sofisma em que descansa.
Por hora convivemos com a ideia

materialista, no auge da pujança.
Mas sempre há alguém que enxergue, alguém que creia,
e basta alguém que crê, que o mundo avança!

Gilberto de Almeida
06/05/2019


sexta-feira, 3 de maio de 2019

Trovas da vida - XXXV


Para aquele que adoece
remédios vários se dão,
mas, quem deseja a saúde
busque a paz no coração.

Gilberto de Almeida
03/05/2019


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Reencontro


Gilberto de Almeida
01/05/2019



Trovas da vida - XXXIV


A relação primitiva
dos povos ainda encerra
o ódio, do qual deriva
a insanidade da guerra!

Gilberto de Almeida
01/05/2019

Trovas da vida - XXXIII


O protetor de animais
Transforma-se num fiasco
ao comer seus protegidos
no domingo, num churrasco.

Gilberto de Almeida
01/05/2019