(Juliana Paula Landim)
Sou meio surda!
Não adianta cochichar no meu ouvido!
Tem que ter volume!
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Poeminha mini animalista absolutamente insignificante sobre um pequeníssimo assunto de moral zero!
Tá certo que o troço tá feio,
mas pra que deixar ficar russo, manno?
Gilberto de Almeida
17/09/2012
mas pra que deixar ficar russo, manno?
Gilberto de Almeida
17/09/2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Com Alberto, num jardim de Magnólias
Não é o mais comum. Preferimos passear a pé. Mas nessa tarde eu havia alugado um carro na Carolina do Sul e passeava com Alberto na maleta. Para que ele pudesse apreciar melhor a paisagem - que ele tanto gosta - insisti para que sentasse no banco dianteiro.
Sempre passeio com tranquilidade, o que me permite admirar melhor a verdade do mundo ao meu redor. Por assim fazer é que reparei, à direita, mais perto do assento do Alberto, na existência daquele jardim singelo, mas ao mesmo tempo raro.
Estacionei e ficamos contemplando. À esquerda uma fileira de troncos nascia do chão e subia, encurvando-se por cima do caminho gramado até tocar, na outra ponta da curvatura de seus galhos, o jardim de Magnólias. Formavam-se arcos que davam à paisagem o aspecto de um túnel. Sem dúvida, um túnel de árvores e flores, uma passagem da natureza, pela natureza. Eu quase conseguia, tomado por essa beleza, vislumbrar gnomos e outros seres fantásticos andando por aquela passagem.
Assim estava eu, entretido pela imaginação e esquecido do tempo, quando Alberto (o que não é seu costume) interrompeu meu pensamento:
- O que nós vemos das cousas são as cousas. - disse ele. - Vós, místicos, que gostais de vos iludir, é que enxergais o que não há. Esses troncos são arcos, e são belos por serem troncos e por serem arcos. E as flores, por serem flores. A beleza que existe, aí está. E vós não precisais aumentá-la, como se bela não fosse.
Disse isso apenas, como se fosse tudo que eu precisasse ouvir, e calou-se.
Desconcertado, calei-me também. No dia seguinte, não levei o Alberto comigo!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
a arrebentação
e a água do mal
a ir e vir
me cansa
alquímica dança
que revolve
o meu sal
lacrimal pedra viva
que me vinga
e coagula
a saliva que solve
o meu elixir
na sua língua
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/09/a-arrebentacao.html
a ir e vir
me cansa
alquímica dança
que revolve
o meu sal
lacrimal pedra viva
que me vinga
e coagula
a saliva que solve
o meu elixir
na sua língua
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/09/a-arrebentacao.html
a barganha
troque sua cara
por um par
de óculos caros
troque seus dois pés
por um bom carro
troque suas tetas
por funis
de silicone
troque seus dois olhos
por fuzis
e um i-phone
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/09/a-barganha.html
por um par
de óculos caros
troque seus dois pés
por um bom carro
troque suas tetas
por funis
de silicone
troque seus dois olhos
por fuzis
e um i-phone
Veja também no site da autora:
http://www.novoaemfolha.com/2012/09/a-barganha.html
O Pastor Amoroso - III
(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma cousa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma cousa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
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