(Juliana Paula Landim)
Ao meu lado agora senta
um demente que fuma!
Fui branda?
OK! Um asno que fuma!
Está melhor?
Que nada, está pior!
É o tipo de pessoa que deixa rastro
de perfume
de enxofre!
Sou uma batalhadora, determinada!
Aguento, mas não fico parada!
Nem deixo barato, não!
O pior ainda é que agora o chaminé
deu pra se insinuar
pra euzinha!
Ah, mas se meteu com a Juliana errada:
corto o avanço e falo na lata:
- Ô, desgraça!
- Vá procurar tua Maria Fumaça!
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Se plantamos, colhemos
(Vicente Galeano)
Que chances temos de esperar
se, loucos, nela derramarmos
veneno, que água dum lugar
nos mate a sede, se a bebermos?
- Mais certo é que nos vá matar,
como nos mata - ou torna enfermos -
o mal que o homem lança ao ar...
Aqui se planta! Aqui colhemos!
Que chances temos de esperar
se, loucos, nela derramarmos
veneno, que água dum lugar
nos mate a sede, se a bebermos?
- Mais certo é que nos vá matar,
como nos mata - ou torna enfermos -
o mal que o homem lança ao ar...
Aqui se planta! Aqui colhemos!
Júbilo
(para Eneida de Almeida)
J ustíssima alegria,
Ú nico entendimento,
B endita essa harmonia
I nvade o firmamento.
L uz serena do dia,
O amor em movimento!
Eu e Amigo
02/10/2012
J ustíssima alegria,
Ú nico entendimento,
B endita essa harmonia
I nvade o firmamento.
L uz serena do dia,
O amor em movimento!
Eu e Amigo
02/10/2012
Com Alberto, nos jardins de Keukenhof
Como estivesse passando aqueles dias de abril em Haia, na Holanda, em visita a um amigo, e a cidade de Lisse se situasse a pouco mais de meia hora de distância, decidi cumprir uma antiga promessa e levar Alberto para conhecer os jardins de Keukenhof.
Nada lhe disse eu, no entanto. Seria uma surpresa! Apenas o coloquei no bolso e partimos.
Somente quando já estava nas dependências dos jardins é que "libertei" o Alberto.
Era impressionante a diversidade de flores, aromas, cores, a beleza, a paz, a alegria e a serenidade do local. Um deslumbre criado pelas mãos humanas, mas que algo de divino havia de ter.
E eu, como sempre, claro, divaguei. Fiquei imaginando a humanidade como um imenso jardim de flores, com suas abençoadas e maravilhosas diferenças. Diferenças que deveriam formar um conjunto harmonioso, como o que eu tinha diante de mim...
E nesse momento é que me deparei com uma cena inusitada. Nem eu, nem ninguém, nem mesmo aqueles que já leram toda a obra poética de Fernando Pessoa, já se depararam com o Alberto assim:
- Ele não dizia nada. Chorava.
Gilberto de Almeida
03/10/2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Só sei que nada sei
Quando aprendo o que não sei
a impressão, mesmo aprendendo,
é que aquilo que não sei
é bem mais do que eu aprendo.
Se aprendendo, pouco sei,
já não sei se não aprendo
ou, se aprendo (ainda não sei!).
que saber é ir vivendo!
E à ignorância eu me rendo,
já que aprendo, mas não sei!
E de tudo que eu aprendo,
o que pouco, ainda, sei
é que vou desaprendendo,
pois só sei que nada sei!
Gilberto de Almeida
02/10/2012
Bem servir
(Vicente Galeano)
Só o bom trabalho que se empenha
em bem servir, em compaixão,
constrói caminho que nos venha
levar ao pórtico onde estão
as glórias do amor - eis a senha!
O amor autêntico e cristão,
no bem servir, acende a lenha
que inflama e aquece o coração!
Só o bom trabalho que se empenha
em bem servir, em compaixão,
constrói caminho que nos venha
levar ao pórtico onde estão
as glórias do amor - eis a senha!
O amor autêntico e cristão,
no bem servir, acende a lenha
que inflama e aquece o coração!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Caminho da paz
(Vicente Galeano)
Quem dera a gente - a humanidade! -
se dedicasse, convencida,
a superar, na nossa lida,
a indiferença, ainda que tarde,
e o amor flagrante que nos arde
no peito - a chama reprimida -
levasse a todos, nesta vida,
com seu calor, a caridade!
Quem dera a gente - a humanidade! -
se dedicasse, convencida,
a superar, na nossa lida,
a indiferença, ainda que tarde,
e o amor flagrante que nos arde
no peito - a chama reprimida -
levasse a todos, nesta vida,
com seu calor, a caridade!
Rosas que choram
Luz mansa do dia
serena batia
no amor que floria,
mas foi-se a alegria:
cadeira vazia...
tristeza escorria.
Gilberto de Almeida
01/10/2012
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